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Com eficiência que supera desafios, Poder Judiciário do Acre se destaca no país pela rapidez processual e pelo alcance ao cidadão
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Resultados refletem gestão comprometida, investimentos em modernização e atuação de magistrados e servidores em todo o estado
Mesmo sendo considerado um tribunal de pequeno porte dentro da estrutura do Judiciário brasileiro, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) vem alcançando resultados expressivos em eficiência e produtividade. Os dados mais recentes do relatório Justiça em Números 2025, principal levantamento estatístico do Poder Judiciário nacional, demonstram que o estado tem conseguido reduzir prazos, ampliar a conciliação e dar respostas mais rápidas à sociedade no ano de 2024. O desempenho reflete uma gestão voltada ao planejamento, à modernização e ao compromisso institucional de superar desafios históricos de infraestrutura e distância geográfica.
Publicado anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 2004, o relatório reúne indicadores sobre estrutura, litigiosidade e desempenho dos tribunais de todo o país. Dentro desse panorama nacional, o Acre aparece em posições de destaque em diferentes métricas, demonstrando que tamanho institucional não é necessariamente determinante para a eficiência na prestação jurisdicional.

Rapidez na tramitação de processos
Um dos indicadores que mais chama atenção é o tempo médio de julgamento das ações. No Tribunal de Justiça do Acre, o prazo médio entre o início do processo e o primeiro julgamento é de 381 dias, posicionando o tribunal como o 5º mais rápido do país, entre os tribunais de pequeno porte. Em comparação com outros tribunais brasileiros, que chegam a registrar até 1.483 dias para a mesma etapa, o desempenho demonstra significativa celeridade processual.
Nos Juizados Especiais, a eficiência também se destaca. O Acre ocupa o 6º lugar no país no tempo médio de duração dos processos, evidenciando rapidez na resolução de conflitos de menor complexidade, que representam grande parte das demandas judiciais.
Outro dado relevante é o tempo médio para julgamento de processos no 2º Grau de Jurisdição, que no estado ocorre em aproximadamente 4 meses, demonstrando agilidade também nas instâncias recursais.
Conciliação como política de pacificação social
Os dados do relatório também evidenciam o investimento do Judiciário acreano na solução consensual de conflitos, estratégia que reduz a judicialização prolongada e promove acordos mais rápidos entre as partes.
Na Justiça Comum, o Acre ocupa o 3º lugar nacional no índice de conciliações. Já nos Juizados Especiais, o tribunal aparece entre os primeiros colocados do país, ocupando o 4º lugar, evidenciando uma atuação voltada à pacificação social e à resolução eficiente das demandas.
A valorização dessas práticas contribui diretamente para reduzir o tempo de tramitação dos processos e fortalecer uma cultura de resolução de conflitos baseada no diálogo e na cooperação entre as partes.

Produtividade acima da média nacional
Outro indicador positivo é o Índice de Atendimento à Demanda (IAD), que mede a capacidade do Judiciário de julgar processos em volume igual ou superior ao que ingressa.
No Acre, o índice alcançou 106,48%, posicionando o tribunal no 9º lugar nacional. Isso significa que o TJAC conseguiu julgar mais processos do que recebeu no período analisado, reduzindo o estoque acumulado de ações.
Esse desempenho também se reflete no chamado Giro de Acervo, indicador que mede quanto tempo o tribunal levaria para zerar o estoque de processos caso nenhum novo caso fosse recebido. No TJAC, o tempo estimado é de 1 ano e 3 meses, o que coloca o tribunal na 5ª posição nacional nesse indicador. Em tribunais maiores, esse prazo chega a 3 anos e 2 meses.
Outro indicador relevante é a taxa de congestionamento. No Acre, o índice é de 55%, o que coloca o tribunal na 7ª posição entre os tribunais estaduais de todo o país.

Eficiência e produtividade
A produtividade do Judiciário acreano também aparece no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus), indicador que avalia a eficiência dos tribunais ao relacionar produção judicial com os recursos disponíveis, como orçamento, magistrados e servidores. Nesse ranking nacional, somamos 50 pontos, elevando o Acre a 9ª posição nacional, evidenciando a capacidade de entregar resultados relevantes mesmo com estrutura mais enxuta.
Quando se analisa a produtividade, também é importante considerar as características do acervo processual. No Acre, os magistrados lidam com cerca de 1.200 processos por juiz, o que indica um acervo mais jovem e fluxo processual menor em comparação com tribunais de maior porte.
Em estados mais populosos, há magistrados que chegam a lidar com até 15 mil processos, muitas vezes com acervos mais antigos, o que impacta diretamente indicadores de julgamento e produtividade.
Mesmo nesse cenário de diferenças estruturais entre tribunais, o TJAC alcançou pontuação máxima no Selo Ouro do CNJ, com 84,3%, reconhecimento que confirma o desempenho institucional e o compromisso com a eficiência judicial.
Justiça mais rápida também em casos sensíveis
Outro dado que merece destaque está relacionado à tramitação de processos envolvendo violência contra a mulher. No TJAC, o tempo médio de tramitação desses casos é de 266 dias, número significativamente menor do que em tribunais de grande porte, onde a média chega a 400 dias.
O resultado demonstra maior rapidez na resposta judicial a situações sensíveis e de grande impacto social, reforçando o compromisso institucional com a proteção das vítimas e com a efetividade da Lei Maria da Penha.

