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Justiça e cidadania são promovidas com serviços do Projeto Cidadão em Plácido de Castro

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Serviços de documentação com CPF, título de eleitor e regularização fundiária, além de atendimentos de assistência social e diversas opções na área da saúde foram ofertadas a população placidiana pelo TJAC

Morando em Plácido há apenas um ano e meio, Emérito Ferreira de Sousa, 65 anos, soube dos atendimentos do Projeto Cidadão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), realizados na Escola Estadual José Francisco da Silva, na quarta-feira, 8. Ele foi em busca dos serviços de saúde, mas acabou se surpreendendo ao encontrar também o atendimento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AC) e aproveitou a oportunidade para transferir seu local de votação.

Para o maranhense que veio parar no Acre por conta da esposa, que é da cidade e se mudaram de Manaus (AM), para cuidar da sogra, tudo foi muito bom. “Foi muito maravilhoso, muito maravilhoso. Imagina vim ver a saúde e deu para ajeitar o título. Foi muito bom, muito bom mesmo”.

Os trabalhos iniciaram às 8 horas da manhã, com audiências de conciliação no ônibus Justiça sobre Rodas, atendimentos jurídicos com Ministério Público do Acre (MPAC) e Defensoria estadual (DPE-AC), regularização fundiária com Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), emissão do CPF com Receita Federal, serviços de assistência social e saúde (vacinação, nutricionista, clínico geral, psicóloga, fisioterapia, farmácia e testes rápidos), ofertados pelo Município de Plácido de Castro junto à Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC.

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O juiz de Direito Mateus Santini, titular da Vara Única da Comarca, realizou as audiências pela manhã e durante a tarde celebrou a união de 20 casais no casamento coletivo. Para o magistrado essa aproximação da Justiça com as pessoas representa consolidação e garantia de direitos.

“Eu tenho alegria imensa, como titular da Comarca de Plácido de Castro, de fazer parte desse momento tão importante do cidadão placidiano. O Judiciário deve ir aonde o jurisdicionado se encontra. Dessa maneira, o Projeto Cidadão atende sua missão maior que é ir ao encontro daquele que mais precisa desse nosso acolhimento, dessa nossa atuação. Os atendimentos no ônibus Justiça Sobre Rodas, o casamento e os outros serviços contribuem com a concretização dos direitos mais fundamentais das cidadãos e cidadãos placidianos”.

Jaqueline Lira Lima Braga, 39 anos, acompanhada do esposo, Gesimar da Silva Braga, 42, e da filha caçula, 5 anos, foram cedinho pegar o título definitivo da colônia “Deus é por nós”, localizada no projeto de assentamento Triunfo. A propriedade que agora é deles de papel passado fica há 29 quilômetros da cidade. Para o esposo, o serviço na cidade foi uma facilidade. “É muito bom, porque ao invés de você perder tempo, gastar. Então, a facilidade de ter vários serviços em um só setor, é muito bom”, disse Gesimar.

Outro destaque do dia foi a oficialização da união de 40 pessoas, com apoio do cartório extrajudicial da cidade. Uma oportunidade de garantir direitos e consolidar uniões, como caso de Leudiane Rodrigues da Silva, 41 anos, e Francisco José Maciel da Silva, também 41 anos, que estão juntos há 13 anos, tem seis filhos. Eles chegaram duas horas antes da cerimônia na quadra da escola de tão ansiosos e nervosos que estavam, “a gente não queria perder a chance”, completou Francisco.

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Mas, ansiosa mesmo estava Maria Jacinta de Magalhães, 59 anos. Ela iria se casar pela primeira vez na vida, com seu amor Camilo Lopes de Magalhães, 73 anos. A história deles é recente, tem em torno de três meses que estão juntos e com o casamento coletivo do Projeto Cidadão resolveram oficializar logo, porque segundo Camilo, “a gente tem que ficar junto e esse é o nosso jeito para dá certo”.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC mostra no Expojud como tecnologia e cuidado com pessoas podem transformar a Justiça

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Judiciário acreano apresentou nesta quarta-feira, 7, iniciativas voltadas à proteção de direitos humanos, formação de lideranças, saúde e bem-estar

Quanto valem os direitos humanos? Para o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), não têm preço, são inegociáveis. E isso ficou evidente no painel “Do aprendizado à ação: experiências reais de transformação digital no ecossistema de Justiça”, realizado nesta quarta-feira, 7, no Congresso de Tecnologia, Inovação e Direito para o Ecossistema da Justiça (Expojud), em Brasília.

Na ocasião, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, e o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins, expuseram o projeto Humanize, uma iniciativa que demonstra o quanto esse tema é levado a sério dentro do Judiciário acreano e, ao mesmo tempo, expõe o empenho da instituição em conciliar tecnologia e proteção de direitos fundamentais.

