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Governo libera R$ 15 bilhões em crédito para exportadores e amplia apoio ao comércio exterior
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O governo federal anunciou um pacote de medidas para reforçar o apoio às empresas exportadoras brasileiras, incluindo a liberação de até R$ 15 bilhões em crédito. A iniciativa ocorre em um cenário de instabilidade nos mercados internacionais, influenciado por tensões geopolíticas e barreiras comerciais.
MP cria linhas de crédito dentro do Plano Brasil Soberano
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou, na terça-feira (24), a Medida Provisória nº 1.345/2026, que institui linhas de crédito no valor de até R$ 15 bilhões no âmbito do Plano Brasil Soberano.
Os recursos serão administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e têm como objetivo apoiar empresas exportadoras e setores estratégicos para a balança comercial brasileira.
Medida busca reduzir impactos de tensões geopolíticas
De acordo com o governo, a iniciativa foi estruturada para mitigar os efeitos da instabilidade internacional, especialmente diante da guerra no Oriente Médio e das medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos.
O apoio contempla tanto empresas diretamente afetadas pelo cenário externo quanto aquelas inseridas em cadeias produtivas ligadas à exportação.
Recursos terão múltiplas fontes e ampla destinação
O montante de até R$ 15 bilhões poderá ser composto por diferentes fontes, incluindo o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e recursos sob supervisão do Ministério da Fazenda.
As linhas de financiamento poderão ser utilizadas para:
- Capital de giro
- Aquisição de bens de capital
- Adaptação da produção
- Ampliação da capacidade produtiva
- Investimentos em inovação
As condições, prazos e encargos financeiros serão definidos posteriormente pelo Conselho Monetário Nacional.
Nova lei moderniza crédito oficial à exportação
No mesmo dia da edição da MP, foi sancionada a Lei nº 15.359/2026, que institui o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.
Segundo o governo, a nova legislação moderniza os mecanismos de seguro e financiamento às exportações, além de aprimorar a atuação do BNDES e alinhar o Brasil às práticas internacionais.
Transparência e regras mais rígidas para financiamento
Entre as medidas previstas está a criação de um portal para dar maior transparência às operações, com apresentação anual de projetos ao Senado.
A legislação também mantém a restrição para países inadimplentes, que não poderão acessar novos financiamentos até regularizarem sua situação.
Incentivo à economia verde e apoio a pequenas empresas
O pacote também prevê estímulos a operações voltadas à economia verde e à descarbonização, ampliando o foco em práticas sustentáveis no comércio exterior.
Outro destaque é a ampliação da cobertura de risco comercial para micro, pequenas e médias empresas, especialmente em operações de pré-embarque com prazo de até 750 dias.
Fundo garantidor reforça segurança nas exportações
A legislação estabelece ainda diretrizes para o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), criado para mitigar riscos comerciais e dar maior segurança às exportações brasileiras.
Perspectiva: medidas fortalecem competitividade externa
Com a ampliação do crédito e a modernização dos instrumentos de apoio, o governo busca aumentar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional, especialmente em um cenário de maior volatilidade global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Expansão da indústria de papel e celulose impulsiona demanda por lubrificantes industriais de alta performance
O crescimento acelerado da indústria brasileira de papel e celulose vem ampliando a necessidade de investimentos em eficiência operacional, confiabilidade industrial e manutenção estratégica. Na avaliação de Rogério Campos, Coordenador de Desenvolvimento de Negócios da FUCHS, os lubrificantes industriais de alta performance deixaram de ser apenas insumos operacionais e passaram a ocupar posição estratégica dentro da competitividade do setor.
A análise ocorre em um momento de expansão histórica da cadeia produtiva brasileira. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores, o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose em 2024, crescimento de 5,2% sobre o ano anterior, consolidando o país como o segundo maior produtor global e líder mundial em exportações.
No segmento de papel, a produção nacional alcançou 11,3 milhões de toneladas, avanço de 4,6% em relação a 2023.
Para Rogério Campos, o avanço da indústria exige operações cada vez mais eficientes e tecnologicamente preparadas para suportar ambientes produtivos severos.
