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Junto à Corte Interamericana de Direitos Humanos, TJAC avança no projeto Humanize

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A proposta busca consolidar, inicialmente no âmbito do Judiciário do Acre, uma cultura de observância aos tratados e precedentes do sistema interamericano, com potencial de expansão para todo o país

O Poder Judiciário do Acre tem intensificado iniciativas voltadas à modernização de seus serviços e ao aprimoramento da atuação institucional. As ações buscam fortalecer o trabalho de magistrados e servidores, refletindo diretamente na qualidade da prestação jurisdicional oferecida à sociedade. Entre essas iniciativas está o projeto Humanize, uma proposta inovadora que une tecnologia e direitos humanos para qualificar as decisões judiciais.

Em janeiro deste ano, o Poder Judiciário do Acre esteve em San José, na Costa Rica, em evento da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Nesse evento foi celebrado um histórico acordo de cooperação entre a instituição e a Corte IDH para a realização do projeto Humanize, uma ação inédita elaborada pelo Poder Judiciário acreano que tem o objetivo de consolidar a aplicação da convencionalidade e dos direitos humanos no sistema judicial acreano e posteriormente brasileiro.

Agora em março, nos dias 5 e 6, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, dando continuidade a essa cooperação, esteve novamente com a Corte Interamericana de Direitos Humanos, liderando equipe do Poder Judiciário para reunião técnica. Na oportunidade, foram discutidas, principalmente, as ações relacionadas à finalização de uma solução de inteligência artificial que auxiliará magistrados na identificação de precedentes e orientações da Corte Interamericana de Direitos Humanos aplicáveis aos casos em análise. A ferramenta permitirá integrar, de forma mais ágil, os parâmetros internacionais de direitos humanos às decisões judiciais.

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A expectativa é que a solução tecnológica seja lançada já no mês de abril. Até o fim de março, a equipe da Corte Interamericana realizará testes na ferramenta, com o objetivo de apresentar sugestões e contribuições que auxiliem na etapa final de desenvolvimento.

Segundo o juiz auxiliar da Presidência, o projeto representa um avanço significativo para o Judiciário brasileiro.

“Acreditamos que, nos próximos meses, o projeto Humanize ampliará suas ações e exercerá uma influência positiva na cultura do Poder Judiciário nacional, incentivando a aplicação do Pacto de San José da Costa Rica e a observância dos precedentes e opiniões consultivas da Corte Interamericana de Direitos Humanos”, afirmou o magistrado.

Projeto

O Humanize é uma iniciativa inédita idealizada pelo Judiciário acreano com o objetivo de fortalecer a aplicação da convencionalidade e dos instrumentos internacionais de direitos humanos no sistema judicial. A proposta busca consolidar, inicialmente no âmbito do Judiciário do Acre, uma cultura de observância aos tratados e precedentes do sistema interamericano, com potencial de expansão para todo o país.

O projeto tem despertado interesse em âmbito nacional. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) demonstrou atenção especial à iniciativa, considerada pioneira no uso de inteligência artificial voltada à aplicação de tratados internacionais de direitos humanos.

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Na próxima segunda-feira, o juiz Giordane Dourado participará de reunião em Brasília com representantes do CNJ e das UMFs para apresentar oficialmente a solução desenvolvida pelo TJAC a magistrados e gestores do Judiciário de todo o país.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Mãe que agrediu filha após flagrá-la em caixa d’água é condenada por maus-tratos

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Câmara Criminal entendeu que castigo físico extrapolou os limites do exercício do poder familiar

Mãe que submeteu a filha a castigo físico excessivo após flagrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime inicial aberto, pelo crime de maus-tratos. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O colegiado entendeu que a mulher abusou dos meios de correção.

Conforme os autos, o caso aconteceu em fevereiro de 2024, no município de Bujari. Foram constatadas diversas marcas de agressão espalhadas pelo corpo da menina. Ela apresentava hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito, além de escoriações no abdômen.

Em primeira instância, a mãe da vítima foi condenada pelo crime de lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. Inconformada, recorreu da sentença. Pediu a absolvição, sob o argumento de que não havia agido com a intenção de ferir a filha, mas de discipliná-la.

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Ao analisar o caso, o relator, desembargador Francisco Djalma, concluiu que a conduta da mãe extrapolou os limites admissíveis do exercício do poder familiar. Por esse motivo, negou o pedido de absolvição formulado pela defesa. Entretanto, ele também deduziu que o caso não configurava o crime de lesão corporal praticada contra descendente.

“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou em seu voto.

O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores. Assim, a Câmara reformou a sentença de primeiro grau para desclassificar a conduta para o crime de maus-tratos e redimensionar a pena da mulher para dois meses e 20 dias de detenção. O acórdão está disponível na edição n.º 8.065 do Diário da Justiça (p. 11), publicada nesta terça-feira, 28 de julho.

Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010

Imagem gerada por IA

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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