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Polícia Civil do Acre apresenta resultados da 2ª fase da Operação Capturas e reforça presença em todo o estado
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A Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), por meio do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI), apresentou os resultados da 2ª fase da Operação Capturas, desenvolvida entre os dias 17 de maio e 23 de junho de 2026. A ação estratégica integra o planejamento institucional da corporação e tem como foco o cumprimento de mandados judiciais, a conclusão e remessa de inquéritos policiais ao Poder Judiciário e a realização de diligências investigativas em áreas de difícil acesso, especialmente nas regiões de fronteira e nos biomas amazônicos.
Equipes da PCAC cumpriram mandados judiciais e avançaram em investigações durante 40 dias de operação. Foto: arquivo/ PCACNesta segunda etapa, a operação alcançou 13 municípios acreanos com o emprego de mais de 150 policiais civis, entre delegados de polícia e oficiais investigadores, demonstrando a capacidade operacional da instituição em atuar de forma integrada e coordenada em todas as regiões do estado.
Ao longo de 40 dias de trabalho, foram cumpridas 47 prisões, sendo 39 em decorrência de mandados judiciais e oito em flagrante delito. A operação também resultou no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, fortalecendo as ações de combate à criminalidade e de responsabilização dos autores de delitos.
No campo investigativo, foram instaurados 24 inquéritos policiais, concluídos 27 procedimentos investigativos, elaborados 33 relatórios de investigação, respondidas oito requisições e formalizadas dez representações por medidas cautelares de prisão e busca e apreensão.
Trabalho integrado garantiu o cumprimento de decisões judiciais em diversas regiões do Acre. Foto: arquivo/ PCACA Operação Capturas exigiu uma complexa estrutura logística para alcançar localidades remotas do Acre, com a utilização simultânea de meios terrestres, fluviais e aéreos. As equipes percorreram regiões de difícil acesso, incluindo municípios como Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e Jordão, garantindo a presença da Polícia Civil em áreas estratégicas para o enfrentamento da criminalidade.
Para o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, os resultados refletem o comprometimento dos servidores e a capacidade da instituição de atuar de forma eficiente em qualquer região do estado.
“Os números apresentados pela Operação Capturas demonstram a força do trabalho integrado realizado pela Polícia Civil do Acre. Estamos fortalecendo nossa capacidade investigativa, ampliando a presença institucional nos municípios e garantindo que as decisões judiciais sejam efetivamente cumpridas. Essa atuação reafirma nosso compromisso com a sociedade acreana e com a construção de um ambiente cada vez mais seguro para todos”, destacou o delegado-geral.

O diretor do Departamento de Polícia da Capital e do Interior, delegado Alcino Ferreira Júnior, ressaltou o planejamento operacional e o empenho das equipes envolvidas na execução da operação.
“A Operação Capturas representa um esforço coordenado de diversas unidades policiais que atuaram de forma simultânea em diferentes regiões do estado. Tivemos equipes enfrentando longos deslocamentos, utilizando diferentes modais de transporte e superando desafios logísticos para cumprir mandados, realizar diligências e avançar em investigações importantes. Os resultados alcançados demonstram a dedicação dos nossos policiais e a eficiência do trabalho desenvolvido pelo DPCI em conjunto com as delegacias da capital e do interior”, afirmou.
A Direção-Geral da Polícia Civil destaca que os resultados da segunda fase da Operação Capturas refletem o fortalecimento da presença institucional em todo o território acreano, ampliando a capacidade de resposta da Polícia Judiciária, promovendo a responsabilização criminal e reafirmando o compromisso permanente da instituição com a segurança pública e o enfrentamento qualificado da criminalidade.
Fonte: Governo AC
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Governo do Acre fortalece debate ambiental durante 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), realizou, na quarta-feira, 24, e quinta-feira, 25, no auditório da Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), em Rio Branco, o 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas (Seanp). O evento reuniu representantes do Estado, governo federal, municípios, povos indígenas, instituições parceiras e sociedade civil para fortalecer o diálogo e alinhar estratégias voltadas à conservação ambiental e à gestão integrada dos territórios protegidos.
Governo do Acre fortalece debate ambiental durante 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas. Foto: João Loureiro/SemaPromovido como parte da programação do Mês do Meio Ambiente, o fórum marcou a retomada de um dos principais espaços de debate sobre áreas naturais protegidas no Acre. A última edição havia sido realizada em 2021, mesmo ano em que foi aprovada a Lei Estadual nº 3.883, que modernizou o Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas.
Criado em 2001, a partir dos estudos do Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre (ZEE/AC), o Seanp é o instrumento responsável por organizar, reconhecer e integrar as áreas naturais protegidas do estado, abrangendo unidades de conservação federais, estaduais e municipais, além das terras indígenas e outros territórios estratégicos para a conservação da biodiversidade, dos recursos naturais e dos serviços ambientais.
Última edição do fórum havia sido realizada em 2021, mesmo ano em que foi aprovada a Lei Estadual nº 3.883, que modernizou o sistema. Foto: Gaio Nogueira/SemaDurante os dois dias de programação, os participantes discutiram temas relacionados à governança ambiental, à gestão integrada das áreas protegidas, aos desafios da conservação da biodiversidade, à valorização dos povos indígenas e comunidades tradicionais, à construção de soluções conjuntas e ao fortalecimento das parcerias institucionais necessárias para a consolidação do sistema.
