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Clima favorece desenvolvimento da soja no Brasil e impulsiona produtividade na safra 2025

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O regime climático registrado nas primeiras semanas de abril garantiu condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do Brasil. A avaliação consta no mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, com análise do período entre 1º e 21 de abril.

De acordo com o levantamento, a combinação entre volumes de chuva adequados e bons índices de vegetação (IV) sustentou o desempenho das lavouras, embora haja diferenças importantes no armazenamento de água no solo entre as regiões — fator que também influencia diretamente o milho segunda safra.

Chuvas impulsionam lavouras no Norte e Nordeste

Os maiores acumulados pluviométricos foram registrados na região Norte e na faixa norte do Nordeste. Estados como Pará, Amapá e áreas do leste do Amazonas concentraram os volumes mais expressivos.

A elevação da umidade do solo favoreceu o desenvolvimento das lavouras de grãos. Por outro lado, o excesso de chuvas causou atrasos pontuais na colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins. Em contrapartida, o cenário beneficiou o milho segunda safra nessas regiões.

Já no interior nordestino, a redução das chuvas — típica do período — trouxe impactos localizados. Estados como Bahia, Piauí e áreas do Sertão de Pernambuco registraram restrições hídricas, embora o balanço geral ainda seja considerado positivo para as lavouras.

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Centro-Oeste e Sudeste mantêm estabilidade, com alerta para umidade

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o armazenamento hídrico do solo permaneceu, em grande parte, adequado durante o período analisado. No entanto, houve redução nos níveis de umidade ao final da janela observada.

No Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, Mato Grosso registrou volumes mais elevados de chuva, favorecendo o desenvolvimento do milho safrinha. Em contrapartida, áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás apresentaram queda na reserva hídrica.

O mesmo comportamento foi observado no Sudeste, especialmente em Minas Gerais e São Paulo, onde a redução da umidade do solo pode impactar o desempenho do milho segunda safra.

Região Sul enfrenta irregularidade nas chuvas

No Sul do país, a distribuição irregular das precipitações trouxe desafios adicionais ao campo. O destaque negativo foi o Paraná, principalmente na região norte, onde houve restrição hídrica.

Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, episódios de chuvas intensas em curto período afetaram o ritmo da colheita da soja e do arroz. Apesar disso, o índice de vegetação no território gaúcho superou o registrado em safras anteriores, indicando bom potencial produtivo.

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Índice de vegetação confirma bom desempenho das lavouras

O levantamento do IV reforça o cenário positivo para a safra atual. De forma geral, os indicadores se mantêm próximos — e em alguns casos superiores — aos das temporadas anteriores, tanto para soja quanto para milho.

Além dessas culturas, o boletim também acompanha o avanço do plantio de algodão e arroz nos principais estados produtores, ampliando o monitoramento da safra de verão no país.

Monitoramento agrícola com base em tecnologia e dados de campo

O Boletim de Monitoramento Agrícola é resultado de uma parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento, o Instituto Nacional de Meteorologia e o Global Agricultural Monitoring Group.

O estudo utiliza imagens de satélite, dados meteorológicos e informações coletadas em campo para avaliar as condições agrometeorológicas e o desenvolvimento das lavouras em diferentes regiões do Brasil.

Divulgado periodicamente, o boletim é uma ferramenta estratégica para produtores, analistas e agentes do agronegócio, ao oferecer uma visão atualizada e detalhada da evolução das safras diante das variáveis climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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