RIO BRANCO
Search
Close this search box.

TJ AC

De pai para filha: o legado de dedicação que une gerações de servidores no Judiciário

Publicados

TJ AC

Especial mostra como a trajetória de um oficial de Justiça inspirou a filha a construir carreira no tribunal acreano

Nesse Dia dos Pais, a história da servidora Alicia Thais comprova como a figura paterna é marcante na vida de uma filha. Ela conta que na época dos estudos, seu pai, o oficial de Justiça Cleido Rodrigues, deu-lhe o cordão do seu crachá: “Lembro que o pai me deu um cordãozinho desses, do crachá. Ele sabia que ia dar certo, como inspiração e como motivação, para que eu, um dia, vivesse essa realidade que estou vivendo hoje”, conta segurando as lágrimas.

Cleido passou no concurso do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em 1988, quando tinha 19 anos de idade. “Desde que comecei a me entender como gente, já estava no Judiciário. Isso possibilitou ver de uma forma legal a aplicação da lei. Inicialmente, trabalhava no setor de pessoal, depois na Vara de Família, onde passei um longo tempo. Sempre gostei da função de oficial de Justiça. Aí, com a maturidade, resolvi fazer [o curso de] Direito. Me formei em 2011, salvo engano. Depois veio a fase da OAB, fui aprovado no 15º Exame e segui avançando. No dia 10 de janeiro de 2028, completo 60 anos e estou pronto para sair do Judiciário, querendo advogar e seguir fazendo o que gosto. O caminho está preparado”, compartilha sua trajetória.

Assim como o pai, o primeiro concurso público em que Alicia alcançou a aprovação foi o TJAC. A posse como técnica judiciária ocorreu em 1º de outubro de 2025, o que levou à sua lotação na Escola do Poder Judiciário. Essa foi seguida por uma segunda posse, como juíza de paz. Duas funções que exerce atualmente.

Leia Também:  Esjud abre inscrições para o "I Congresso Ibero-Americano de Tomada de Decisão"

Na verdade, Alicia compartilha outras lembranças simbólicas, que unem a instituição e a figura paterna. “Sempre tive contato com o Tribunal, por causa da jornada dele como oficial de Justiça. Fiz [graduação em] Direito, por conta da inspiração que tinha em casa. Quando ele estudava, ele me dava os livros para eu ler. Não entendia quase nada do texto jurídico, eu até perguntava – que palavra é essa?! – Enfim, no futuro optei por essa graduação e estou aqui”.

Melhor do que sonhei

No dia da solenidade de posse, o pai de Alicia estava no dispositivo de honra como representante da categoria dos oficiais de Justiça. Assim, viu de perto a realização da filha. “Foi muito emocionante para mim. Quando eu estava assinando, a Nassara [diretora de Gestão de Pessoas] deu um toque no presidente, dizendo ‘é pai dela!’”, descreve.

O pai completa a narrativa: “então, o presidente me chamou. Eu pensei: ‘não aguento uma emoção dessas!’ – mas fui lá e foi muito gostoso!”. Ao levantar os olhos, a filha encontrou o sorriso do pai. Esse episódio recente marcou todos os dois, como uma memória feliz: “Realizar esse sonho, da forma que foi, do lado do meu pai, ali me observando de pertinho, foi melhor do que eu tinha sonhado, porque com certeza a gente sonha e eu já tinha sonhado várias vezes com esse momento”.

Leia Também:  Justiça do Acre articula cooperação técnica para certidões serem emitidas e retiradas na OCA

O orgulho e emoção eram unânimes durante o diálogo: “Quando a gente vê esses momentos de sucesso na vida dos filhos, isso para nós, no caso eu e minha esposa, a gente fica tão feliz! Poder ver o filho vencendo, dando um passo que só eles mesmos podem dar. A Alicia correu atrás e alcançou cada degrau. Ela está ganhando seu espaço e conquistando o futuro profissional, porque tenho certeza que tem muito mais. Então, posso dizer sem dúvida nenhuma que sou uma pessoa realizada como pai”, concluiu Cleido.