A secretária adjunta da Sema, Renata Souza, destacou que a retomada do fórum representa um momento importante para a reorganização e planejamento das políticas públicas voltadas às áreas protegidas do Acre.
Renata Souza acredita que o fórum é um espaço ideal para planejamento conjunto das políticas públicas de preservação das áreas naturais. Foto: João Loureiro/Sema“Como parte da programação do Mês do Meio Ambiente, estamos realizando o 6º Fórum do Seanp, um espaço de debate, de discussão e de planejamento, que não ocorria desde 2021. Retomamos essa discussão para construir, junto ao governo do Estado, governo federal e representação municipal, uma estratégia de política pública para essas áreas naturais protegidas e para as unidades de conservação”, afirmou.
O encontro contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas do Acre (Sepi), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).
Áreas protegidas e povos indígenas
No Acre, as áreas naturais protegidas ocupam uma parcela expressiva do território estadual e cumprem papel essencial na manutenção da floresta, na proteção dos recursos hídricos, da conservação da biodiversidade e na qualidade de vida da população. Nesse contexto, a participação dos povos indígenas e das comunidades tradicionais é considerada estratégica para a construção de políticas públicas mais efetivas e integradas.
Participantes discutiram temas relacionados à governança ambiental, à gestão integrada das áreas protegidas e aos desafios da conservação da biodiversidade. Foto: Emanoel Farias/SemaA secretária de Estado dos Povos Indígenas, Francisca Arara, ressaltou que os territórios indígenas representam 14% do território acreano e exercem papel fundamental na proteção ambiental.
“É muito importante a participação da Secretaria de Povos Indígenas porque os territórios indígenas compõem 14% do território acreano e são uma barreira para frear o desmatamento, para o equilíbrio do clima e para melhorar essa questão do aquecimento global”, afirmou.
Francisca também destacou a experiência do Acre na constrição de políticas voltadas à gestão territorial e ambiental.
Secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou o fortalecimento da governança voltada à conservação dos territórios indígenas. Foto: João Loureiro/Sema“O estado do Acre tem muita expertise em apoiar políticas públicas baseadas na gestão territorial e ambiental. O Acre tem essa governança fortalecida, com a participação de muitas parcerias e institucionalidade para a preservação e conservação dos territórios indígenas”, completou.
Integração entre instituições
A programação também possibilitou a troca de experiências entre gestores e instituições que atuam diretamente na proteção dos territórios naturais do estado. Na ocasião, os representantes puderam debater o alinhamento das políticas ambientais, a integração de informações, o fortalecimento da gestão compartilhada e o planejamento de novas ações conjuntas para as áreas naturais protegidas.
Para o especialista em indigenismo da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ezaul Santos, o fórum representa uma oportunidade de integração entre gestores e instituições que atuam na proteção das áreas naturais protegidas no Acre.
Para o indigenista Ezaul Santos, a troca de experiências entre gestores e instituições garante o alinhamento de políticas públicas estaduais e federal. Foto: Gaio Nogueira/Sema“Essa é uma troca de experiência muito rica entre os gestores, porque podemos traçar estratégias para unir esforços e proteger essas áreas como um todo. A ideia é não deixar as instituições atuando de forma separada, mas construir um comum acordo entre governo federal, governo estadual e demais parceiros para fortalecer a proteção das áreas naturais existentes no Acre”, afirmou.
A integração entre as instituições foi apontada como um dos principais caminhos para fortalecer a proteção ambiental no Acre, considerando que o sistema reúne diferentes categorias de áreas protegidas e exige atuação coordenada entre órgãos estaduais, federais, municipais e demais parceiros.
Evento fortaleceu a governança participativa e alinhou próxima edição em busca de espaço para cooperação entre instituições. Foto: Emanoel Farias/SemaAo final do evento, ficou pactuada a próxima edição do fórum, em junho de 2027, além de viabilizar a sua realização em uma Unidade de Conservação. Com a retomada do fórum, o Estado fortalece um espaço de escuta, diálogo e cooperação entre diferentes setores, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas ambientais e para uma gestão mais integrada e participativa das áreas naturais protegidas do Acre.
O que eles disseram
“No Seanp temos a possibilidade de reunir todos os gestores e todos os órgãos envolvidos com os territórios naturais protegidos do Estado do Acre. Esse momento é importante para alinhar a política de meio ambiente dentro desses territórios, trazer novidades, difundir conhecimento entre as instituições, traçar novas alternativas e planejar novas ações em conjunto”, ressaltou o diretor de Meio Ambiente da Sema, Erisson Cameli.
“A gente entende que existe uma grande interface entre as áreas protegidas e a manutenção e conservação das espécies da fauna. A cada momento em que se identifica uma espécie ameaçada de extinção nesses territórios, existe uma valorização das áreas protegidas, porque elas cumprem seu papel de manutenção da floresta e dos ciclos dentro do ecossistema”, pontuou a analista ambiental do Ibama, Elaine Oliveira.
“Quando olhamos em uma escala de paisagem, considerando que metade do território acreano é área protegida, seja terra indígena ou unidade de conservação, vemos que o sistema tem um diferencial frente a outros estados do Brasil. É uma lei importante, que precisa ser fortalecida e implementada”, destacou a coordenadora territorial do ICMBio, Flávia Souza.
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Foto: Emanoel Farias/Sema
Foto: João Loureiro/Sema
Foto: Emanoel Farias/Sema
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Foto: João Loureiro/Sema
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Foto: Emanoel Farias/Sema
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