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TJAC participa em Brasília do Fórum Nacional de Recuperação Empresarial e Falências

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Congresso defendeu uniformização das informações e negociações equilibradas entre credores e devedores

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou em Brasília (DF) do Congresso do Fórum Nacional de Recuperação Empresarial e Falências (Fonaref).  O encontro que reuniu magistrados(as), especialistas e representantes de diversas instituições jurídicas do país, discutiu nesta 3ª edição a temática “Concursalidade e Extraconcursalidade como Eixo Estruturante do Sistema de Insolvência”.

O TJAC foi representado pelo desembargador Luís Camolez, diretor da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), que destacou a proposta do evento. “Conferir uma maior segurança, eficiência e equilíbrio nas relações econômicas, por meio da uniformização de interpretações jurídicas”, disse.

O magistrado integrou a comissão nº 2, relativa à “Insolvência no Agronegócio: Produtor Rural e Empresário Agrário”, assinalando preocupação com os efeitos econômicos e sociais das dívidas, que muitas vezes ultrapassam as fronteiras do processo judicial.

O que é

Idealizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a agenda se consolidou como mecanismo fundamental para o desenvolvimento e o aprimoramento do direito da insolvência no Brasil. A insolvência acontece quando as dívidas superam ganhos – seja para pessoa jurídica, coletivos ou sociedade anônima -, de modo que não se consegue arcar com os compromissos financeiros.

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Como foi

O evento debateu nos dias 17 e 18 deste mês de novembro um total de 57 orientações, admitidas por meio de análise nas cinco comissões temáticas (veja abaixo), cada qual presidida por um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desse montante, houve aprovação de 17 novos enunciados, os quais podem ser utilizados pela magistratura para unificando o entendimento sobre essas questões. Desse modo, servirão como um guia relevante à atuação dos operadores do Direito de todos os estados da Federação.

A atividade teve a participação do corregedor nacional de Justiça, ministro Campbell Marques; e do ministro STJ e presidente em exercício do Fonaref, Moura Ribeiro.

Ao longo do congresso, realizado no Conselho da Justiça Federal (CJF), houve o lançamento do livro “Fresh Start: rompendo o estigma da falência empresarial”, da juíza auxiliar da Corregedoria, Clarissa Tauk. A obra explica o funcionamento do sistema de falência com base nos princípios constitucionais, a exemplo da dignidade da pessoa humana e da ordem econômica.

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Cinco comissões

As discussões foram organizadas em cinco comissões temáticas: “Legitimidade Concursal e Recuperação de Agentes Econômicos Especiais”, “Insolvência no Agronegócio: Produtor Rural e Empresário Agrário”, “Falência e Capitalismo Humanista, Direito do Trabalho” e “Insolvência: Interseções e Conflitos e Métodos Autocompositivos no Processo de Insolvência”.

Fonaref

Instituído em 2022 pelo CNJ, o Fonaref reúne magistradas, magistrados, advogadas, advogados, membros do Ministério Público, da academia e especialistas, com o objetivo de propor medidas de aprimoramento da gestão de processos de recuperação e falência. Criado inicialmente como grupo de trabalho, o fórum evoluiu para um espaço permanente de diálogo técnico, com foco na preservação da função social das empresas, sem perder de vista a segurança jurídica, e mantendo a função social das empresas para o fortalecimento do ambiente de negócios.

Fotos: Assessoria de Imprensa do CNJ

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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No Dia dos Povos Indígenas, TJAC destaca ações de cidadania que garantem direitos à população originária

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Medidas ampliam acesso à documentação, serviços públicos e reconhecimento da identidade indígena; confira a reportagem especial

Os povos originários sempre influenciaram a cultura e a história do Acre. O nome do estado deriva de “Aquiri”, termo da língua dos indígenas Apurinã que habitavam a região e significa “rio dos jacarés”. A culinária também é marcada pela presença de ingredientes nativos, como mandioca, tucupi, jambu e peixes, sempre presentes na mesa dos acreanos.

Essa relação com os povos indígenas é uma característica marcante do Acre, que concentra uma grande diversidade de etnias em seu território. São pelo menos 15 povos diferentes, além de grupos isolados. Segundo o Censo 2022, a população originária corresponde a cerca de 32 mil pessoas. Há 35 Terras Indígenas (TIs), o que representa 14,56% do território estadual.

Diante da expressiva presença indígena, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tem adotado estratégias e medidas para garantir a proteção dos direitos dos povos originários. Neste 19 de abril, data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, confira, nesta reportagem especial, as ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário acreano em prol da população ancestral.