O encontro foi finalizado com uma mensagem da filha: “o senhor sempre foi o meu grande exemplo. Um exemplo de amor, de serviço, de amar servindo e, por isso, o senhor me inspira de muitas formas. Espero poder dar toda alegria possível nessa vida, em retribuição a todo cuidado e todo amor com que o senhor me conduziu até aqui. O senhor é o meu maior orgulho, me orgulho de dizer que sou filha do Cleido Rodrigues. Feliz Dia dos Pais pro melhor pai desse mundo e quero dizer que eu lhe amo muito”.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TJ AC

TJAC oficializa 235 histórias de amor durante a 51ª edição da Expoacre

Publicados

em

Por

A cerimônia ocorreu nesta sexta-feira, 7, no Parque de Exposições, em Rio Branco. O Tribunal de Justiça custeou todas as etapas do casamento coletivo, desde a habilitação até a celebração, para garantir o direito ao matrimônio a casais sem condições financeiras

Não foi uma, nem duas histórias transformadas, mas centenas. Especificamente, 235. Esse foi o total de casais que puderam oficializar gratuitamente sua união no casamento coletivo, iniciativa do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), na arena de shows do Parque de Exposições Wildy Viana, e que fez parte da programação da 51ª edição da Expoacre.

A ação integra o rol de serviços prestados pelo Projeto Cidadão e é uma das mais procuradas, especialmente por pessoas que convivem juntas há anos, algumas há décadas. A maioria está nessa situação por não ter condições de custear as despesas do casamento. Com isso, acabam deixando de buscar esse direito e de viver o que, para muitos, é um verdadeiro sonho.

A ideia do Tribunal de Justiça é permitir que essas mulheres e homens tenham o tão esperado momento com tudo a que têm direito. O Judiciário acreano custeia todo o casamento, desde a etapa de habilitação até a cerimônia. A gratuidade de todos os atos do matrimônio permite que os casais conquistem o documento que oficializa, perante a lei, suas histórias de amor.

Centenas de histórias, um mesmo objetivo 

Maria Luci Moura, de 72 anos, e o companheiro, Antônio Nogueira, de 77, foram um dos casais beneficiados. Juntos há 33 anos, os dois já quase não lembram como era a vida antes de se conhecerem. A idosa só sabe que morava no Ramal do 8, na zona rural de Plácido de Castro, quando um amigo começou a falar de um homem que estava interessado nela. A colona não acreditava muito na história, até que, certa tarde, Antônio apareceu em sua casa. O encontro deu início à relação que dura até hoje. Daquele dia em diante, os dois não se separaram mais.

Antônio Galdino, de 51 anos, e a noiva, Maria Simone, de 38, se conheceram no trabalho. Na época, os dois eram pintores prediais. Entre um expediente e outro, surgiu uma amizade que, depois de alguns meses, se transformou em amor. Após cerca de um ano de namoro, o casal decidiu morar junto. De lá para cá, passaram-se 16 anos. A família cresceu e eles tiveram dois filhos. No meio de tudo isso, o sonho de se casar oficialmente permaneceu. Foi pelas redes sociais que Simone soube do casamento coletivo e decidiu que era hora de realizar esse desejo.

Leia Também:  Confira os locais de votação para juiz de paz em Rio Branco

Dannielle Fernandes, de 31 anos, precisou enfrentar a distância e o tempo até ficar junto de Maykon Wellington, de 34. Ela morava em Sena Madureira e estava de férias em Rio Branco quando uma prima decidiu apresentar os dois. A jovem sentiu atração e interesse por ele logo no primeiro encontro. Depois disso, passaram quase um ano se vendo apenas pela tela do celular. Em uma nova viagem à capital, ela ficou grávida. O casal entendeu que era hora de iniciar uma vida a dois, que já perdura 14 anos. Faltava apenas oficializar a união, algo que conseguiram resolver nesta tarde.

