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Efetividade e regularização do Escritório Social no Acre são debatidas pelo TJAC e Estado

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Judiciário do Acre e poder Executivo dialogam para assinar um novo termo de compromisso que garanta a continuidade e ampliação dos escritórios sociais nas cidades do estado

O Escritório Social é um instrumento de ressocialização, uma política de portas abertas, sem barreiras que intimidem as pessoas a acessarem o ambiente. Nesse sentido, para dar efetividade e fortalecer essa ferramenta, o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) debateu, nesta sexta-feira, 27, com órgãos e secretarias de Estado, estratégias para avançar na implantação do Escritório Social na capital e no interior.

Esta é a segunda reunião realizada apenas neste mês, com o objetivo de que o Judiciário e o Estado discutam e firmem um novo termo de compromisso para garantir a continuidade desse instrumento. Os escritórios integram uma das frentes da política penal desenvolvida nos últimos anos para enfrentar o estado inconstitucional de coisas no sistema prisional brasileiro.

A vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, e o supervisor do GMF, desembargador Francisco Djalma, receberam representantes das secretarias de Planejamento e de Administração (Seplan e Sead), do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC), além de integrantes da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público do Acre (MPAC).

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A vice-presidente do TJAC ressaltou a importância da assinatura do novo termo para avançar na política de emprego e ressocialização. O trabalho do Escritório Social é auxiliar na reintegração das pessoas após a saída do sistema prisional, garantindo acesso à documentação e encaminhamentos para políticas públicas básicas, como moradia, saúde e educação.

Garantir continuidade

Em 2020, foi assinado um Termo de Cooperação que resultou na implantação do Escritório Social em Rio Branco. Contudo, o documento expirou, e a ferramenta de ressocialização está atualmente instalada no prédio do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC). A proposta é que o espaço funcione fora de prédios institucionais, assegurando amplo e livre acesso aos egressos e egressas do sistema prisional, sem constrangimentos.

A intenção é formalizar um novo termo, garantindo o compromisso do Executivo e do Judiciário com a continuidade e ampliação dos escritórios sociais no Acre. A cooperação será acompanhada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está alinhada às metas do plano Pena Justa.

Também participaram do encontro o juiz auxiliar da Vice-Presidência do TJAC, Bruno Perrotta; o juiz coordenador do GMF, Robson Aleixo; a coordenadora executiva do GMF, Débora Nogueira; a consultora do Programa Fazendo Justiça, Rúbia Evangelista; além de servidoras e servidores do Judiciário.

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Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC abre III Semana Nacional dos Juizados Especiais certificando conciliadoras e conciliadores

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Atividade iniciou nesta terça-feira, 16, e segue até a sexta-feira, 19, com oficinas, debates e diálogos para aperfeiçoar o Sistema dos Juizados Especiais

“Justiça simples, digital e humana”, com esse tema o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) por meio da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), realizou nesta terça-feira, 16, a abertura da III Semana Nacional dos Juizados Especiais, com a entrega de certificados do curso de formação de conciliadores e mediadores judiciais.

A Semana é de iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecida pela Resolução n.º 533/2023, para fortalecer o sistema que é a grande porta de entrada das pessoas no Judiciário e segue com oficinas, debates e diálogos até a sexta-feira, 19. A desembargadora Regina Ferrari, presidente em exercício, ressaltou o impacto dessa maneira de promover Justiça na vida de cada cidadã e cidadão:

“É o trabalhador que recebe o que tinha direito sem precisar contratar ninguém. É o consumidor que finalmente é ressarcido por aquele eletrodoméstico que nunca funcionou. É a pequena empresa que recupera o valor que faria diferença no caixa do mês. É o idoso que não tem recursos para pagar honorários, mas tem o direito a defesa. Os Juizados Especiais são, na prática, a porta de entrada da justiça para quem mais precisa dela e menos tem condições de pagar por ela, porque ela é 100% gratuita”, destacou Ferrari.

Aproximação

Para a presidente em exercício, os Juizados concretizam a aproximação do Judiciário com as pessoas, são caminhos mais fáceis e ágeis de acessar direitos: “Os Juizados Especiais provam que é possível construir uma Justiça mais rápida, mais simples e mais humana, sem abrir mão da seriedade e do acolhimento que todo o processo exige. Por isso, defender os Juizados Especiais, debater os Juizados Especiais nessa semana significativa é defender o direito de toda pessoa, independentemente da sua renda ou do seu conhecimento jurídico, de ser ouvida e de ter seu conflito resolvido com dignidade. É lembrar que a Justiça não pode ser privilégio de poucos”.