Corrigir documentos é reparação histórica

Historicamente, os indígenas enfrentam preconceito para registrar nome e identidade étnica. Ciente disso, em abril de 2025, a Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) aprovou uma norma que possibilita a retificação da certidão de nascimento sem a necessidade de ação judicial. A medida se baseia em uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A ideia do Judiciário acreano é agilizar a alteração do nome e sobrenome, a inserção da etnia e a correção nos documentos de pessoas autodeclaradas indígenas. A instituição entende ser necessária uma reparação histórica com os povos ancestrais do estado, ainda alvos de preconceito e discriminação.

Por isso, o procedimento foi facilitado. Anteriormente, era necessário ajuizar uma ação para realizar qualquer alteração no registro. Agora, o processo ficou mais fácil, rápido e barato. Basta solicitar ao cartório extrajudicial mais próximo, caso a mudança seja para corrigir equívocos históricos, como a ausência da etnia ou do sobrenome na certidão de nascimento.

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Cidadania para todos

O TJAC também tem realizado ações que facilitam o reconhecimento da diversidade cultural e da autodeterminação dos povos indígenas no Acre. A principal delas é o Projeto Cidadão, trabalho social que facilita o acesso gratuito à documentação e a serviços públicos. Desde 2021, a instituição realiza edições direcionadas à população originária, sendo os atendimentos promovidos dentro das próprias comunidades.

A medida permite superar as barreiras logísticas no atendimento à população indígena, especialmente em áreas remotas. Até o momento, uma variedade de etnias do estado foi beneficiada, como os Puyanawa, Huni Kuin, Kulina, Kampa, Madja, Nukini, Nawa, Shanenawa, Ashaninka e Manchineri. Essa lógica aplicada pelo Judiciário acreano rompe com o histórico de exclusão ao descentralizar os serviços públicos e garantir acesso equitativo.

Entre os serviços mais buscados estão a retificação de documentos, como certidão de nascimento e identidade, bem como a formalização da união por meio do casamento coletivo. Como novidade da atual gestão, foram incluídos atendimentos da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) e da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv).

Compromisso com as pessoas

Em 2025, a primeira edição do Projeto Cidadão realizada na administração do desembargador Laudivon Nogueira ocorreu na Aldeia São Vicente, do povo Huni Kuin, em Tarauacá. De acordo com o chefe do Judiciário acreano, o propósito da ação foi demonstrar o compromisso do Tribunal de Justiça com a inclusão social, principalmente das populações indígenas: “Mostrar que é uma instituição parceira da sociedade, não só no julgamento das causas, mas na construção de uma cidadania ativa”.

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O cacique da aldeia São Vicente, Amẽ Huni Kuin, falou da satisfação em não precisar sair por horas ou até dias para obter atendimento: “Estou falando diretamente da minha casa, do meu povo, da minha aldeia, dentro da floresta. Esse é um sonho realizado”. O líder indígena acrescentou sobre a sensibilidade do Poder Judiciário às necessidades específicas dos povos originários: “Somos parceiros para virem fortalecer a nossa união, fortalecer a nossa cidadania”, afirmou.

Ibatsei Huni Kuin aproveitou o projeto do TJAC e solicitou a documentação de seus quatro filhos, três garotos e uma menina. “É muito longe para eu ir para a cidade daqui. É importante virem aqui para a gente poder tirar documento”, explicou. Em Santa Rosa do Purus, o casal Manoel e Josefa, ambos indígenas, disseram “sim” oficialmente e selaram a união de mais de 30 anos no casamento coletivo.

Continuidade dos serviços à população indígena

Este ano, o TJAC já garantiu a emissão de documentos básicos a sete povos indígenas. Foram mais de 140 pessoas atendidas — um esforço contínuo da instituição para combater a invisibilidade social dessa população. Nesta primeira ação, o Tribunal ofertou uma vasta gama de serviços públicos, em especial nas áreas da saúde e da assistência social.

O Tribunal de Justiça prevê, ainda, ao menos cinco edições do Projeto Cidadão voltadas aos povos originários em 2026. Conforme o calendário de ações, o primeiro atendimento está previsto para junho, com a etnia Katukina; em agosto, na cidade de Feijó; em novembro, na Terra Indígena Nukini e na Comunidade São Salvador, ambas em Mâncio Lima; depois, em Santa Rosa do Purus; finalizando, em dezembro, no município de Jordão.

Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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