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Seara e Governo do Paraná anunciam R$ 475 milhões em investimentos para fortalecer a avicultura no Estado

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O Governo do Paraná e a Seara, empresa do grupo JBS, anunciaram um robusto pacote de investimentos que totaliza R$ 475 milhões com foco no fortalecimento da cadeia produtiva do frango no estado. O anúncio, realizado nesta terça-feira (3), representa um novo marco para o agronegócio paranaense, com recursos voltados tanto para financiamento de produtores integrados quanto para a expansão da estrutura industrial da empresa.

O investimento está dividido entre a criação do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios do Agronegócio (FIDC Paraná II), no valor de R$ 300 milhões, e o programa Rota do Progresso, que prevê R$ 175 milhões em aportes diretos no município de Cerro Azul (PR).

FIDC Paraná II vai financiar expansão de aviários e matrizes

O FIDC Paraná II foi estruturado em parceria com a Fomento Paraná, instituição financeira do governo estadual, e tem como objetivo financiar a construção e modernização de aviários de frango de corte e de matrizes.

O fundo contará com R$ 300 milhões em patrimônio total, sendo R$ 60 milhões aportados pela Fomento Paraná e R$ 240 milhões pela Seara. Os recursos serão aplicados da seguinte forma:

  • R$ 240 milhões destinados à construção de novas granjas de frango de corte e de matrizes para produtores integrados;
  • R$ 60 milhões voltados à implantação de uma granja de avós da própria Seara.

A gestão do fundo será conduzida pela Suno Gestora de Recursos, seguindo o mesmo modelo do FIDC Agro Paraná. O prazo do investimento é de dez anos, com carência de 24 meses e taxa de juros média de 9% ao ano, alinhada às condições do Plano Safra.

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Com a entrada da Seara como cotista subordinada, o governo estadual liberará R$ 240 milhões em créditos acumulados de ICMS, que viabilizarão a operação.

Integração garante previsibilidade e renda ao produtor rural

O sistema de integração produtiva adotado pela Seara é considerado um dos pilares do sucesso da avicultura no Brasil. Por meio dele, a empresa fornece insumos, assistência técnica e suporte especializado, enquanto os produtores entram com estrutura, mão de obra e manejo dos animais.

Esse modelo garante previsibilidade de renda para os produtores, assegura qualidade e biossegurança à cadeia produtiva e estimula o desenvolvimento econômico regional.

“Esses novos investimentos reforçam o modelo virtuoso da integração. Ao garantir destino certo à produção, estimulamos o produtor rural a investir, gerando prosperidade nas regiões onde atuamos”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Paraná amplia acesso ao crédito rural e incentiva o desenvolvimento

O diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, destacou que o FIDC Agro Paraná é uma alternativa de crédito mais vantajosa para produtores e agroindústrias do estado, permitindo aumento de produção, geração de empregos e retorno em tributos e infraestrutura.

“O FIDC Agro Paraná é um modelo de crédito que possibilita investir em qualidade e produtividade, fortalecendo o agronegócio paranaense e ampliando as oportunidades de renda e desenvolvimento regional”, ressaltou Stabile.

De acordo com Vitor Duarte, CIO da Suno Asset, o fundo já está plenamente capitalizado e em ritmo acelerado de originação.

“Já aprovamos diversas operações e percebemos uma demanda reprimida significativa entre os produtores. Mantemos rigor técnico em todas as análises para garantir enquadramento e segurança nas operações”, explicou.

Programa Rota do Progresso destinará R$ 175 milhões a Cerro Azul

Além do fundo de crédito, a Seara também anunciou R$ 175 milhões em investimentos diretos por meio do programa Rota do Progresso, voltado ao município de Cerro Azul (PR).

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Os recursos serão aplicados na construção de um complexo de granjas de avós, destinado à produção de matrizes que suprirão integralmente a demanda da Seara no estado. Em contrapartida, o Governo do Paraná concederá R$ 175 milhões em créditos acumulados de ICMS para viabilizar a expansão.

Investimentos fortalecem competitividade e geração de empregos

Com o pacote de R$ 475 milhões, o Paraná se consolida como um dos principais polos da avicultura brasileira, reforçando sua competitividade e capacidade produtiva. Os investimentos deverão gerar empregos diretos e indiretos, além de ampliar a sustentabilidade e a segurança alimentar da cadeia de frango no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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