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APROBIO e ABIOVE criam AliançaBiodiesel para fortalecer o setor e ampliar presença internacional

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As entidades APROBIO e ABIOVE aprovaram, nesta quinta-feira (26/02), a criação da AliançaBiodiesel — uma iniciativa que marca um novo momento de união e coordenação entre os principais representantes do setor de biocombustíveis no país.

O projeto visa somar esforços e alinhar estratégias para consolidar o papel do biodiesel na matriz energética brasileira, além de ampliar sua participação no mercado internacional.

Objetivo é construir uma agenda conjunta com governo e mercado

De acordo com Jerônimo Goergen, presidente da APROBIO, a AliançaBiodiesel tem como meta fortalecer o segmento por meio da união setorial, criando uma agenda comum junto ao Executivo, Legislativo, à Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) e também com o mercado consumidor.

“A AliançaBiodiesel é uma estrutura de articulação nacional que garante representação institucional sólida, coerência nas pautas e diálogo permanente com todos os atores estratégicos”, destacou Goergen.

Setor aposta em previsibilidade e convergência institucional

Para André Nassar, presidente-executivo da ABIOVE, a iniciativa representa um novo momento de convergência institucional no setor.

“Estamos organizando o setor para atuar de forma coordenada, com previsibilidade regulatória, fortalecimento técnico e maior aproximação com clientes e consumidores”, afirmou Nassar.

Essa coordenação visa aumentar a competitividade do biodiesel, fortalecer sua imagem e garantir segurança regulatória para investimentos de longo prazo.

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Desafios e prioridades da nova aliança

Entre as metas estabelecidas pelas entidades estão:

  • Aprimorar a relação com o mercado consumidor;
  • Fortalecer a regulamentação do setor;
  • Implementar efetivamente a Lei Combustível do Futuro;
  • Assegurar a qualidade do produto como valor central.

Jerônimo Goergen destacou que a qualidade será um dos pilares fundamentais da Aliança.

“Qualidade é um valor máximo e vai orientar o diálogo com todos os nossos interlocutores”, reforçou.

Lançamento oficial está marcado para março em Brasília

O lançamento oficial da AliançaBiodiesel está agendado para o dia 25 de março, em Brasília, e contará com a presença de empresários, parlamentares, representantes do governo e agentes de mercado.

Segundo Nassar, a criação da iniciativa reforça o papel estratégico do biodiesel na transição energética e no desenvolvimento do agronegócio nacional.

“O biodiesel é um patrimônio do Brasil e merece todos os nossos esforços para ocupar posição de destaque na transição energética e na economia nacional”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Selic a 14,50% pressiona crédito e leva agroindústrias a buscar linhas subsidiadas para investir

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Mesmo com a taxa básica de juros em 14,50% ao ano, o custo do capital segue como um dos principais fatores nas decisões estratégicas das empresas, especialmente no agronegócio. Em um ambiente de crédito mais caro e restritivo, agroindústrias têm intensificado a busca por linhas subsidiadas para financiar investimentos, modernização e expansão.

A definição da taxa pelo Banco Central mantém o crédito tradicional em patamares elevados, impactando diretamente o planejamento corporativo. Projetos passam a ser analisados com maior rigor, considerando retorno ajustado ao risco, impacto no fluxo de caixa e estrutura de capital.

Crédito caro adia investimentos no agro

Com a alta da Selic, operações atreladas ao CDI acompanham o movimento da política monetária, encarecendo financiamentos e reduzindo a viabilidade de projetos, principalmente os de longo prazo e maior intensidade tecnológica.

Nesse cenário, empresas enfrentam um dilema: investir para ganhar competitividade ou preservar liquidez. O resultado, em muitos casos, é o adiamento de projetos produtivos, como ampliação de plantas industriais, aquisição de máquinas e adoção de novas tecnologias.

Além disso, instrumentos do mercado privado, como debêntures e operações estruturadas, continuam concentrados em grandes empresas com maior acesso a investidores e governança consolidada. Para pequenas e médias empresas (PMEs), o crédito se torna mais restrito, com prazos menores, custos mais altos e exigências mais rígidas de garantias.

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Linhas subsidiadas ganham protagonismo

Diante desse cenário, linhas de crédito subsidiadas operadas por bancos de desenvolvimento voltam ao centro da estratégia financeira das empresas, especialmente no agronegócio e na indústria.

Programas voltados à inovação e à digitalização produtiva têm ampliado a oferta de recursos com condições mais atrativas. Iniciativas conduzidas por instituições como BNDES e Finep priorizam investimentos em tecnologias como automação, robótica, Internet das Coisas (IoT) e manufatura avançada.

Com prazos mais longos, carência ampliada e taxas inferiores às do mercado tradicional, essas linhas alteram significativamente o cálculo de viabilidade dos projetos, permitindo que empresas mantenham seus planos de crescimento mesmo em um ambiente de juros elevados.

PMEs ampliam acesso a investimentos

Para micro, pequenas e médias empresas, o impacto das linhas subsidiadas é ainda mais relevante. O acesso a crédito com condições diferenciadas permite diluir o investimento inicial e viabilizar ganhos de produtividade que seriam inviáveis no crédito tradicional.

No entanto, acessar esses recursos exige mais do que identificar a linha disponível. Cada instituição financeira trabalha com critérios técnicos específicos, incluindo métricas de inovação, exigências regulatórias e modelagem financeira estruturada.

Engenharia financeira vira diferencial competitivo

Nesse contexto, a estruturação do funding ganha papel estratégico. A escolha da fonte de capital — considerando prazo, indexador, custo e exigências — passa a influenciar diretamente a competitividade e a sustentabilidade financeira das empresas.

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Consultorias especializadas têm atuado na chamada engenharia de funding, estruturando operações que combinam diferentes fontes de recursos para reduzir o custo médio da dívida e ampliar a capacidade de investimento.

Casos recentes mostram empresas de setores como agronegócio, engenharia, varejo e recursos humanos acessando linhas como o Pró-Inovação, voltado ao financiamento de projetos tecnológicos, com apoio técnico na estruturação e aprovação dos financiamentos.

Estratégia financeira define crescimento

Com a Selic elevada, o crédito tradicional tende a pressionar margens e alongar o prazo de retorno dos investimentos. Nesse cenário, linhas subsidiadas deixam de ser apenas alternativas e passam a integrar a estratégia financeira das empresas.

A definição correta do funding pode determinar o sucesso ou fracasso de um projeto. Escolhas inadequadas comprometem o fluxo de caixa por anos, enquanto uma estrutura bem planejada sustenta o crescimento e melhora a competitividade.

Empresas que tratam o financiamento como variável estratégica conseguem avançar em suas agendas de modernização, mesmo em um ambiente macroeconômico adverso. Já aquelas que dependem exclusivamente do crédito tradicional tendem a operar de forma mais conservadora, priorizando a preservação de caixa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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