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Belgo Arames apresenta soluções em cercamento e monitoramento de gado na Tecnoshow Comigo 2026

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A Belgo Arames confirmou participação na Tecnoshow Comigo 2026, realizada entre os dias 6 e 10 de abril, em Rio Verde. A empresa levará ao evento soluções tecnológicas voltadas ao cercamento rural e ao monitoramento de rebanhos, com foco em eficiência produtiva, segurança e sustentabilidade.

Agronegócio em expansão impulsiona adoção de tecnologia

O avanço do agronegócio brasileiro tem ampliado a demanda por inovação no campo. Em 2025, o setor registrou crescimento de 11,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Esse cenário reforça a importância de eventos como a Tecnoshow Comigo, considerada uma das principais vitrines de tecnologia rural do país, reunindo produtores, especialistas e empresas em busca de soluções e oportunidades de negócios.

Soluções em cercamento aumentam segurança nas propriedades

Entre os destaques da Belgo Arames estão tecnologias voltadas à proteção de lavouras e rebanhos contra invasões, além de produtos desenvolvidos para maior durabilidade e eficiência no manejo.

Um dos principais lançamentos é a cerca pronta Belgo Javaporco, projetada para conter animais exóticos e silvestres, como javalis e javaporcos, que causam prejuízos relevantes às lavouras, especialmente de milho e soja. A solução se destaca pela resistência ao impacto e pela facilidade de instalação e manutenção.

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Arames de alta resistência ampliam eficiência no manejo

A empresa também apresentará diferentes linhas de arames voltadas ao cercamento rural:

  • Belgo Z-700 e Fortte: arames lisos ovalados indicados para cercas de gado de corte e leite, com alta resistência mecânica
  • Belgo Eletrix e Eletrix Light: soluções para cercas elétricas, com elevada condutividade e maior resistência à corrosão

Esses produtos são desenvolvidos para garantir maior durabilidade e desempenho no dia a dia das propriedades.

Cordoalhas e estruturas para currais e confinamento

Outro destaque é a cordoalha Belgo Cordaço, voltada para sistemas de currais de manejo e confinamento. A solução oferece robustez e segurança nas estruturas utilizadas na pecuária intensiva.

Tecnologia com inteligência artificial automatiza gestão do rebanho

A Belgo Arames também apresentará o Instabov Auto Tag, desenvolvido em parceria com a startup Instabov. O sistema utiliza inteligência artificial, brincos eletrônicos, antenas e um aplicativo para automatizar o controle do rebanho.

Entre as funcionalidades, destacam-se:

  • Contagem automática de animais diretamente no pasto
  • Monitoramento remoto em tempo real
  • Registro de manejo por comando de voz
  • Geração de relatórios e análises instantâneas
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A tecnologia elimina a necessidade de contagens manuais e aumenta a precisão na gestão pecuária.

Evento fortalece relacionamento com produtores

A participação na feira também é estratégica para o relacionamento com o público do campo. A empresa busca estreitar laços com produtores, parceiros e clientes, além de reforçar seu posicionamento como fornecedora de soluções inovadoras para o agronegócio.

Inovação como aliada da produção sustentável

Com foco em tecnologia e eficiência, a presença da Belgo Arames na Tecnoshow Comigo 2026 reforça o papel da inovação no fortalecimento da pecuária brasileira, contribuindo para sistemas produtivos mais seguros, sustentáveis e competitivos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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