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Paraná retoma cultivo de pera, amplia exportações de suínos e projeta recuperação na safra de arroz

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Cultivo de pera volta a crescer no Paraná após quase uma década de retração

A cultura da pera começa a apresentar sinais de retomada no Paraná. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o estado registrou o plantio de 20 novos hectares entre 2023 e 2024, após quase dez anos de redução na área cultivada.

Com isso, o Paraná mantém a posição de terceiro maior produtor nacional da fruta.

Atualmente, a produção estadual está fortemente concentrada na Região Metropolitana de Curitiba, responsável por cerca de 70% do volume produzido e do Valor Bruto da Produção (VBP) da cultura. O município de Araucária se destaca como o principal polo de produção e difusão da cultura, embora existam áreas de cultivo em 73 municípios paranaenses.

Produção nacional de pera é concentrada na região Sul

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produção brasileira de pera está concentrada principalmente na região Sul.

Os estados que lideram a produção nacional são:

  • Rio Grande do Sul – 47,6%
  • Santa Catarina – 31,2%
  • Paraná – 10,7%
  • Minas Gerais – 7,0%
  • São Paulo – 3,4%

Em 2024, a fruta foi cultivada em 996 hectares em todo o país, com produção de 14,5 mil toneladas. A pera ocupou a 22ª posição entre as frutas em volume colhido e a 23ª em Valor Bruto da Produção da fruticultura nacional, com R$ 60,9 milhões movimentados.

Preços variam entre variedades e origem da fruta

No mercado atacadista, os preços da fruta apresentam variações de acordo com a variedade e a origem.

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Segundo levantamento do Deral:

  • Pera nacional comum: cerca de R$ 3,50 por quilo
  • Variedade Yari: até R$ 7,00 por quilo

Na Ceasa Curitiba, os valores foram mais elevados. Em 2025, foram comercializadas 5,4 mil toneladas de peras, com preço médio de R$ 8,10 por quilo.

De acordo com o engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, o mercado tende a se manter equilibrado durante o período de colheita.

“Atualmente, com os pomares em plena colheita, os preços devem permanecer estáveis com a oferta da produção paranaense e catarinense. As peras importadas acabam se destacando pelo preço, como as da Argentina, que chegam a cerca de R$ 10 por quilo”, explica.

Exportações de carne suína do Paraná atingem novos recordes

A suinocultura paranaense segue registrando resultados históricos nas exportações.

Nos dois primeiros meses de 2026, o estado embarcou 17,02 mil toneladas em janeiro e 20,62 mil toneladas em fevereiro, os maiores volumes já registrados para esse período.

O recorde mensal continua sendo setembro de 2025, quando foram exportadas 25,18 mil toneladas de carne suína.

Abertura de novos mercados impulsiona vendas externas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pela abertura de novos mercados internacionais em 2025, incluindo Peru e Chile.

Além disso, houve forte crescimento das compras por parte das Filipinas, que ampliaram suas importações em 442,1% em relação ao ano anterior, alcançando 9,3 mil toneladas em 2026.

Outros destinos relevantes para a carne suína paranaense incluem:

  • Hong Kong – 6,5 mil t
  • Uruguai – 5,1 mil t
  • Singapura – 4,2 mil t
  • Argentina – 3,7 mil t
  • Vietnã – 1,8 mil t
  • Costa do Marfim – 1,5 mil t
  • Peru – 840 t
  • Geórgia – 720 t
  • Chile – 642 t
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Safra de arroz deve crescer 10% no estado

Entre os grãos, o destaque do boletim é o arroz, que deve registrar recuperação técnica na safra de 2026.

A projeção é de 147 mil toneladas colhidas, volume 10% superior às 134 mil toneladas registradas em 2025.

A principal área produtora no Paraná está localizada na região próxima ao Rio Ivaí.

Segundo o analista do Deral Carlos Hugo Godinho, a redução das chuvas no fim do verão diminui o risco de novas enchentes, problema que afetou as últimas duas safras.

“Nas últimas duas safras, as cheias prejudicaram a produção. Com a diminuição das chuvas neste período, a expectativa é que a colheita fique dentro do potencial esperado”, explica.

Preços do arroz caem para o produtor, mas recuam também no varejo

Apesar da recuperação produtiva, a rizicultura enfrenta desafios econômicos.

O preço médio pago ao produtor em fevereiro foi de R$ 63,07 por saca, valor 46% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, o cenário é mais favorável para o consumidor. O pacote de arroz de 5 kg registrou queda de 38% nos últimos 12 meses, o que contribui para manter os preços mais acessíveis no varejo.

