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Mercados globais, dólar e Ibovespa hoje: bolsas internacionais sobem com alívio geopolítico e Ibovespa futuro opera em alta moderada
AGRONEGÓCIO
Os mercados financeiros globais operam sem direção única nesta quinta-feira (07/05/2026), em meio à cautela dos investidores com as negociações entre Estados Unidos e Irã e o impacto potencial sobre o fluxo global de petróleo pelo Golfo Pérsico. O cenário de maior apetite ao risco em algumas praças contrasta com ajustes e realização de lucros em outras, enquanto o mercado brasileiro acompanha o movimento externo com leve otimismo no câmbio e no Ibovespa futuro.
No Brasil, o dólar apresenta leve queda e o Ibovespa futuro opera em alta, refletindo um ambiente de menor aversão ao risco no início do pregão.
Bolsas globais hoje: Ásia dispara, Europa opera mista e Wall Street tem leve alta
As bolsas internacionais reagem principalmente às expectativas de avanço diplomático entre EUA e Irã, fator que reduziu tensões no mercado de energia e impulsionou ativos de risco.
Wall Street (EUA)
Os índices futuros operavam em leve alta por volta das 9h (horário de Brasília):
- S&P 500 futuro: +0,1%
- Dow Jones futuro: +0,2%
- Nasdaq futuro: +0,08%
O movimento indica abertura cautelosa, mas ainda positiva no mercado americano.
Europa
Os mercados europeus operam de forma mista:
- STOXX 600: -0,22%, aos 621,84 pontos
- DAX (Alemanha): +0,2%
- CAC 40 (França): +0,3%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,3%
O desempenho reflete equilíbrio entre preocupação macroeconômica e alívio geopolítico parcial.
Ásia (forte alta liderada por tecnologia)
As bolsas asiáticas encerraram o pregão em alta expressiva:
- Nikkei (Japão): +5,58%, aos 62.833 pontos
- Hang Seng (Hong Kong): +1,57%, aos 26.626 pontos
- CSI300 (China): +0,48%, aos 4.900 pontos
- SSEC (Xangai): +0,48%, aos 4.180 pontos
- Kospi (Coreia do Sul): +1,43%
- TAIEX (Taiwan): +1,93%
- Straits Times (Singapura): +0,30%
- ASX 200 (Austrália): +0,96%
O destaque ficou para ações de tecnologia e inteligência artificial, que lideraram os ganhos na região.
China e Hong Kong sobem com expectativa de acordo entre EUA e Irã
As bolsas da China e de Hong Kong encerraram o dia em alta, impulsionadas pelo aumento do apetite ao risco global após sinais de avanço nas negociações diplomáticas.
O Hang Seng avançou 1,57%, enquanto os índices SSEC e CSI300 subiram 0,48%. O otimismo foi sustentado por ações ligadas à tecnologia e IA.
Segundo analistas de mercado, o sentimento positivo foi reforçado pela percepção de que o cenário geopolítico pode evitar uma escalada maior no Oriente Médio, reduzindo riscos sobre o petróleo.
Por outro lado, ações de energia na China recuaram 4,3%, enquanto o setor de carvão caiu 4,8%, refletindo ajustes após volatilidade recente. Já o índice de tecnologia 5G avançou 4,1%, liderando os ganhos.
Dólar hoje e Ibovespa futuro: Brasil acompanha melhora externa com leve alta
No mercado brasileiro, o Ibovespa futuro abriu em leve alta de 0,14%, cotado próximo dos 190.315 pontos, nesta quarta-feira (07/05/2026), mantendo o movimento positivo após alta anterior de 0,50%.
O dólar futuro também recua no início do pregão, com queda de 0,31%, sendo negociado a R$ 4,937, refletindo fluxo favorável para ativos de risco.
- Destaques do mercado brasileiro:
- Ibovespa futuro: 190.315 pontos (+0,14%)
- Dólar futuro: R$ 4,937 (-0,31%)
Tendência: leve otimismo com suporte de commodities e cenário externo
O mercado acompanha ainda indicadores econômicos e o comportamento das commodities, fatores essenciais para o desempenho de setores ligados ao agronegócio, exportações e energia.