Crescimento da indústria aumenta pressão sobre eficiência operacional
Segundo o especialista, a expansão do setor está diretamente ligada à instalação de novos polos industriais, ampliação de fábricas e aumento da demanda global por embalagens sustentáveis, impulsionada pelo comércio eletrônico e pela substituição de plásticos.
Dentro desse cenário, Campos destaca que a confiabilidade operacional se torna um fator crítico para manter produtividade e competitividade.
“A lubrificação assume papel essencial para garantir desempenho, eficiência energética e segurança operacional, especialmente em um ambiente industrial extremamente agressivo como o da produção de papel e celulose”, analisa.
Ambientes severos exigem lubrificantes de alta performance
Na avaliação do especialista, um dos maiores desafios da indústria está nas condições extremas de operação.
As plantas industriais do setor trabalham com:
- Altas temperaturas;
- Elevadas velocidades;
- Contato constante com água e vapor;
- Presença de agentes químicos;
- Grandes cargas mecânicas.
Segundo Rogério Campos, essas condições aceleram desgaste, corrosão e falhas mecânicas quando não há gestão adequada da lubrificação.
“Os lubrificantes atuam diretamente na redução do atrito, dissipação de calor e proteção contra oxidação e contaminação. Quando corretamente especificados, contribuem para aumentar a vida útil dos equipamentos e reduzir paradas não programadas”, explica.
Indústria 4.0 transforma gestão da lubrificação
Outro ponto central da análise do executivo está na transformação tecnológica do setor.
Para Campos, a lubrificação industrial passa por uma evolução alinhada aos conceitos de manutenção preditiva e Indústria 4.0, com crescimento do uso de:
- Lubrificantes sintéticos;
- Monitoramento online;
- Sistemas automatizados;
- Soluções integradas de manutenção.
Na avaliação do especialista, essa transformação amplia previsibilidade operacional e reduz custos industriais.
“O mercado caminha para soluções mais inteligentes, sustentáveis e com maior estabilidade térmica, permitindo intervalos maiores de manutenção e redução significativa de falhas”, afirma.
Sustentabilidade acelera busca por soluções biodegradáveis
A análise também destaca o avanço das exigências ambientais dentro da indústria de papel e celulose.
Segundo Rogério Campos, cresce a procura por lubrificantes biodegradáveis e soluções com menor impacto ambiental, especialmente em áreas sensíveis das operações industriais.
Além disso, o desenvolvimento tecnológico vem priorizando:
- Resistência à contaminação por água;
- Maior estabilidade térmica;
- Proteção anticorrosiva;
- Resistência ao cisalhamento;
- Melhor desempenho em ambientes úmidos.
“Essas tecnologias garantem maior proteção aos ativos industriais e ajudam a reduzir custos operacionais”, ressalta.
Falhas de lubrificação podem comprometer competitividade
Para o especialista, erros na gestão da lubrificação representam riscos operacionais e financeiros relevantes para a indústria.
Equipamentos como bombas, compressores, mancais, turbinas, sistemas hidráulicos e transportadores dependem diretamente de lubrificantes adequados para operar de forma contínua.
Segundo Campos, falhas podem provocar:
- Quebras mecânicas;
- Superaquecimento;
- Corrosão interna;
- Paradas inesperadas;
- Perdas de produção;
- Aumento dos custos de manutenção.
“As consequências vão além dos danos técnicos. Afetam diretamente produtividade, competitividade e disponibilidade operacional das plantas industriais”, alerta.
Lubrificação passa a ser diferencial estratégico para o setor
Na conclusão da análise, Rogério Campos afirma que empresas que investirem em tecnologias avançadas de lubrificação tendem a ganhar vantagem competitiva nos próximos anos.
Para ele, o setor de papel e celulose brasileiro vive um momento de consolidação global e precisará sustentar crescimento com operações mais eficientes, sustentáveis e confiáveis.
“Investir em inovação e lubrificantes industriais de alta performance fortalece a competitividade das empresas e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva”, conclui.
Segundo o especialista, a modernização industrial associada à manutenção estratégica será determinante para que o Brasil continue ampliando sua relevância global na produção de papel e celulose.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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