Segundo o boletim, a tendência é de estabilidade no mercado ao longo do ano, com preços mais equilibrados para o consumidor final.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Lagartas nas pastagens preocupam pecuaristas e elevam risco de perdas na produção de forragem no Brasil

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O avanço de lagartas em áreas de pastagens tem acendido um alerta no setor pecuário brasileiro. Antes consideradas pragas ocasionais, espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) vêm registrando aumento de ocorrência nos últimos anos, impulsionadas pela intensificação dos sistemas produtivos e pela expansão de áreas agrícolas transgênicas.

O cenário preocupa produtores porque o ataque dessas pragas pode comprometer rapidamente a formação das pastagens, reduzindo a disponibilidade de forragem e impactando diretamente o desempenho do rebanho.

Pressão de lagartas se intensifica em áreas integradas com lavouras

Segundo especialistas, a maior frequência de infestações está relacionada à proximidade entre lavouras e pastagens, além das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do inseto em diferentes regiões do país.

O engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, destaca que o problema deixou de ser pontual e passou a exigir atenção preventiva dos pecuaristas.

“Muitos ainda tratam as lagartas como uma ameaça secundária, mas hoje vemos ataques mais frequentes e agressivos, principalmente em áreas próximas às lavouras. Em altas infestações, elas podem consumir praticamente toda a área foliar em poucos dias, prejudicando o estabelecimento da pastagem”, explica.

Alta capacidade de consumo acelera danos nas forrageiras

Dados técnicos indicam que cada lagarta pode consumir cerca de 140 cm² de folhas durante seu ciclo de desenvolvimento, com maior intensidade nos estágios finais, quando ocorre aproximadamente 85% da ingestão total de alimento.

Esse comportamento torna o controle precoce um fator decisivo para reduzir prejuízos. O especialista reforça que o período ideal de intervenção ocorre logo após a eclosão dos ovos.

“O controle nos primeiros cinco a dez dias faz toda a diferença. O monitoramento de mariposas adultas também é uma ferramenta importante para antecipar surtos populacionais, especialmente em períodos de chuva”, afirma Corsini.

Ciclo da lagarta exige atenção redobrada no estabelecimento das pastagens

A fase mais crítica ocorre durante a formação das pastagens, quando as plantas ainda apresentam baixa capacidade de recuperação após o ataque das pragas.

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A lagarta-do-cartucho passa por quatro fases — ovo, larva, pupa e adulto — com ciclo completo relativamente curto, o que favorece explosões populacionais.

Após a postura, os ovos eclodem em cerca de três a quatro dias. A fase larval, responsável pelos danos às plantas, dura de 16 a 20 dias. Em seguida, o inseto entra em fase de pupa no solo por aproximadamente 10 dias, reiniciando o ciclo com novos adultos capazes de depositar entre 300 e 1.000 ovos.

Esse potencial reprodutivo explica a rápida disseminação da praga em áreas de pastagem, especialmente quando não há monitoramento constante.

Manejo integrado é fundamental para reduzir perdas na pecuária

De acordo com especialistas, o monitoramento antecipado de mariposas pode indicar a possibilidade de aumento populacional com até duas ou três semanas de antecedência, permitindo ações preventivas no campo.

A recomendação técnica é iniciar o controle quando há entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado, principalmente em áreas recém-estabelecidas ou em formação.

Outro ponto de atenção é o comportamento migratório da praga, que pode se deslocar em massa em busca de alimento, ampliando rapidamente a área infestada.

“O controle do foco inicial é essencial para evitar a disseminação. Quanto mais cedo a intervenção, menor o impacto econômico e maior a preservação da produtividade da pastagem”, destaca Corsini.

O manejo integrado, aliado ao uso racional de inseticidas e ao monitoramento contínuo, é apontado como a estratégia mais eficiente para manter o equilíbrio do sistema produtivo e reduzir perdas.

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Integração lavoura-pecuária amplia risco de disseminação de pragas

A interação entre agricultura e pecuária também contribui para a migração de pragas entre diferentes culturas. Em regiões com produção de milho, por exemplo, parte das populações pode se deslocar para áreas de braquiária e panicum, ampliando o desafio do controle fitossanitário.

“Hoje o manejo precisa ser pensado de forma regional. O problema não está apenas dentro da propriedade, mas também no entorno”, reforça o agrônomo.

Cigarrinha-das-pastagens também preocupa produtores rurais

Além das lagartas, a cigarrinha-das-pastagens segue como outro importante fator de risco para a pecuária brasileira. O inseto reduz a qualidade e a quantidade da forragem ao injetar toxinas nas gramíneas, provocando amarelecimento e seca das folhas.

Em infestações severas, as perdas podem chegar a até 70% da disponibilidade de alimento, afetando diretamente o ganho de peso e a capacidade de lotação das áreas.

Segundo produtores, a pressão da praga tem aumentado nas últimas safras, especialmente em períodos chuvosos, quando as condições favorecem sua multiplicação.

“Na época das águas, o produtor espera alta produtividade do pasto. Quando a cigarrinha entra forte, o impacto é imediato e significativo”, conclui Corsini.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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