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No Dia Nacional do Livro Didático, Educação destaca avanços do Acre e novidades para 2026
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Celebrado em 27 de fevereiro, o Dia Nacional do Livro Didático homenageia um dos principais instrumentos do processo de ensino-aprendizagem no Brasil. A data remete á criação do Instituto Nacional do Livro (INL), em 1929, e reforça a importância do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), responsável pela distribuição gratuita de milhões de obras didáticas, pedagógicas e literárias às escolas públicas de todo o país.
Dia Nacional do Livro Didático, o Acre celebra mobilização histórica: 100% das escolas estaduais participaram do processo de escolha do PNLD em 2025. Foto: Mardilson Gomes/SEENo Acre, a atuação da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) tem garantido resultados inéditos. Em 2025, o estado foi o único da federação a mobilizar 100% das escolas estaduais a participarem dos processos de escolha do PNLD, assegurando que todas as unidades registrassem suas opções dentro do prazo estabelecido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Mobilização histórica e escolha unificada
A chefe da Divisão de Livro Escolar da SEE, Carmem Braga, explica que o programa segue um cronograma anual definido pelo FNDE e que cada coleção tem ciclo de validade de quatro anos.
“A escolha do livro atende a uma programação previamente estabelecida pelo FNDE, e seguimos rigorosamente esse cronograma. Em 2025, tivemos cinco processos de escolha e alcançamos 100% de participação da rede estadual, contemplando os anos iniciais, os anos finais, o ensino médio e a EJA”, destacou.
Estudantes do ensino médio começam a receber nova coleção de livros em 2026, fortalecendo o processo de ensino-aprendizagem na rede estadual. Foto: Mardilson Gomes/SEEDesde 2020, o Acre adota o modelo de escolha unificada. Nesse formato, embora cada escola registre suas preferências na plataforma PNLD Digital, a rede recebe as coleções mais votadas por segmento. A estratégia fortalece o regime de colaboração entre as unidades, facilita a redistribuição de exemplares quando necessário e garante que nenhum estudante fique sem material.
A SEE atua como elo entre o governo federal e as escolas, reforçando prazos, orientando gestores por meio de grupos institucionais e acompanhando todo o processo, da escolha à entrega. Para monitorar a logística, os gestores utilizam o Sistema de Distribuição de Material Didático (Simad), que permite acompanhar encomendas enviadas, postadas ou já entregues.
Logística desafiadora e compromisso com o acesso
Devido à localização geográfica e às características amazônicas do estado, a distribuição dos livros exige uma logística diferenciada, especialmente para escolas rurais e de acesso restrito. Em 2026, o ensino médio passa a receber nova coleção, após prorrogação do ciclo anterior em razão das mudanças na estrutura curricular nacional.
Carmem Braga, chefe da Divisão de Livro Escolar da SEE, destaca o livro didático como ferramenta essencial para a aprendizagem. Foto: Mardilson Gomes/SEEAs obras destinadas aos estudantes já começaram a chegar, enquanto parte dos manuais dos professores ainda está em processo de entrega. Segundo a SEE, a movimentação ocorre tradicionalmente entre o final do ano e o início do ano seguinte.
“Esse material é de suma importância para o trabalho pedagógico. O professor faz a compatibilização entre o conteúdo do livro, o projeto pedagógico da escola e o currículo estadual, garantindo harmonia e qualidade no processo de ensino”, explicou Carmem Braga.
Retomada da EJA e inovação com o PNLD Equidade
Entre os avanços recentes está a retomada do envio de livros específicos para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), após dez anos sem disponibilização de novas coleções próprias. Em 2026, estudantes do primeiro e segundo segmentos da EJA receberão materiais atualizados, alinhados às necessidades desse público.
PNLD Equidade chega como inovação em 2026, com obras voltadas à diversidade, direitos humanos e valorização das diferentes identidades e territórios. Foto: Mardilson Gomes/SEEOutra novidade é a implementação do PNLD Equidade, política inovadora que amplia o acesso a obras voltadas à promoção da justiça social e à valorização da diversidade. A iniciativa contempla sete temáticas específicas, incluindo educação indígena, quilombola, étnico-racial, direitos humanos, populações do campo, das águas e das florestas, educação especial e educação bilíngue de surdos.
As obras atenderão todas as etapas da educação básica ofertadas pela rede estadual, anos iniciais e finais do ensino fundamental, ensino médio e EJA, fortalecendo práticas pedagógicas alinhadas à pluralidade cultural brasileira e às legislações vigentes.
No Acre, o Dia do Livro Didático reforça o compromisso com educação pública de qualidade. Foto: Mardilson Gomes/SEE“O livro passa por avaliação rigorosa de especialistas antes de ser aprovado. É uma fonte segura, alinhada à Base Nacional Comum Curricular e às diretrizes nacionais. Ele dá segurança ao professor e ao estudante”, ressaltou Carmem.
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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