AGRONEGÓCIO
Bolsas de Valores Operam com Movimentos Mistos: Brasil em Alta e Mercados Globais Voláteis
AGRONEGÓCIO
Os principais índices de ações no Brasil e no exterior operam nesta quarta-feira (4) com comportamento misto, refletindo cautela entre investidores após uma sequência de ganhos recentes e divulgação de novos dados econômicos globais.
Ibovespa Mantém Desempenho Positivo e Testa Novas Máximas
O Ibovespa, principal índice da B3, segue em alta e se aproxima de níveis recordes, acumulando valorização superior a 14% no último mês. Por volta do meio-dia, o indicador operava próximo de 185.674 pontos, após atingir máximas históricas nas últimas sessões.
O desempenho é sustentado pela expectativa de novos cortes na taxa Selic e pela força das ações de commodities e energia, que continuam atraindo investidores estrangeiros.
Destaques do mercado brasileiro:
- Ibovespa registra leve variação positiva após sequência de recordes.
- Setores de mineração, petróleo e bancos lideram o avanço.
- Investidores acompanham balanços corporativos e decisões monetárias.
Mercados Internacionais Têm Sessão Volátil com Ajustes em Tecnologia
Nos Estados Unidos, os principais índices — Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq — registram desempenho desigual nesta quarta-feira. Após sucessivas altas, investidores realizam lucros em empresas de tecnologia, pressionando a Nasdaq, enquanto ações do setor financeiro ajudam a sustentar o Dow Jones.
Na Europa, o movimento também é irregular. O FTSE 100 (Reino Unido) avança moderadamente, enquanto CAC 40 (França) e DAX (Alemanha) alternam ganhos e perdas, acompanhando a volatilidade de Wall Street.
Resumo dos principais índices globais:
- Dow Jones (EUA): leve queda após recordes recentes.
- S&P 500: estabilidade com leve viés negativo.
- Nasdaq: recuo moderado, pressionada por tecnologia.
- FTSE 100 (Reino Unido): alta de 0,6%.
- CAC 40 (França): avanço de 0,5%.
- DAX (Alemanha): queda de 0,5%.
Bolsas Asiáticas Encerram em Alta com Impulso de Consumo e Energia
Os mercados asiáticos fecharam em território positivo, impulsionados pelo bom desempenho de ações de consumo e energia na China, que compensaram as perdas no setor de tecnologia.
- Xangai (SSEC): +0,9%
- CSI300 (China): +0,8%
- Hang Seng (Hong Kong): +0,1%
- Nikkei (Japão): +0,78%
- Kospi (Coreia do Sul): +1,57%
- Taiex (Taiwan): +0,29%
- Straits Times (Cingapura): +0,43%
- S&P/ASX 200 (Austrália): +0,80%
Segundo analistas, a melhora dos indicadores de serviços na China e o fortalecimento da demanda doméstica ajudaram a sustentar o otimismo na região, mesmo com preocupações persistentes sobre o setor de tecnologia.
Análise: Cautela Global e Otimismo Local
De acordo com analistas da Capital Economics, o cenário global ainda inspira prudência. Apesar dos sinais de recuperação em alguns setores, há percepção de que a economia mundial perdeu parte do ritmo de crescimento, especialmente na indústria e na construção civil.
No Brasil, por outro lado, o otimismo com cortes de juros, fortalecimento das exportações agrícolas e desempenho robusto das commodities mantém o apetite por risco entre investidores locais.
Conclusão
Os mercados seguem sem direção única, refletindo o equilíbrio entre otimismo econômico e realização de lucros. Enquanto o Ibovespa mantém tendência de alta e renova recordes, os principais índices dos EUA e da Europa enfrentam oscilações diante da volatilidade internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeitura de Rio Branco realiza vacinação antirrábica casa a casa neste sábado no Conjunto Universitário
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura de Rio Branco leva cuidado, saúde e alegria às crianças dos ramais Boa Água e Colibri
-
MP AC7 dias atrásMPAC participa da apresentação de correição nacional sobre tecnologia, IA e cibersegurança
-
FAMOSOS7 dias atrásViúva de Rick anuncia retorno de Renner aos palcos após morte do cantor: ‘Legado’
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásFim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeitura fortalece produção de mudas no Horto Florestal e amplia ações de arborização em Rio Branco
-
POLÍTICA NACIONAL7 dias atrásRio de Janeiro: Garotinho tem votos anulados e Douglas Ruas será declarado governador eleito
-
AGRONEGÓCIO7 horas atrásInmet prevê chuva forte e falta de água até 20 de outubro