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Nova geração de leveduras aumenta rendimento do etanol em até 6% e pode gerar ganhos de R$ 30 milhões por safra

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Pesquisas recentes em bioengenharia industrial indicam um avanço expressivo na produtividade das usinas de etanol. Segundo estudo da Lallemand Biofuels & Distilled Spirits (LBDS), com sede nos Estados Unidos, uma nova geração de leveduras biotecnológicas tem potencial para elevar em até 6% a conversão da cana-de-açúcar em etanol quando comparada às cepas convencionais.

Os resultados foram obtidos a partir de testes conduzidos em biorrefinarias com alta capacidade de produção, e os ganhos financeiros estimados são significativos: uma unidade com capacidade de 1.000 m³ de etanol por dia pode aumentar a lucratividade em até R$ 30 milhões por safra, considerando os preços atuais do etanol anidro.

Leveduras de alta performance reduzem perdas e ampliam eficiência

De acordo com a LBDS, as novas cepas apresentam redução de 40% a 55% na formação de subprodutos, como o glicerol, o que contribui diretamente para uma fermentação mais eficiente.

“A tecnologia vem aprimorando o aproveitamento dos açúcares disponíveis para a síntese de etanol, minimizando perdas metabólicas e aumentando a produtividade do processo”, explica Fernanda Firmino, vice-presidente da LBDS na América do Sul. Segundo ela, o desempenho das novas leveduras é até 20% superior ao das versões biotecnológicas anteriores já utilizadas no mercado.

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Estabilidade operacional garante economia e maior retorno industrial

Além do ganho de rendimento, a robustez das novas cepas tem sido um dos diferenciais mais valorizados pelas usinas. “Não é apenas o rendimento que importa, mas também a estabilidade operacional, que permite reduzir o consumo de insumos e otimizar o desempenho industrial”, afirma Elisa Lucatti, gerente de aplicações da LBDS.

A persistência das leveduras biotecnológicas também chama atenção. Em sistemas de fermentação contínua, conhecidos por exigirem alto controle microbiológico, as novas cepas já alcançaram mais de 200 dias de atividade sem necessidade de reinoculação — um marco inédito no setor sucroalcooleiro brasileiro. A expectativa é que as próximas gerações consigam manter desempenho durante toda a safra, reduzindo ainda mais custos e perdas.

Boas práticas industriais são essenciais para atingir o máximo potencial

A LBDS ressalta que o sucesso da aplicação das novas leveduras depende diretamente da qualidade dos processos industriais, especialmente do controle de temperatura e da eficiência na limpeza (CIP) das unidades.

“Nossa experiência de mais de 10 anos junto às usinas brasileiras demonstra que aquelas que mantêm boas práticas operacionais conseguem atingir resultados recordes com as leveduras de alta performance”, reforça Lucatti.

Do etanol de milho ao de cana: uma revolução biotecnológica

O avanço observado no etanol de milho começa a se consolidar também no setor sucroenergético. Segundo avaliação da Lallemand, os ganhos proporcionados pela engenharia genética aumentaram em 1.300% em pouco mais de uma década, passando de R$ 4 por tonelada em 2012 para R$ 56/t em 2024. Esse desempenho abre novas perspectivas para o mercado de etanol de cana-de-açúcar, que vinha apresentando menor evolução tecnológica.

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Desde 2010, a LBDS já investiu mais de US$ 100 milhões em pesquisa e desenvolvimento de soluções voltadas à melhoria do metabolismo fermentativo, com foco em aumentar a produtividade, reduzir custos e melhorar o desempenho ambiental das usinas.

Brasil lidera adoção e abre caminho para a América do Sul

Os principais grupos sucroenergéticos do Brasil já utilizam as leveduras da Lallemand, que planeja ampliar sua presença em toda a América do Sul.

“Estamos vivendo uma nova fase na bioindústria. O foco é maximizar o potencial biológico dentro da infraestrutura existente, produzindo mais com menos recursos e reduzindo os impactos ambientais. Essa transformação só é possível com a bioengenharia de precisão”, conclui Firmino.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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