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Conab fará novos leilões para comprar 41,5 mil toneladas de milho em agosto

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai realizar dois novos leilões para a compra de 41,5 mil toneladas de milho. As operações, agendadas para os dias 13 e 14 de agosto, têm como objetivo reforçar os estoques públicos destinados ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), que atende principalmente pequenos criadores de animais em todo o país.

Leilão exclusivo para agricultores familiares

No dia 13 de agosto (quarta-feira), a Conab irá adquirir 12,5 mil toneladas de milho exclusivamente de agricultores familiares e suas cooperativas de produção. A medida busca garantir melhores condições de comercialização para pequenos produtores, oferecendo acesso facilitado ao mercado institucional.

Leilão em ampla concorrência no dia 14

Já no dia 14 de agosto (quinta-feira), será realizado um novo leilão, aberto a todos os produtores, cooperativas e fornecedores de milho, incluindo também os agricultores familiares. As compras serão feitas por meio do Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe).

Locais de entrega do milho

O milho adquirido nos leilões deverá ser entregue nos seguintes municípios:

  • Irecê (BA) – 5 mil toneladas
  • Imperatriz (MA) – 7,5 mil toneladas
  • Rondonópolis (MT) – 3 mil toneladas
  • Uberlândia (MG) – 10 mil toneladas
  • Brasília (DF) – 16 mil toneladas
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A escolha dos locais busca reduzir os custos logísticos e agilizar a reposição dos estoques para o ProVB.

Quem pode participar dos leilões

Podem participar dos leilões os produtores rurais, cooperativas, associações e comerciantes, desde que estejam:

  • Cadastrados em alguma Bolsa de Mercadorias habilitada;
  • Registrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes da Conab (Sican) até a data do leilão;
  • Em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e atendam às exigências dos editais.

Todos os avisos e resultados dos leilões serão divulgados no Portal da Conab.

Compra recente já fortalece os estoques

No último leilão, realizado no dia 1º de agosto, a Conab já havia adquirido 8,5 mil toneladas de milho, que serão entregues na unidade armazenadora da estatal em Uberlândia (MG). O produto será posteriormente distribuído por meio do ProVB.

Objetivo é garantir abastecimento e economia

De acordo com Arnoldo de Campos, diretor de Operações e Abastecimento da Conab, a escolha dos locais de entrega é estratégica:

“A intenção é que o grão fique em locais estrategicamente selecionados, de maneira a reduzir tanto o custo de transporte como o tempo para o reabastecimento das unidades de venda da Companhia. Assim, além da melhor aplicação do recurso público, a Conab busca garantir aos criadores e criadoras a compra do produto na melhor janela de preços”.

Apoio a pequenos criadores em regiões afastadas

O milho comercializado pelo ProVB é fundamental para garantir o acesso de pequenos criadores de animais, principalmente em regiões distantes dos grandes centros e polos de produção, ao alimento necessário para seus plantéis.

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As operações de compra fazem parte das ações autorizadas pela Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 21/2024, em conjunto com os Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fazenda (MF).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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