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CPI do Crime Organizado pode ouvir Roberto Campos Neto

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A CPI do Crime Organizado tentará, mais uma vez, ouvir o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto sobre possíveis falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas. A reunião está marcada para terça-feira (31), às 9h.

Antes dos depoimentos, a comissão fará reunião deliberativa. Entre os requerimentos que podem ser votados estão as convocações do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) — que deixou o cargo nesta segunda-feira para se candidatar ao Senado — e do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ambos por relações com o Banco Master.

A convocação de Roberto Campos Neto havia sido feita para a reunião do dia 3 de março, mas ele não compareceu em razão de um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF),  que o dispensou de comparecer.  Ele enviou uma resposta à comissão dizendo que estaria disposto a responder por escrito qualquer solicitação.

O requerimento que baseia o novo chamado para que Campos Neto compareça à comissão é o mesmo que gerou a convocação anterior (REQ 185/2026 – CPICrime). No documento, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirma que o colapso do banco Master é o principal motivo para a convocação e que o depoimento servirá para “coletar informações técnicas e estratégicas” para esclarecer os fatos e aprimorar a legislação.

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Além dele, deve ser ouvido o professor e pesquisador Leandro Piquet Carneiro, do Instituto de Relações Internacionais e da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo. Ele foi convidado como especialista para contribuir com os parlamentares para o entendimento do tema da CPI.

Requerimentos

Antes dos depoimentos, na parte deliberativa da reunião, a comissão pode votar 17 requerimentos que tratam de pedidos de informações, e também das seguintes convocações para depor:

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Davi prega ‘serenidade’ no debate político

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Ao elogiar o pronunciamento do senador Renan Filho (MDB-AL) no Plenário nesta terça-feira (6), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pregou “serenidade” no debate político. Ele criticou os ataques pessoais, que, em seu entender, comprometem a qualidade da discussão de propostas.

Davi comentou que o Brasil e o mundo vivem um “drama civilizatório”. Ele lamentou que agentes políticos muitas vezes prefiram “agredir colegas em vez de apresentar uma alternativa para o Brasil”, e cobrou uma postura de serenidade dos senadores, mesmo diante de agressões infundadas.

— Que a gente possa ter a consciência, a tranquilidade, a serenidade de não cair, porque, a partir do momento em que a gente passar a ofender os outros que a gente critica, a gente vai passar a ser um deles — ponderou.

O presidente do Senado classificou Renan Filho — que, em seu pronunciamento, tratou do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) — como um dos melhores representantes da nova geração de políticos, e destacou a importância de sua atuação à frente do Ministério dos Transportes para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária do país.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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