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Criado em 1995 (Lei n.º 9.099), o Sistema dos Juizados Especiais recebe causas de até 40 salários mínimos, que tem como critérios norteadores: a oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando promover a conciliação e mediação, quando possível. Princípios que significam que as pessoas podem chegar aos balcões de atendimento do Judiciário, sem necessidade de um advogado, e apresentar sua reclamação que o setor responsável irá iniciar os encaminhamentos no sistema, fazendo o peticionamento.

Eficiência

O coordenador dos Juizados Especiais Cíveis do Acre, desembargador Júnior Alberto, apresentou dados sobre a eficiência do trabalho jurisdicional realizado no estado:

“De acordo com os dados do Justiça em Números, foram julgados em 2025 quase 2 milhões de processos, o que demonstra a confiança da população nos Juizados Especiais, em virtude da resposta rápida, eficiente e, principalmente, justa para as suas demandas. No Acre, somente neste primeiro semestre de 2026, mais de 8.300 novos processos ingressaram nos Juizados. Com muito orgulho e contentamento informo que estamos entre os melhores do Brasil”, disse Alberto.

De acordo com os dados oficiais do CNJ, os Juizados do Acre figuram em segundo lugar no Índice de Atendimento à Demanda a nível nacional. Já em relação à taxa de congestionamento líquida, alcançando a terceira menor, com 30,99%, ficando atrás apenas do Distrito Federal e de Sergipe entre todos os tribunais brasileiros. Esses números são relevantes porque aferem a eficiência e a celeridade desses órgãos jurisdicionais.

Debate e aperfeiçoamento

O corregedor-geral da Justiça do Acre, desembargador Nonato Maia, explicou que a III Semana Nacional dos Juizados é uma política afirmativa do CNJ, abraçada pelos tribunais no país, que fortalece o segmento dos Juizados, que é o mais simples, acessível e próximo das pessoas. “Nessa Semana teremos várias discussões e olharemos os Juizados Especiais, que é a Justiça mais simples, mais acessível e que atende o cidadão mais diretamente. Então, que sejamos todos envolvidos e comprometidos, que possamos discutir os Juizados Especiais com mais afinco e reafirmar essa Justiça tão próxima do cidadão”, comentou Maia.

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Também participaram da abertura, os desembargadores Samoel Evangelista, Lois Arruda, as juízas de Direito Lilian Deise, representando a Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), e Louise Kristina, auxiliar da Presidência do TJAC, o procurador-geral Carlos Maia do Ministério Público do Acre (MPAC), a defensora pública-geral Juliana Marques, a presidente do Procon Acre Alana Albuquerque, além de magistradas e magistrados, servidoras e servidores da capital e interior.

Programação

As atividades da III Semana Nacional dos Juizados seguem até a sexta-feira, 19, com atividades realizadas de maneira presencial na Esjud e também com transmissão para comarcas do interior. Veja abaixo a programação:

16/6

  • 10h – Oficina “Qualificação em Demandas Repetitivas e Entendimentos Consolidados no STJ e Turma Recursal”. A facilitadora é a juíza Evelin Cerqueira;

17/6

  • 8h – Oficina “Eficiência com humanidade: inovação e acesso à Justiça”. A facilitadora é a servidora Larissa Melo;
  • 9h às 12h – Laboratório de Inovação – “Justiça simples na era digital: tecnologia, pessoas e soluções reais”. Facilitador é o servidor Bono Lui;

18/6

  • 8h – Laboratório de gestão – “Estratégia, produtividade e uso de indicadores”. Facilitador é o servidor Josué;
  • 9h – Oficina “Utilização dos Sistemas dos Juizados Especiais: Eproc, Google Meet e Sprol”. Facilitador é o colaborador Fábio Josep;
  • 10h – Atividade temática “Inteligência artificial aplicada à prática jurídica”. Facilitador é Leonardo Bandeira

19/6

  • 8h – Oficina “Escuta ativa, empatia e justiça”. Facilitadora é juíza de Direito Adamárcia

Fotos Wellington Vidal, estagiário sob supervisão (Secom/TJAC)

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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