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TJAC integra discussões de enfenfrentamento à violência sexual infantojuvenil em Fórum Estadual 

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Evento reuniu instituições públicas e sociedade civil para fortalecer políticas de proteção à infância e juventude

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) esteve presente no Fórum Estadual de Revisão do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizado nesta quinta-feira, 13, no auditório da Estácio Unimeta, em Rio Branco. A iniciativa reuniu representantes de instituições públicas e da sociedade civil para debater estratégias e fortalecer ações integradas de proteção infanto-juvenil.

O fórum integra o encerramento do Seminário Estadual Integrado do Sistema de Garantia de Defesa da Criança e do Adolescente (SGDCA), promovido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Na ocasião, o Poder Judiciário foi representado pelo juiz auxiliar da Vice-Presidência, Bruno Perrotta, e pelo juiz de direito Ricardo Freire, que destacaram a relevância do debate para o aprimoramento das políticas públicas e das práticas institucionais voltadas à garantia de direitos.

Com uma programação ampla e participativa, o evento contou com mesas de diagnóstico, grupos de trabalho temáticos e apresentações culturais. Entre os eixos discutidos estavam Justiça e Segurança Pública, Educação, Saúde, Assistência Social, Esporte e Cultura, Mídia e Comunicação, Trabalho e Turismo, e Meio Ambiente e Cidade.

O juiz Bruno Perrotta ressaltou a importância da participação do poder judiciário no fórum e destacou métodos específicos adotados pelo tribunal para lidar com processos relacionados a essa questão.

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“O tribunal apoia de forma permanente a Coordenadoria da Infância e Juventude e mantém varas especializadas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, além de garantir que todas as comarcas do interior atuem nessas demandas. Nosso objetivo é assegurar atendimento humanizado e proteção efetiva às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”, conta Perrotta.

Além disso, o juiz também enfatizou sobre a promoção de projetos como o  Nunca é Tarde, que visa incentivar a denúncia de casos de violência, combatendo a subnotificação.

“Precisamos romper o silêncio. O projeto Nunca é Tarde reforça que toda forma de violência contra crianças e adolescentes deve ser denunciada. No Acre, ainda temos altos índices de subnotificação, e por isso é fundamental que todos colaborem, denunciando pelo Disque 100. Somente assim construiremos um presente e um futuro mais seguros para nossas crianças”, destacou.

Já o juiz Ricardo Freire, que esteve representando a coordenadoria da infância e juventude, reforçou a importância da participação ativa do Tribunal nas discussões que envolvem direitos das crianças e adolescente.

“É fundamental garantir a participação de crianças e adolescentes nesses espaços de diálogo, pois nada deve ser feito por eles sem que sejam ouvidos. O TJAC tem um papel essencial ao manter suas portas abertas, oferecendo acolhimento e apoio para que casos de violação de direitos não passem despercebidos”, destacou o juiz.

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De acordo com Sarah Farhat, coordenadora do Fórum Estadual da Criança e do Adolescente, é importante que membros da sociedade civil participem do fórum em conjunto com as instituições públicas que trabalham na área da infância e da juventude

“Sem a sociedade civil não há construção de planos e é muito importante ter essa escuta participativa de todos os atores do sistema de direito da criança e adolescente, que são os protagonistas deste evento”,  destacou Farhat

Representando a força que a juventude possui em pautas como essa, o jovem John Weslley, representante do comitê de participação adolescente do município de Capixaba, relatou sobre a relevância da presença de adolescentes e crianças em fóruns e seminários, pois suas vozes são essenciais

“É essencial ouvir crianças e adolescentes nesses espaços de debate, garantindo que suas vozes sejam consideradas na construção de políticas de proteção. O Tribunal de Justiça, ao manter suas portas abertas, contribui para que eles encontrem acolhimento e apoio quando precisarem”, declarou o representante.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Casal Huni Kuin viaja seis dias de barco para ser atendido no Projeto Cidadão

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Nory Ferreira conseguiu o termo de curatela da mãe, enquanto o esposo, Tomas Rodrigues, ingressou com ação para corrigir a data de nascimento na certidão. Eles estão entre os mais de mil atendidos nesta edição do mutirão 

Um casal do povo indígena Huni Kuin enfrentou seis dias de viagem de barco até Sena Madureira para ser atendido no Projeto Cidadão. Nory Ferreira, de 48 anos, e o esposo, Tomas Rodrigues, de 58, vieram da Aldeia Porto Rico, em Santa Rosa do Purus. O local tem acesso apenas pelo Rio Purus. Mesmo diante da distância, os dois buscaram os serviços públicos oferecidos pela ação social do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

Nory viajou com a intenção de obter o termo de curatela provisória da mãe, Albertina Kacixawá, de 85 anos. O documento permite que a filha represente e cuide dos interesses da idosa. É uma prova legal, perante bancos, órgãos públicos, hospitais e outras instituições, de que a mulher tem respaldo judicial para tomar decisões.