Cenário global segue sensível a geopolítica e petróleo
O foco dos investidores permanece nas negociações entre EUA e Irã, que podem impactar diretamente o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, um dos principais pontos estratégicos do comércio global de energia.
O cenário ainda é de volatilidade moderada, mas com sinais de redução de risco sistêmico, o que favorece bolsas e moedas de países emergentes, como o Brasil.
Para o agronegócio, o comportamento do dólar e das commodities segue sendo determinante para exportações, custos de produção e planejamento de safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preços da banana caem 4,89% nas Ceasas do Brasil, aponta Conab; hortaliças também registram recuo em maio
Os preços da banana e de outras frutas e hortaliças registraram queda na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) em maio, segundo a nova edição do boletim hortigranjeiro divulgado pela Conab no âmbito do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).
De acordo com o levantamento, a banana apresentou recuo médio de 4,89%, enquanto a alface caiu 1,94% em relação a abril. A maçã também manteve tendência de baixa, com redução de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados.
Oferta elevada pressiona preços da banana e da maçã
A queda no preço da banana foi influenciada principalmente pelas boas condições de produção, especialmente da variedade nanica, o que elevou a oferta e melhorou a qualidade do produto no atacado.
Na Ceasa Campinas, por exemplo, as cotações recuaram 13,27% em relação a abril. Já em Fortaleza (CE), houve comportamento contrário, com alta média de 6%, refletindo demanda regional específica.
No caso da maçã, o movimento de queda foi mais intenso no Centro-Sul, com destaque para o Rio de Janeiro, onde os preços recuaram 12,65%.
Melancia e laranja têm comportamento misto no mercado
Apesar de leve alta na média geral, a melancia apresentou queda de preços em cerca de 70% das Ceasas analisadas. O aumento mais expressivo ocorreu no Rio de Janeiro, impulsionado pela maior participação de minimelancias no mercado.
Já a laranja teve alta média de 1,42%, influenciada por estoques moderados e redução da demanda externa. Ainda assim, houve quedas relevantes em praças como São Paulo (-10,93%) e São José (SC), com -10,03%.
Mamão registra maior alta entre as frutas
Entre as frutas monitoradas, o mamão apresentou o maior aumento médio, com alta de 7,49%. A redução da oferta da variedade formosa e a menor produção no sul da Bahia e norte do Espírito Santo contribuíram para o movimento de alta.
Hortaliças seguem com forte oscilação no atacado
No segmento de hortaliças, a alface registrou queda generalizada, com recuos mais expressivos em Belo Horizonte (-27,98%), Vitória (-25,71%) e Rio de Janeiro (-25,20%). A retração da demanda no inverno e a queda de 10,8% na oferta explicam o movimento.
A cenoura apresentou estabilidade, com leve queda de 0,63%, enquanto a cebola manteve tendência de alta pelo terceiro mês consecutivo, avançando 12,53%, influenciada pela menor oferta, especialmente de Santa Catarina.
O tomate também subiu, com alta média de 19,85%, refletindo o controle de oferta por parte dos produtores e a influência das temperaturas mais baixas sobre a maturação.
Batata tem forte alta e lidera variações entre hortaliças
A batata registrou a maior alta entre todos os produtos analisados, com aumento médio de 57,95% nas Ceasas. O movimento foi impulsionado pelo fim da safra das águas e pela entrada ainda limitada da safra de inverno.
Minas Gerais, principal estado produtor, teve alta de 84,44%, enquanto Santa Catarina foi a única região com leve recuo.
Exportações de frutas crescem 14,1% em 2026
O boletim da Conab também aponta crescimento nas exportações do setor hortifrutícola. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 555,77 mil toneladas, com faturamento de US$ 663,4 milhões, alta de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025.
O desempenho foi puxado principalmente por frutas como maçã, manga, melão, melancia, abacate e pêssego.
Clima e El Niño influenciam produção e abastecimento
A edição também traz análise sobre os impactos do fenômeno El Niño e das mudanças climáticas na produção de frutas e hortaliças, destacando efeitos regionais e orientações técnicas para produtores diante da instabilidade climática e da pressão sobre o abastecimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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