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Déficit global de açúcar deve cair em 2025/26, projeta OIA

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A Organização Internacional do Açúcar (OIA) divulgou projeções para a temporada 2025/26 (outubro a setembro), estimando um déficit global significativamente menor em comparação ao período anterior. A redução no déficit é atribuída principalmente ao aumento da produção mundial da commodity.

Segundo a OIA, a produção global de açúcar deve crescer 3,1%, alcançando 180,59 milhões de toneladas, enquanto o consumo deve registrar um aumento marginal de 0,4%, totalizando 180,82 milhões de toneladas.

Déficit global projetado para 2025/26

O órgão intergovernamental prevê um déficit global de apenas 231 mil toneladas métricas na próxima temporada, uma queda expressiva frente às 4,88 milhões de toneladas registradas na temporada atual.

Em comunicado, a OIA destacou que, embora o déficit projetado seja relativamente pequeno antes do início da temporada, a redução em relação à temporada atual é considerada relevante para o mercado global de açúcar.

Impacto esperado no mercado

A diminuição do déficit global indica uma oferta mais equilibrada frente à demanda, o que pode reduzir pressões sobre preços internacionais da commodity e influenciar estratégias de produção e exportação nos principais países produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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