AGRONEGÓCIO
CNA alerta para falta de vacinas na pecuária e cobra medidas emergenciais do governo
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil solicitou ao Ministério da Agricultura e Pecuária a adoção de medidas emergenciais para enfrentar o desabastecimento de vacinas essenciais para a pecuária brasileira. O pedido foi formalizado por meio de ofício encaminhado ao ministro André de Paula na última quarta-feira (6).
Segundo a CNA, produtores rurais de diferentes regiões do país enfrentam dificuldades para encontrar imunizantes utilizados na prevenção de doenças que afetam bovinos, equinos e outros animais de produção.
Entre as vacinas em falta estão produtos voltados ao combate de clostridioses, influenza equina, encefalomielite, herpesvírus, tétano e leptospirose, enfermidades que representam riscos sanitários e econômicos para a atividade pecuária.
CNA relata risco sanitário e mortes de animais
No documento enviado ao governo federal, o presidente da CNA, João Martins, afirma que a escassez dos imunizantes já provoca impactos em algumas regiões produtoras.
De acordo com a entidade, a indisponibilidade das vacinas eleva o risco sanitário dos rebanhos e já há registros de mortalidade de animais em determinados estados brasileiros.
A CNA informou ainda que recebeu relatos das Federações de Agricultura e Pecuária de todas as regiões do país apontando dificuldades no abastecimento e preocupação crescente entre os produtores.
Saída de farmacêutica agravou desabastecimento
Segundo informações repassadas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal à CNA, a redução da oferta está relacionada, entre outros fatores, à saída do mercado brasileiro, em 2025, de uma das principais empresas farmacêuticas do setor veterinário.
Embora exista expectativa de aumento da produção a partir de maio, o abastecimento ainda não foi normalizado, mantendo o cenário de insegurança para a cadeia pecuária.
O setor avalia que a situação exige resposta rápida para evitar prejuízos sanitários e econômicos, especialmente em regiões com elevada concentração de rebanhos.
CNA pede articulação para ampliar oferta de vacinas
No ofício enviado ao Mapa, a CNA solicita esclarecimentos sobre as ações adotadas pelo governo federal para orientar a distribuição das doses remanescentes entre os estados e garantir prioridade às regiões mais afetadas.
A entidade também pede medidas emergenciais para acelerar a retomada da produção e restabelecer o abastecimento dos imunobiológicos no país.
Além disso, a Confederação defende maior articulação institucional para agilizar registros sanitários e facilitar a entrada de novos fornecedores e produtos no mercado brasileiro.
Segundo a CNA, o objetivo é ampliar a disponibilidade de vacinas e reduzir os riscos à sanidade animal.
Debate ganhou força durante a Expozebu
A preocupação com a falta de vacinas também esteve em pauta durante reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte realizada na Expozebu.
Na ocasião, representantes do setor discutiram alternativas para acelerar o reabastecimento dos imunizantes e minimizar impactos sobre a produção pecuária nacional.
A CNA afirmou ainda que está à disposição do Ministério da Agricultura para colaborar tecnicamente na construção de soluções voltadas à proteção sanitária e à sustentabilidade da pecuária brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações brasileiras de madeira crescem 34% em abril e setor reage após meses de retração
As exportações brasileiras de produtos de madeira registraram forte recuperação em abril de 2026, encerrando um primeiro trimestre marcado por retração nas vendas externas. Dados do portal ComexStat, analisados pela WoodFlow, apontam crescimento expressivo tanto em volume quanto em faturamento no período.
Segundo o levantamento, os embarques da cesta de produtos monitorada pela WoodFlow somaram 771,3 mil metros cúbicos em abril, avanço de 38% frente aos 515,5 mil metros cúbicos exportados em março.
Em valor FOB, as exportações passaram de US$ 128,3 milhões para US$ 171,8 milhões, crescimento de 34% no comparativo mensal.
O resultado representa a primeira alta do ano acima dos níveis registrados em 2025, tanto em volume quanto em faturamento.
Estados Unidos impulsionam retomada das exportações de madeira
Parte importante da recuperação observada em abril veio da retomada da demanda dos Estados Unidos, após a redução das tarifas de importação aplicadas sobre produtos brasileiros.
As tarifas caíram de 50% para 10%, favorecendo a retomada das negociações e ampliando a competitividade da madeira brasileira no mercado norte-americano.
Segundo o CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo, os Estados Unidos responderam por aproximadamente 33% das exportações brasileiras de madeira em abril.
“Para ilustrar a relevância desse mercado, as exportações de compensado de Pinus para os Estados Unidos foram de apenas US$ 8,2 milhões em março e voltaram ao patamar de 2025, com US$ 26,4 milhões em abril”, destacou.
O executivo afirmou ainda que parte das negociações internacionais voltou a ganhar ritmo, embora o setor siga atento à elevada instabilidade do cenário global.
Madeira serrada de Pinus lidera exportações em abril
Entre os produtos com maior destaque no mês, a madeira serrada de Pinus liderou a pauta exportadora brasileira.
O segmento embarcou 320,5 mil metros cúbicos em abril, gerando faturamento de US$ 74 milhões.
Na sequência aparece o compensado de Pinus, que alcançou 234,6 mil metros cúbicos exportados e movimentou US$ 69,2 milhões em valor FOB.
Os dados reforçam a importância dos produtos florestais industrializados na pauta exportadora brasileira.
Exportações de madeira ainda acumulam queda em 2026
Apesar da recuperação observada em abril, o desempenho acumulado do setor em 2026 ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e abril, as exportações dos produtos monitorados pela WoodFlow somaram US$ 544,2 milhões, enquanto no mesmo intervalo de 2025 o faturamento havia alcançado aproximadamente US$ 632,3 milhões.
Em volume, os embarques passaram de cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos em 2025 para aproximadamente 2,25 milhões de metros cúbicos neste ano.
O cenário ainda reflete os efeitos da desaceleração da demanda internacional, da volatilidade logística e das incertezas econômicas globais observadas nos últimos meses.
Setor florestal monitora guerra no Oriente Médio e impactos nos fretes
Mesmo com o desempenho mais positivo em abril, o setor exportador brasileiro de madeira segue acompanhando fatores externos que podem afetar a competitividade dos embarques nos próximos meses.
Segundo Gustavo Milazzo, os desdobramentos da guerra envolvendo o Irã permanecem no radar da indústria, principalmente devido aos possíveis impactos sobre fretes marítimos, combustíveis e custos logísticos globais.
Além disso, o mercado monitora os efeitos das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após recentes movimentações diplomáticas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente americano Donald Trump.
A avaliação do setor é que o cenário internacional continuará sendo decisivo para o ritmo das exportações brasileiras de madeira ao longo de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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