Ela contou que, há 10 anos, resolve tudo relacionado à vida da mãe. Para isso, tinha uma procuração, mas o documento só tinha validade de um ano. Por esse motivo, as duas precisavam comparecer ao cartório todos os anos. A tarefa era difícil, uma vez que ambas moram na aldeia e dona Albertina sofre com problemas de locomoção.

Cansada dessa situação, procurou a Justiça e obteve uma decisão favorável que concedia a curatela provisória da mãe. Entretanto, perdeu o termo e, consequentemente, voltou a enfrentar problemas para conseguir representar a idosa. A solução foi procurar o Projeto Cidadão. Deu certo. Em poucos minutos, estava com o documento em mãos.

O esposo de Nory, Tomas Rodrigues, de 58 anos, foi outro que se beneficiou dos atendimentos do Projeto Cidadão. No caso dele, havia um erro em sua certidão de nascimento. Ele nasceu em 1967, mas no registro consta como se tivesse nascido em 1972. Para corrigir o erro, precisou ingressar com uma ação de retificação. A Defensoria Pública, parceira da ação, deu andamento ao processo.

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Mais de mil atendimentos

A história do casal representa uma das inúmeras atendidas nesta edição do Projeto Cidadão em Sena Madureira. A Coordenadoria de Apoio a Programas Sociais (Coaps), responsável pela ação, estima mais de mil atendimentos nos dois dias de mutirão no município. A iniciativa ocorreu nos dias 22 e 23 de setembro, das 8h às 15h, na Escola Professor Messias Rodrigues de Souza.

Durante o trabalho social, moradoras e moradores de Sena Madureira tiveram acesso a serviços como emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), orientação jurídica, consulta processual e atualização cadastral em programas sociais.

A proposta do TJAC ao reunir diversos serviços públicos em um único espaço é garantir a cidadãs e cidadãos em situação de vulnerabilidade acesso rápido e gratuito à documentação básica, além de atendimentos nas áreas jurídica, de saúde, assistência social e cidadania.

Programação reforçada

Mais uma vez, a programação contou com o reforço da equipe da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes). Em parceria com o município, foram oferecidos testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, aferição da pressão arterial e da glicemia, vacinação, atendimentos médicos, odontológicos, nutricionais, fisioterapêuticos e psicológicos.

O operador de máquinas Suliekson Alves, de 38 anos, procurou o serviço de fisioterapia. Ele soube pelo rádio que o atendimento estaria disponível no Projeto Cidadão e foi avaliar a recuperação do pulso, fraturado após uma queda de uma caminhonete em movimento. Ao deixar a consulta, disse ter recebido boas notícias.

“Rapaz, isso aqui é um projeto que ajuda muito as pessoas que não têm condição financeira pra procurar um atendimento em outro município ou até mesmo pra se deslocar até outra cidade, sem saber se vai ser atendido. Através desse projeto aqui, muitas pessoas estão sendo beneficiadas”, afirmou Suliekson.

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Projeto Cidadão no combate à violência de gênero

A Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) participou do Projeto Cidadão com o programa Conscientização pela Paz no Lar. A equipe realizou palestras sobre prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar para mais de 200 estudantes do 1º ano do ensino médio.

As atividades ocorreram na Escola Dom Júlio Mattioli e teve como objetivo promover uma reflexão entre alunas e alunos sobre a violência contra a mulher. As palestras pretendem contribuir para a formação desses adolescentes, os tornar capazes de dialogar sobre o tema, identificar e denunciar situações de violência doméstica.

Como forma de estímulo para conhecer mais acerca do assunto, os jovens foram incentivados a redigir um texto dissertativo-argumentativo. As melhores produções participam de um concurso de redação. Os vencedores de cada escola ganham um computador doado peo Tribunal de Justiça.

E não para por aí…

A programação termina com o casamento coletivo. A cerimônia ocorre nesta quarta-feira, 23, às 17h, na quadra poliesportiva da Escola Professor Messias Rodrigues de Souza. A celebração da união dos 100 casais será conduzida pelo juiz da Vara Cível de Sena Madureira, Caique Cirano.

Parceria 

Esta edição do Projeto Cidadão contou com o apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), da Receita Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Prefeitura de Sena Madureira e do Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Polícia Civil (PCAC) e da Secretaria da Mulher (Semulher).

Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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