O projeto visa assegurar que os atos do Judiciário acreano, judiciais e administrativos, estejam em conformidade com normas nacionais e internacionais de direitos humanos. Por isso, reúne uma variedade de ações, como a criação de trilhas formativas, a capacitação de magistrados, servidores e forças de segurança, além de cooperação e articulação com instituições do Sistema de Justiça.

A de maior destaque é a Humanize IA, uma ferramenta que analisa automaticamente a aplicação do controle de convencionalidade em conteúdos processuais, como petições, decisões, manifestações e votos. Ou seja, a tecnologia é capaz de fazer uma consulta acerca da compatibilidade daquele documento com os precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).

Essa inteligência artificial tem, inclusive, despertado o interesse de tribunais nacionais e internacionais. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmou uma parceria com o TJAC para disponibilizar a ferramenta em todo o país. A Corte IDH é uma entusiasta do projeto e prevê apresentá-lo às nações integrantes do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

Para o propositor do projeto, juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, todas essas conquistas em um curto espaço de tempo, uma vez que ele foi lançado há menos de cinco meses, demonstram que a iniciativa enfrenta um desafio pouco debatido dentro do Poder Judiciário: a baixa adesão ao controle de convencionalidade.

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Segundo o magistrado, o Humanize foi desenvolvido pensado como um instrumento a ser compartilhado. “Uma tecnologia que pode ser oferecida para todas as instituições do Sistema de Justiça”, frisou. Ele acredita que a expansão da iniciativa vai permitir “consolidar a cultura do controle de convencionalidade e o respeito às decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos”, declarou.

Projeto de liderança para magistratura

Na mesma oportunidade, foi apresentado ao público o mais novo projeto do Judiciário acreano: Magistrado Gestor, lançado há cinco dias. A iniciativa pretende aproximar a formação técnico-jurídica das demandas de governança institucional. Em outras palavras, transformar as magistradas e magistrados em líderes, principalmente aqueles que conciliam a atividade jurisdicional com funções administrativas.

A proposta é que juízas e juízes tenham capacitações nas áreas de gestão de equipes, inovação tecnológica e eficiência na prestação jurisdicional. Já está previsto um treinamento, em parceria com a Amana-Key, voltado ao desenvolvimento de competências de liderança. O prognóstico futuro é de que o TJAC seja ainda mais célere e efetivo em seus serviços.

De acordo com o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins, o Magistrado Gestor tem sido um sucesso no Expojud. “Está sendo muito procurado por outros tribunais. Eles querem entender o que é esse projeto, porque eles também têm iniciativa nesse sentido, mas o nosso [do Judiciário acreano] é diferente”, afirmou. Ele explicou que essa iniciativa é fruto dos resultados do programa de Assistência à Saúde Mental.

Bem-estar produz bons resultados

Como dito pelo secretário-geral durante a apresentação, o projeto Magistrado Gestor surgiu a partir de outra iniciativa do Tribunal. A análise dos dados revelou que equipes com boas relações interpessoais apresentam melhores resultados e menor incidência de problemas de saúde. Em contrapartida, ambientes marcados por relações pouco harmoniosas registram queda no desempenho e mais casos de adoecimento, sobretudo relacionados à saúde mental.

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Por esse motivo, o TJAC desenvolveu o programa de Assistência à Saúde Mental, repleto de projetos e atividades voltados à saúde e ao bem-estar de cada profissional que atua dentro da instituição, seja magistrado, servidor, estagiário ou colaborador. O Judiciário acreano entende que todos atuam para o bom funcionamento dos serviços jurisdicionais. Logo, não havia sentido deixar de englobar cada um deles.

A medida tem tido boa adesão, especialmente nas comarcas do interior, uma vez que as unidades contam com uma equipe multidisciplinar de saúde para atendê-los. Assim, não é preciso se deslocar por horas ou dias para ter acesso a uma consulta com um clínico-geral ou fazer um exame médico.

Mais especificamente para a saúde mental, há o projeto Equibra, realizado em parceria com a empresa J.ex, que utiliza ferramentas tecnológicas, como um chatbot de suporte emocional, para monitorar indicadores de bem-estar. Quando são identificados sinais de sofrimento, o sistema oferece suporte e orienta o encaminhamento para atendimento especializado.

Trabalho que se traduz em melhores serviços à população

Foram cerca de 30 minutos em que o juiz Giordane Dourado e o secretário-geral puderam expor as inovações que o Judiciário do Acre tem elaborado e executado para aprimorar suas rotinas. A decorrência disso é uma equipe mais motivada e produtiva. Isso se traduz em mais qualidade, rapidez e efetividade nos serviços prestados às cidadãs e aos cidadãos.

O painel abriu a programação da arena central do Expojud neste segundo dia de congresso. O evento continua até esta quinta-feira, 9, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, com a presença de advogados, membros e servidores do Judiciário, além de profissionais de Tecnologia, Inovação, Comunicação, Gestão e Recursos Humanos.

Fotos: William Azevedo/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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