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TJAC realiza reunião de alinhamento sobre acolhimentos institucionais como parte do projeto “Onde Está Minha Família?”

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Encontro virtual reuniu magistrados da Infância e Juventude para discutir estratégias que acelerem processos de acolhimento e adoção no âmbito do projeto 

Com o objetivo de fortalecer a articulação entre os magistrados que atuam na área da Infância e Juventude, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (Coinj), realizou nesta segunda-feira, 20, uma reunião de alinhamento sobre a situação dos acolhimentos institucionais no Estado. O encontro, realizado em ambiente virtual, reuniu juízes e juízas das comarcas do interior e da capital.

Atualmente, o Acre possui 108 crianças e adolescentes em acolhimento institucional, sendo 28 deles acolhidos há mais de um ano. O diálogo teve como foco a busca por soluções que garantam maior celeridade e efetividade nas medidas de proteção, assegurando o direito à convivência familiar e comunitária.

A reunião integra as ações do projeto “Onde Está Minha Família?”, iniciativa do Tribunal de Justiça do Acre voltada à aceleração dos processos de medida de proteção e adoção. O projeto tem como premissa o acompanhamento especial e a articulação entre os diferentes atores do sistema de Justiça, como magistrados, Ministério Público, Defensoria Pública e serviços de acolhimento, para evitar que crianças e adolescentes permaneçam por longos períodos afastados de um lar definitivo.

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Entre as estratégias do projeto estão a redução de entraves burocráticos, a flexibilização de perfis de adoção e o aperfeiçoamento dos fluxos de encaminhamento, medidas que buscam tornar mais ágil o processo de reintegração familiar ou de adoção.

Participaram da reunião a desembargadora Regina Ferrari, coordenadora da Infância e Juventude do TJAC, e os magistrados Isabelle Sacramento, Jorge Luiz, Luís Rosa, Deise Minuscoli, Stephanie Moura, Caroline Lagos, Mirella Ribeiro e Bruno Perrota.

Durante o encontro, a desembargadora Regina Ferrari destacou a importância da união de esforços para transformar a realidade das crianças e adolescentes acolhidos:

“O projeto Onde Está Minha Família? nasceu do nosso compromisso com a infância e juventude do Acre. Nosso objetivo é claro e urgente: reduzir significativamente o tempo de permanência das crianças e adolescentes nas instituições de acolhimento. Isso passa pela agilização dos processos de reintegração familiar, pelo fortalecimento das famílias de origem com apoio psicossocial, pela busca ativa de famílias extensas ou adotivas e, sobretudo, por uma articulação efetiva entre todos os serviços da rede de proteção. Cada caso precisa ser acompanhado de perto, com sensibilidade e responsabilidade”, afirmou.

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A Coinj reforça que novas reuniões e ações conjuntas seguirão sendo realizadas, com o intuito de consolidar práticas restaurativas e humanizadas no tratamento dos acolhimentos e das medidas de proteção à infância e juventude em todo o Estado.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Política antimanicomial avança no Acre com articulação entre TJAC e municípios

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Em Cruzeiro do Sul, diálogo viabiliza residência terapêutica e orienta magistrados sobre tratamento em liberdade

O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou, nesta quinta-feira, 23, reunião com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul para discutir a implementação do Serviço Residencial Terapêutico (SRT) no município e os avanços na política antimanicomial.

Durante o encontro, foram debatidas providências emergenciais para o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Cruzeiro do Sul, especialmente no atendimento de pessoas com transtorno mental ou deficiência psicossocial em conflito com a lei. Atualmente, a prefeitura enfrenta desafios burocráticos e estruturais para garantir a execução da política antimanicomial.

A equipe do GMF orientou o Município a articular, com o Estado e órgãos federais, estratégias e medidas para assegurar a efetividade da Política de Saúde Mental no sistema prisional de Cruzeiro do Sul. Entre as principais propostas está a adesão ao Fundo Municipal de Segurança Pública, como alternativa de financiamento.

Por fim, ficou acordado que o Município iniciará, em até 90 dias, a implementação de uma residência terapêutica, com o cadastramento do serviço junto ao Ministério da Saúde. Nesse período, o Judiciário acompanhará o andamento das ações e se colocou à disposição para articular com o Estado a fim de solucionar eventuais entraves.

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Segundo o supervisor do GMF, desembargador Francisco Djalma, esses diálogos com os municípios refletem o empenho do TJAC em avançar no atendimento às pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei. A proposta é garantir direitos e assegurar tratamento adequado a essa população.

O magistrado também destacou a dedicação da prefeitura para efetivar a política de saúde mental no sistema prisional. Ele considera Cruzeiro do Sul uma referência para outros municípios, principalmente por buscar superar limitações financeiras e técnicas.

Participaram da reunião o coordenador do GMF, juiz Robson Aleixo; a coordenadora executiva, Débora Nogueira; a consultora do programa Fazendo Justiça, Rúbia Evangelista; equipes da Prefeitura de Cruzeiro do Sul; além de profissionais da Rede de Atenção Psicossocial do município.

Diálogo sobre política antimanicomial com a magistratura

À tarde, a equipe do GMF promoveu uma conversa com juízas e juízes de Cruzeiro do Sul sobre a política antimanicomial. A agenda teve como objetivo orientar a magistratura local a priorizar que pessoas com transtorno mental em conflito com a lei realizem tratamento em liberdade, integrado à rede de saúde mental.

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Durante a reunião, foram apresentados avanços no sistema de saúde local, que devem permitir, em breve, o encaminhamento de reeducandos com transtorno mental e sem vínculo familiar para uma residência terapêutica, prevista para ser implementada ainda este ano no município. Também foram destacados serviços já disponíveis na rede pública, como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Com esse diálogo, o GMF busca dar celeridade à desinternação e à reintegração social dessa população, em atenção à Resolução nº 487 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes para a substituição de medidas de segurança de internação por serviços de saúde mental comunitários e abertos.

A medida está alinhada ao Plano Pena Justa, de enfrentamento ao Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional brasileiro. Ambas as políticas buscam superar violações sistemáticas de direitos humanos, ao priorizar a individualização do atendimento em vez de uma abordagem centrada apenas no processo criminal.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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