Desafios da Amazônia e compromisso institucional
Outro dado importante do Judiciário acreano é o tempo de análise e concessão das medidas protetivas. Enquanto o prazo considerado adequado pelo Conselho Nacional de Justiça é de até dois dias para a apreciação desses pedidos, no Acre esse tempo é significativamente menor: as decisões têm sido proferidas, em média, em 0,71 dia, ou seja, em menos de 24 horas.
Os resultados ganham ainda mais relevância quando se considera a realidade geográfica do estado. O Acre possui municípios de difícil acesso, com longas distâncias, ramais precários e comunidades que permanecem isoladas durante parte do ano, especialmente no período de chuvas.
Mesmo diante dessas dificuldades logísticas, o Tribunal de Justiça do Acre mantém presença em todo o território estadual e consegue garantir acesso à Justiça para populações urbanas, rurais e comunidades mais distantes.
Os indicadores do relatório Justiça em Números demonstram que o TJAC mantém desempenho consistente em celeridade, conciliação e gestão processual. Mais do que estatísticas, os números representam processos resolvidos com maior rapidez, conflitos solucionados e cidadãos que recebem respostas mais ágeis da Justiça, resultado de uma atuação institucional comprometida com a eficiência e com a prestação jurisdicional de qualidade.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Projeto Cidadão leva documentação e serviços de assistência social e saúde para Senador Guiomard
Atendimentos jurídicos, de saúde, assistência social e emissão de documentação iniciaram nesta quarta-feira, 10, e seguem até às 15h da quinta-feira, 11, na Escola Estadual de Ensino Médio Cívico-Militar Professor Aldaci Simões Costa
Histórias, vidas transformadas e direitos garantidos. Esses são os principais resultados de cada edição do Projeto Cidadão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Nesta quarta-feira, 10, o roteiro se repetiu com o início dos atendimentos na Escola Estadual de Ensino Médio Cívico-Militar Professor Aldaci Simões da Costa, em Senador Guiomard, localizada a menos de 30 km da capital acriana.
A cidade, que também é conhecida como Quinari, recebe os serviços até quinta-feira, 11. Nesses dois dias, das 8h às 15h, a população pode emitir documentos (como o novo RG, a Certidão de Nascimento e o CPF) e acessar os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Maria da Silva Ribeiro, de 72 anos, levou a mãe, Francisca Vieira da Silva, de 88 anos, para tirar a nova carteira de identidade. A filha ressaltou a importância de ter os serviços mais próximos de casa: “Moro no Quinari e nasci aqui, minha mãe também, e ter os atendimentos aqui é muito bom, porque é uma dificuldade muito grande, principalmente, para quem é idosa como minha mãe ir até Rio Branco fazer essas coisas. Eu estou gostando do atendimento, as pessoas atendem com bom humor, que é sinal que estão trabalhando com amor. Eu dou parabéns, dou nota 10 para quem organiza tudo isso, é uma pessoa que tem uma boa inteligência por ajudar quem precisa”.



Além disso, estão sendo realizadas audiências de conciliação, atendimentos do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e da Defensoria Pública do Estado (DPE/AC), além de assistência social, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), do Cadastro Único (CadÚnico) e do programa Bolsa Família. As ações contam ainda com o ônibus da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e serviços de saúde, como vacinação, testes rápidos, consultas médicas, psicológicas, fisioterapêuticas e nutricionais.
A professora de Língua Portuguesa e Artes Mônica Rocha, de 39 anos, aproveitou para acessar os serviços de saúde. Animada com a oportunidade, ela fez testes rápidos, vacinou-se e passou por atendimento com nutricionista e fisioterapeuta. Ela considera que a ação social do TJAC é maravilhosa e sugeriu para o futuro a inclusão de atendimentos de beleza.
“Dou aula o dia inteiro, moro na escola. É incrível esse Projeto porque beneficia a comunidade e nós, como professores que estamos na escola, podemos usufruir dos atendimentos. Eu fui na nutricionista, eu passo o dia inteiro na escola e não tenho esse tempo para fazer essas consultas. Então, para mim está sendo maravilhoso. Agora, vou lá na fisioterapeuta me desestressar”, disse a docente.



Conhecimento para paz
Dentro das edições do Projeto Cidadão, a Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do TJAC também tem feito palestras e diálogos com alunos do ensino médio, tratando de temas como a Lei Maria da Penha, relacionamentos abusivos, proteção à mulher e o papel do Judiciário no enfrentamento a esses crimes.
Nesta quarta-feira, 10, a atividade foi conduzida pela servidora Amália Costa com estudantes do primeiro ano do Ensino Médio. A profissional falou sobre os grupos reflexivos e o programa de conscientização pela paz no lar. As alunas e os alunos de cada escola visitada pela equipe da Justiça vão elaborar uma redação para concorrer a um computador. Todo o trabalho tem o objetivo de alertar os jovens para que rompam ciclos de violência que possam estar vivenciando e se tornem multiplicadores da paz nos ambientes que frequentam.






















Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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