AGRONEGÓCIO
EUA mantêm tarifa de 50% sobre carne bovina brasileira; arroba registra alta após queda em julho
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Tarifa de 50% para carne bovina brasileira
Os Estados Unidos mantiveram a tarifa de 50% sobre a carne bovina importada do Brasil. A decisão foi confirmada no Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Expectativa frustrada de negociação
Havia esperança de que o governo federal conseguisse reverter a taxação adicional imposta pelos EUA a vários produtos brasileiros. Apesar de alguns itens terem sido excluídos da lista, a carne bovina permaneceu sujeita à tarifa elevada, que entrou em vigor sem alterações.
Demanda crescente nos EUA e possível flexibilização futura
O Deral destacou que, mesmo com as restrições, a demanda por carne bovina nos Estados Unidos tem aumentado devido à redução do rebanho norte-americano nos últimos anos. Os preços elevados ao consumidor local podem abrir caminho para futuras negociações visando a redução das tarifas. Segundo o boletim, “existe a possibilidade de que o governo americano aceite discutir tarifas menos agressivas no futuro”.
Impacto no mercado interno brasileiro
No Brasil, o mercado já sente os efeitos da nova conjuntura. Após uma queda acumulada de 7,3% no preço da arroba em julho, os valores voltaram a subir. Conforme o Deral, “as cotações estão se ajustando à nova realidade imposta pelas tarifas americanas e à prorrogação da investigação de salvaguarda pela China”. Na primeira semana de agosto, a arroba foi cotada a R$ 301,00, com alta de 2,3%.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
USDA projeta menor safra de trigo dos EUA desde 1972 e acende alerta para abastecimento global
O mercado global de trigo encerrou a semana sob forte volatilidade após a divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projetou a menor safra norte-americana de trigo desde 1972. O cenário elevou a preocupação com a oferta global do cereal e provocou forte reação nas bolsas internacionais.
Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, os contratos futuros negociados nas bolsas de Chicago e Kansas registraram as maiores altas percentuais diárias desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.
O principal gatilho foi a revisão para baixo da produção norte-americana de trigo na safra 2026/27. O USDA estimou a colheita dos Estados Unidos em 1,561 bilhão de bushels, volume significativamente inferior à expectativa do mercado, que girava em torno de 1,731 bilhão de bushels. Na temporada anterior, a produção havia sido estimada em 1,985 bilhão de bushels.
Além da redução na safra, os estoques finais dos Estados Unidos também vieram abaixo do esperado, projetados em 762 milhões de bushels, contra expectativa média de 841 milhões. O quadro reforçou a percepção de aperto na oferta mundial do cereal.
Seca derruba produtividade das lavouras norte-americanas
A produção de trigo de inverno dos Estados Unidos deverá atingir o menor nível desde 1965, refletindo os impactos da seca nas principais regiões produtoras das Planícies norte-americanas.
Atualmente, apenas 28% das lavouras são classificadas entre boas e excelentes, enquanto 40% apresentam condições consideradas ruins ou muito ruins.
No Kansas, maior estado produtor de trigo do país, a produtividade foi estimada em 39,3 bushels por acre, bem abaixo dos 53,3 bushels registrados na safra passada.
O cenário climático adverso aumentou a sensibilidade do mercado internacional, elevando os prêmios de risco e sustentando as cotações globais do cereal.
Brasil deve reduzir área plantada e ampliar importações
No Brasil, o cenário também preocupa o setor produtivo. A segunda pesquisa de intenção de plantio divulgada pela Safras & Mercado aponta redução de 17,3% na área cultivada com trigo na safra 2026/27, totalizando 1,943 milhão de hectares.
A produção nacional foi projetada em 6,155 milhões de toneladas, queda de 23,3% em relação ao ciclo anterior.
Com a retração da oferta doméstica, o Brasil deverá ampliar ainda mais a dependência de importações. A necessidade de compras externas foi estimada em 8,695 milhões de toneladas para atender a demanda interna, especialmente da indústria moageira, cujo consumo gira em torno de 13 milhões de toneladas.
De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, os elevados custos de produção, as margens apertadas e o forte endividamento do produtor rural continuam limitando os investimentos na cultura do trigo no país.
Mercado brasileiro segue com baixa liquidez
Apesar do cenário internacional altista, o mercado físico brasileiro permaneceu travado ao longo da semana.
No Paraná, os preços do trigo ficaram próximos de R$ 1.430 por tonelada FOB, sustentados pela escassez de oferta disponível.
Já no Rio Grande do Sul, o distanciamento entre compradores e vendedores continuou restringindo os negócios. As indicações de compra giraram em torno de R$ 1.300 por tonelada, enquanto produtores mantiveram ofertas acima de R$ 1.350 FOB interior.
A indústria moageira gaúcha também enfrenta dificuldades para repassar os custos ao mercado consumidor. Segundo agentes do setor, os preços da farinha e do farelo não acompanharam a valorização do trigo, reduzindo o apetite de compra dos moinhos.
Trigo argentino e dólar influenciam mercado doméstico
O mercado brasileiro encerrou a semana sustentado pela combinação entre oferta restrita no mercado spot e valorização do trigo argentino.
O cereal da Argentina chegou a ser indicado a US$ 255 por tonelada, enquanto o dólar próximo de R$ 4,98 ajudou a limitar parte das altas internas.
A expectativa do setor é de que o abastecimento siga ajustado nos próximos meses, mantendo elevada a dependência brasileira das importações do Mercosul, especialmente diante da perspectiva de menor produção nacional e das incertezas climáticas no Hemisfério Norte.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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