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TJAC participa de homenagem a veteranos da Polícia Militar e dos Bombeiros do Acre
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Vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari participou da sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Estado, que reconheceu a importância histórica desses profissionais na defesa e segurança pública
Representando o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a desembargadora Regina Ferrari, participou de sessão solene em homenagem aos veteranos da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) e do Bombeiro Militar, nesta quinta-feira, 26.
O ato foi realizado pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), com participação de autoridades da área e dos poderes estaduais. A cerimônia teve o objetivo de reconhecer a atuação desses profissionais na proteção da vida e da segurança pública.
Durante a sessão, deputados, bombeiros e policiais militares relembraram as dificuldades e os desafios enfrentados pelos veteranos, destacando a missão desses servidores públicos na defesa e na segurança da sociedade. Afinal, ao prestarem juramento, esses profissionais assumem o compromisso de proteger a população, mesmo com risco à própria vida.
A vice-presidente do TJAC agradeceu o trabalho realizado por policiais e bombeiros na proteção à vida, na promoção da cidadania e na pacificação social. Regina Ferrari fez uma reverência especial as mulheres veteranas que prestam esse serviço social.
“A palavra veterano carrega um peso, que nenhum discurso é capaz de traduzir completamente. Ela fala de anos dedicados ao serviço, de noites sem descanso, de riscos enfrentados em silêncio, de famílias que esperaram em casa enquanto seus entes queridos saiam para proteger vidas. Os veteranos escreveram com seus anos de farda capítulos fundamentais da história da segurança do nosso estado. Cada patrulha realizada, cada ocorrência atendida, cada vida protegida foi um ato de amor à sociedade acreana”, ressaltou Ferrari.
Ao final, a vice-presidente reforçou em uma fala direta aos homenageados: “Você não deixou a farda, ela vive em você, na disciplina, na coragem e no dever. Agora a missão muda: servir à vida, proteger o lar e cultivar a paz. Veterano não para de lutar, aprende a construir com a mesma honra”.





Fotos: Sérgio Vale/Aleac
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel
Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.
Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.




Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.


“Agora quero estudar”
A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.
Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.
Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.
“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.
Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.
Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”
Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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