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Prazo para Declaração de Rebanho em Goiás é prorrogado até 15 de janeiro

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) anunciou, nesta terça-feira (30/12), a prorrogação do prazo para a realização da segunda etapa da Declaração de Rebanho 2025 em Goiás. A nova data-limite para atualização cadastral no Sistema de Defesa Agropecuário de Goiás (Sidago) é 15 de janeiro de 2026, conforme a Portaria nº 766/2025, publicada no Diário Oficial do Estado.

A medida, de caráter excepcional, foi adotada para atender produtores que enfrentaram dificuldades durante o período de festas de fim de ano. O prazo original terminaria nesta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025.

Prorrogação busca garantir cumprimento da obrigação legal

De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o objetivo da prorrogação é assegurar que todos os produtores rurais tenham tempo hábil para realizar o procedimento obrigatório.

“A prorrogação visa auxiliar os produtores que encontraram dificuldades em razão dos feriados de fim de ano, assegurando a atualização dos dados e a manutenção da sanidade animal no estado”, destacou Caixeta.

A Declaração de Rebanho é obrigatória para todos os criadores e envolve o fornecimento de informações sobre nascimentos, mortes e evolução dos rebanhos das espécies bovina, bubalina, equina, muar, asinina, caprina, ovina, além de aves, suínos de subsistência, animais aquáticos e abelhas, em propriedades localizadas nos 246 municípios goianos.

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Falta de declaração pode gerar restrições

Produtores que não realizarem a declaração até 15 de janeiro estarão sujeitos a restrições na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e outras penalidades previstas na legislação. A regularização, nesses casos, só poderá ser feita presencialmente em uma unidade da Agrodefesa.

O diretor de Defesa Agropecuária da agência, Rafael Vieira, reforça que o processo deve ser feito preferencialmente de forma online, pelo site sidago.agrodefesa.go.gov.br.

“Os produtores que tiverem dificuldade podem procurar uma unidade da Agrodefesa para receber apoio no preenchimento. A ampliação do prazo garante mais tranquilidade para o cumprimento dessa obrigação”, explica Vieira.

Atualização cadastral reforça segurança no sistema Sidago

A Agrodefesa também alerta para a importância de manter os dados cadastrais atualizados no Sidago. Em novembro de 2025, foi iniciada uma campanha para coibir o uso de e-mails compartilhados entre contas do sistema, a fim de proteger a integridade das informações.

Contas com e-mails duplicados foram notificadas e, a partir de 1º de dezembro, bloqueadas. Para normalizar o acesso, o produtor deve procurar uma unidade da Agrodefesa ou acessar o Sidago com as credenciais do GOV.BR.

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Segundo a gerente de Sanidade Animal da agência, Denise Toledo, a atualização cadastral é essencial, principalmente para os produtores que delegam a terceiros o uso do sistema.

“A atualização também beneficia quem autoriza outra pessoa a operar o Sidago. É fundamental que o acesso seja feito pela senha de procurador devidamente cadastrada, garantindo transparência e segurança na utilização da plataforma”, explica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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