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Incêndios em residências de Rio Branco acendem alerta e especialista dá orientações para proteger famílias
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Rio Branco registrou, nos últimos meses, diversos casos de incêndios em residências, alguns com perdas materiais significativas e risco à vida dos moradores. Diante desse cenário, o capitão Ricardo Moura, especialista em Perícia de Incêndio do Corpo de Bombeiros do Acre, reforça a importância de medidas simples e preventivas dentro de casa para evitar tragédias.
Segundo Moura, grande parte dos incêndios domésticos tem origem em problemas elétricos. Ele alerta para que os moradores não realizem ligações clandestinas, evitem sobrecarregar tomadas e sempre contratem profissionais qualificados para serviços elétricos.
Incêndios podem ser evitados, explica especialista. Foto: Arquivo/CBMAC“As instalações muito antigas devem ser revisadas, para serem compatíveis com o aumento dos equipamentos que a residência passou a utilizar”, orienta.
O uso de extensões e benjamins (os populares “Ts” ou réguas) é outro fator de risco. “Esses dispositivos facilitam a sobrecarga elétrica, pois permitem conectar vários aparelhos em um único ponto que não foi projetado para tanta carga. Nunca use benjamins ou extensões para equipamentos de alto consumo, como airfryers, micro-ondas, máquinas de lavar, secadores de cabelo, ferros de passar e aquecedores. Evite o uso de ‘T’ ou extensões como soluções definitivas”, destaca, ressaltando que o ideal é instalar mais tomadas no ambiente quando houver necessidade constante de ligar vários eletrônicos.
Atitudes simples que salvam vidas:
– Não deixar panelas no fogo sem supervisão.
– Evitar ligar vários aparelhos em uma única tomada.
– Nunca conectar uma extensão em outra ou usar dois “Ts” juntos.
– Optar por conectores de qualidade e evitar improvisos frequentes.
Materiais inflamáveis esquecidos em casa
Produtos comuns podem se tornar perigosos em caso de fogo: esmaltes, sprays de cabelo, álcool, solventes, óleos de cozinha, tintas, colas e até velas acesas sem supervisão. “A gordura acumulada em coifas e fogões também é altamente inflamável”, alerta.
O armazenamento de botijões de gás também merece atenção especial e deve ser feito em local arejado, externo e sempre na vertical.
Primeira ação em caso de incêndio
Se houver princípio de incêndio, a primeira ação deve ser desligar o padrão de energia. Caso haja extintor tipo BC, utilizá-lo para conter o foco e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, informando endereço, referências e se há vítimas.
Medidas simples podem evitar tragédias. Foto: Arquivo/CBMAC“Em residências unifamiliares não há obrigatoriedade de equipamentos preventivos, mas, caso queira, recomenda-se um extintor tipo ABC. Para prédios, as exigências seguem o projeto contra incêndio e pânico. Cada edificação deve ter projeto apresentado e aprovado pelo setor responsável, a Diretoria de Atividades Técnicas e Operacionais (Datop)”, reforça.
Produtos comuns podem se tornar perigosos em caso de fogo. Foto: Arquivo/CBMACAtenção especial a crianças e idosos
O especialista lembra que crianças e idosos nunca devem ser deixados sozinhos em casa, pois são os mais vulneráveis em situações de emergência.
Cheiro de queimado, tomadas quentes, disjuntores que desarmam com frequência e luzes piscando são sinais claros de risco. “Esses indícios exigem atenção imediata de um profissional qualificado”, afirma Moura.
Nos condomínios, síndicos devem garantir a manutenção rigorosa dos equipamentos de combate a incêndio, realizar treinamentos e manter rotas de fuga sempre desobstruídas.
Fonte: Governo AC
ACRE
Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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