A concretização do amor de Luzinete Souza, de 35 anos, e Bruno Rocha, de 28, estava nos braços do casal durante toda a cerimônia. Era Benjamin, de apenas 10 meses, que acompanhava os pais enquanto eles oficializavam a união. O menino é fruto de uma relação que surgiu pelas redes sociais e já dura três anos. Agora casados, eles fazem planos para o futuro. Querem ampliar a casa, viajar e oferecer as melhores condições possíveis para o filho.

“O casamento deve ser lugar de amparo”

O presidente do TJAC, Laudivon Nogueira, dirigiu-se aos 235 casais. Destacou que, apesar das particularidades de cada história, havia algo em comum entre todos: o desejo de construir uma família. Para que ela prospere, segundo o desembargador, é necessário cultivar e renovar, no dia a dia, o bem-querer e o cuidado mútuo. “O casamento não significa a ausência de divergências. O essencial é impedir que a discordância destrua o respeito”, afirmou.

O chefe do Judiciário acreano ressaltou também que o casamento não é algo imutável, pois a vida apresenta diferentes períodos, alguns de prosperidade e outros marcados por dificuldades e enfermidades. Diante de qualquer situação, aconselhou os casais a enfrentarem juntos cada etapa, sempre em família. “O casamento deve ser lugar de amparo. É melhor serem dois do que um, porque se um cair o outro poderá ajudá-lo a levantar-se”, garantiu.

Leia Também:  Acadêmico aprovado em concurso tem direito a tentar antecipar finalização de curso superior

A celebrante da cerimônia, juíza da Vara de Registros Públicos de Rio Branco, Luana Campos, falou acerca da responsabilidade que o casamento traz e da necessidade de compreender que as diferenças entre o casal fazem parte da relação. “Sabendo disso, é que devemos entender o outro e buscar o melhor caminho para que exista sempre o entendimento”, enfatizou.

Na ocasião, a magistrada recordou que a cerimônia ocorreu na mesma data da sanção da Lei Maria da Penha (n.° 11.340/2006), que completou 20 anos, e reforçou a necessidade de combater a violência contra a mulher nos lares brasileiros e acreanos. “Vocês que estão casando hoje têm que ter essa sensibilidade, essa consciência e essa certeza de que o casamento de vocês vai ser com base apenas no amor e não na violência”, expressou.

A governadora do Estado, Mailza Assis, em sua fala, mencionou a importância do trabalho social prestado pelo Tribunal de Justiça às populações que vivem em áreas remotas e às pessoas em situação de vulnerabilidade no Acre, principalmente por ofertar gratuitamente o casamento civil. Por fim, saudou os casais e desejou felicidades. O representante da Igreja Católica, padre Macoy Soares, e o representante da Igreja Evangélica, pastor Clevis Mustafá, deixaram mensagens de fé às noivas e noivos.

O tão aguardado “sim, aceito”

Concluída a solenidade de abertura, teve início a cerimônia de casamento. A juíza se dirigiu ao casal mais jovem, leu os votos e celebrou a união. Em seguida, fez o mesmo com os noivos mais maduros e, depois, com os demais casais. Na sequência, os recém-casados trocaram as alianças e selaram o momento com o tradicional beijo. Ao final, eles se dirigiram às mesas dos cartórios para receber as certidões de casamento. Puderam ainda registrar o momento em um espaço decorado para fotografias e receberam um mini-bolo, oferecido pelo governo do Estado.

Participaram desta edição do casamento coletivo a promotora de Justiça Bianca Bernades; a defensora pública Aryne Cunha; a representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), Tânia Carvalho; a presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), juíza Olívia Ribeiro; o delegatário Luciano Haddad; as tabeliãs Cláudia Fernandes e Naiana Moura; além de centenas de familiares e amigos dos casais.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA