AGRONEGÓCIO
Paraná envia à Alep projeto para expandir internet e conectividade no campo com programa Paraná Conectado
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Governo lança programa para ampliar conectividade rural
O governador Carlos Massa Ratinho Junior encaminhou nesta segunda-feira (3) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) o projeto de lei que institui o Programa de Melhorias do Sistema de Telecomunicação e Conectividade Rural do Paraná, conhecido como Paraná Conectado.
O objetivo é ampliar o acesso à internet banda larga e telefonia móvel em áreas rurais, permitindo que produtores rurais — de pequenas, médias e grandes propriedades — utilizem tecnologias digitais para aumentar produtividade, competitividade e qualidade de vida no campo.
“A conectividade é hoje um insumo essencial, assim como o solo fértil ou a energia elétrica. Queremos garantir que o produtor rural tenha o mesmo acesso à informação e tecnologia que existe nas cidades”, afirmou o governador.
Agricultura digital e acesso a serviços
O programa permitirá que os agricultores consultem dados meteorológicos, acompanhem cotações de produtos, adquiram insumos e comercializem sua produção online. Além disso, a iniciativa amplia o acesso à educação e à segurança rural, fortalecendo a atuação de programas como a Patrulha Rural da Polícia Militar do Paraná.
“Mais do que levar o sinal de internet, queremos que o produtor use essa conectividade para melhorar a gestão da propriedade, se comunicar com fornecedores e compradores e aproveitar o potencial da agricultura digital”, acrescentou Ratinho Junior.
Estrutura do programa e atuação das secretarias
O Paraná Conectado será coordenado em conjunto pelas secretarias da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e de Inovação e Inteligência Artificial (Seia). O programa atua em duas frentes principais:
Expansão da infraestrutura – inclui implantação de redes de fibra óptica, sinal de rádio e novas torres de telefonia móvel, priorizando áreas com menor cobertura. Técnicos do IDR-Paraná vão auxiliar na organização de grupos de produtores, reduzindo custos e viabilizando o serviço.
Apoio financeiro e crédito facilitado – serão oferecidas subvenções e créditos sem juros para produtores, utilizando recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), Pronaf Conectividade Rural e do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), operados pela Fomento Paraná.
As despesas já estão previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, no Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 e na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, e a regulamentação deve ocorrer em até 90 dias após a sanção, com início das ações previsto para 2026.
Capacitação e incentivos complementares
Além da infraestrutura e crédito, o programa prevê capacitação tecnológica e formação profissional, em parceria com a Ocepar, Faep e Senar-PR, preparando os produtores para o uso das novas tecnologias.
Outras medidas incluem:
- Incentivos tributários para provedores e produtores;
- Cadastro público de empresas e técnicos habilitados em telecomunicações rurais;
- Recomendações técnicas de softwares e aplicativos voltados à gestão agropecuária;
- Expansão de ações nas áreas de educação, saúde e segurança pública.
O Paraná Conectado pretende alcançar todas as áreas rurais do estado ao longo dos próximos seis anos, promovendo modernização, produtividade e sustentabilidade no meio rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Lagartas nas pastagens preocupam pecuaristas e elevam risco de perdas na produção de forragem no Brasil
O avanço de lagartas em áreas de pastagens tem acendido um alerta no setor pecuário brasileiro. Antes consideradas pragas ocasionais, espécies como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) vêm registrando aumento de ocorrência nos últimos anos, impulsionadas pela intensificação dos sistemas produtivos e pela expansão de áreas agrícolas transgênicas.
O cenário preocupa produtores porque o ataque dessas pragas pode comprometer rapidamente a formação das pastagens, reduzindo a disponibilidade de forragem e impactando diretamente o desempenho do rebanho.
Pressão de lagartas se intensifica em áreas integradas com lavouras
Segundo especialistas, a maior frequência de infestações está relacionada à proximidade entre lavouras e pastagens, além das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do inseto em diferentes regiões do país.
O engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Gustavo Corsini, destaca que o problema deixou de ser pontual e passou a exigir atenção preventiva dos pecuaristas.
“Muitos ainda tratam as lagartas como uma ameaça secundária, mas hoje vemos ataques mais frequentes e agressivos, principalmente em áreas próximas às lavouras. Em altas infestações, elas podem consumir praticamente toda a área foliar em poucos dias, prejudicando o estabelecimento da pastagem”, explica.
Alta capacidade de consumo acelera danos nas forrageiras
Dados técnicos indicam que cada lagarta pode consumir cerca de 140 cm² de folhas durante seu ciclo de desenvolvimento, com maior intensidade nos estágios finais, quando ocorre aproximadamente 85% da ingestão total de alimento.
Esse comportamento torna o controle precoce um fator decisivo para reduzir prejuízos. O especialista reforça que o período ideal de intervenção ocorre logo após a eclosão dos ovos.
“O controle nos primeiros cinco a dez dias faz toda a diferença. O monitoramento de mariposas adultas também é uma ferramenta importante para antecipar surtos populacionais, especialmente em períodos de chuva”, afirma Corsini.
Ciclo da lagarta exige atenção redobrada no estabelecimento das pastagens
A fase mais crítica ocorre durante a formação das pastagens, quando as plantas ainda apresentam baixa capacidade de recuperação após o ataque das pragas.
A lagarta-do-cartucho passa por quatro fases — ovo, larva, pupa e adulto — com ciclo completo relativamente curto, o que favorece explosões populacionais.
Após a postura, os ovos eclodem em cerca de três a quatro dias. A fase larval, responsável pelos danos às plantas, dura de 16 a 20 dias. Em seguida, o inseto entra em fase de pupa no solo por aproximadamente 10 dias, reiniciando o ciclo com novos adultos capazes de depositar entre 300 e 1.000 ovos.
Esse potencial reprodutivo explica a rápida disseminação da praga em áreas de pastagem, especialmente quando não há monitoramento constante.
Manejo integrado é fundamental para reduzir perdas na pecuária
De acordo com especialistas, o monitoramento antecipado de mariposas pode indicar a possibilidade de aumento populacional com até duas ou três semanas de antecedência, permitindo ações preventivas no campo.
A recomendação técnica é iniciar o controle quando há entre 50 e 100 lagartas por metro quadrado, principalmente em áreas recém-estabelecidas ou em formação.
Outro ponto de atenção é o comportamento migratório da praga, que pode se deslocar em massa em busca de alimento, ampliando rapidamente a área infestada.
“O controle do foco inicial é essencial para evitar a disseminação. Quanto mais cedo a intervenção, menor o impacto econômico e maior a preservação da produtividade da pastagem”, destaca Corsini.
O manejo integrado, aliado ao uso racional de inseticidas e ao monitoramento contínuo, é apontado como a estratégia mais eficiente para manter o equilíbrio do sistema produtivo e reduzir perdas.
Integração lavoura-pecuária amplia risco de disseminação de pragas
A interação entre agricultura e pecuária também contribui para a migração de pragas entre diferentes culturas. Em regiões com produção de milho, por exemplo, parte das populações pode se deslocar para áreas de braquiária e panicum, ampliando o desafio do controle fitossanitário.
“Hoje o manejo precisa ser pensado de forma regional. O problema não está apenas dentro da propriedade, mas também no entorno”, reforça o agrônomo.
Cigarrinha-das-pastagens também preocupa produtores rurais
Além das lagartas, a cigarrinha-das-pastagens segue como outro importante fator de risco para a pecuária brasileira. O inseto reduz a qualidade e a quantidade da forragem ao injetar toxinas nas gramíneas, provocando amarelecimento e seca das folhas.
Em infestações severas, as perdas podem chegar a até 70% da disponibilidade de alimento, afetando diretamente o ganho de peso e a capacidade de lotação das áreas.
Segundo produtores, a pressão da praga tem aumentado nas últimas safras, especialmente em períodos chuvosos, quando as condições favorecem sua multiplicação.
“Na época das águas, o produtor espera alta produtividade do pasto. Quando a cigarrinha entra forte, o impacto é imediato e significativo”, conclui Corsini.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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