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Suzano inaugura fábrica de papel higiênico em Aracruz e fortalece polo industrial do Espírito Santo

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A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos de eucalipto, iniciou nesta quarta-feira (4) as operações de sua nova fábrica de papel tissue em Aracruz (ES). Com investimento de R$ 650 milhões, a unidade consolida o Espírito Santo como polo estratégico de bens de consumo, somando-se à fábrica de Cachoeiro de Itapemirim, inaugurada em 2021.

A nova planta reforça a presença das marcas Neve®, Mimmo® e Max Pure® nos mercados do Sudeste e Centro-Oeste, aproximando os produtos dos consumidores.

Capacidade de produção e tecnologia avançada

A unidade possui uma máquina de papel tissue, com capacidade de 60 mil toneladas anuais, e dois equipamentos de conversão, que permitirão produzir 30 mil toneladas de papel higiênico por ano.

Com tecnologia italiana da Sorgato, a fábrica será capaz de captar o pó gerado na produção de tissue, reforçando práticas sustentáveis e inovadoras, além de contribuir para a qualidade do ar no ambiente fabril e o bem-estar dos colaboradores — uma solução inédita no grupo Suzano.

Estratégia logística e redução de impactos

Localizada estrategicamente, a fábrica de Aracruz vai abastecer a unidade de Cachoeiro de Itapemirim, antes suprida pela planta de Mucuri (BA). A medida reduz custos logísticos, emissões de gases e transporte de longas distâncias, aumentando a eficiência operacional da companhia.

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Segundo Luis Bueno, vice-presidente executivo de Bens de Consumo e Relações Corporativas da Suzano:

“A nova unidade demonstra nosso compromisso em investir na ampliação da presença no mercado brasileiro, atentos às mudanças de consumo e oportunidades de entregar mais qualidade e eficiência aos clientes.”

Investimento estratégico com apoio do governo estadual

O projeto de Aracruz foi viabilizado pelo uso de créditos de ICMS de exportações, medida aprovada pelo Governo do Espírito Santo, que fortalece a verticalização da produção industrial local e atrai novos investimentos.

O vice-governador Ricardo Ferraço destacou que a iniciativa contribui para geração de empregos qualificados e maior remuneração para trabalhadores, ao mesmo tempo em que amplia a competitividade regional.

Impacto social e econômico

A construção da unidade gerou cerca de 660 empregos temporários, e para operação foram realizadas 214 contratações diretas e indiretas, sendo 73% de profissionais capixabas e 48% de comunidades locais. Em parceria com o Senai de Aracruz, a Suzano ofereceu 1.496 horas de capacitação para 46 profissionais.

Com a inauguração, a empresa conclui um ciclo de investimentos superior a R$ 1,1 bilhão no Espírito Santo, incluindo a substituição da caldeira de biomassa do parque industrial de Aracruz, que contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

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Expansão consolida estratégia de mercado

Segundo Claudinei Matos, diretor de Operações Industriais de Bens de Consumo da Suzano:

“É um novo capítulo em Aracruz. Há quase 50 anos produzimos celulose no estado, e agora ampliamos nossa capacidade operacional, fortalecendo a logística entre nossas plantas e garantindo entrega rápida e consistente aos clientes.”

Com a nova fábrica, a Suzano eleva sua capacidade instalada em papel tissue para 340 mil toneladas anuais, garantindo produtos de alta qualidade, maior disponibilidade e proximidade com o consumidor final, consolidando sua estratégia de transformar celulose em soluções para o dia a dia das pessoas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne bovina entra em ciclo de valorização com demanda global aquecida e oferta restrita

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Mercado da carne bovina registra valorização sustentada no Brasil

O mercado da carne bovina no Brasil atravessa um ciclo consistente de valorização, sustentado principalmente pelo crescimento da demanda interna e internacional. A análise foi apresentada pelo consultor da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, durante fórum realizado pela Nacional Hereford e Braford, em Esteio (RS).

Segundo o especialista, o movimento de alta observado desde 2024 na arroba do boi gordo está diretamente ligado ao consumo e não à restrição de oferta. O cenário indica que toda a cadeia produtiva vem sendo impactada positivamente, com reflexos na rentabilidade do produtor e também nos preços ao consumidor final.

Demanda global fortalece exportações brasileiras

No mercado internacional, o ambiente segue favorável para o Brasil. Países como China, Estados Unidos e México ampliaram suas compras de carne bovina brasileira, enquanto novos mercados continuam em processo de abertura comercial.

Ao mesmo tempo, grandes concorrentes globais enfrentam redução de rebanhos. Nos Estados Unidos, por exemplo, o efetivo bovino está em um dos menores níveis das últimas décadas, o que transforma o país em importador líquido.

Atualmente, cerca de 35% da produção nacional de carne bovina é destinada ao mercado externo, reforçando o papel estratégico do Brasil como fornecedor global.

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Consumo interno cresce com melhora da renda

No mercado doméstico, o consumo também apresenta recuperação. De acordo com o analista, fatores econômicos como a redução do desemprego e o aumento da renda média têm ampliado o poder de compra da população.

Esse movimento tem impulsionado a demanda por produtos de maior valor agregado, fortalecendo cortes premium e carnes certificadas.

“Com mais renda, o consumidor passa a buscar produtos de maior qualidade”, destacou Fabbri.

Carne certificada ganha espaço e valor agregado

O avanço da carne de qualidade também foi destacado pelo diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg. Segundo ele, o setor já observa valorização consistente em sistemas produtivos diferenciados.

Remates recentes ligados à associação registraram aumento médio próximo de 20% em comparação ao ano anterior, refletindo maior valorização de animais com padrão superior.

Entre os principais critérios valorizados pelo mercado estão rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

Consumidor mais exigente redefine o mercado

A mudança no comportamento do consumidor tem sido um dos principais motores da transformação do setor. A decisão de compra, segundo especialistas, deixa de ser baseada apenas em preço e passa a considerar confiança e origem do produto.

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Esse movimento fortalece cadeias produtivas estruturadas e sistemas de certificação, que garantem maior padronização e qualidade da carne ofertada ao mercado.

Perspectivas para 2026 são de mercado firme

As projeções apresentadas durante o fórum indicam manutenção de um cenário positivo para 2026. A expectativa é de continuidade da valorização da carne bovina, sustentada pela combinação entre demanda aquecida e oferta global mais ajustada.

Embora o ritmo de alta possa ser moderado, o setor deve seguir com preços firmes ao longo da cadeia produtiva.

Cadeia da carne debate desafios e oportunidades

O evento reuniu representantes de diferentes elos da cadeia produtiva para discutir tendências e desafios do setor. Participaram especialistas, dirigentes de associações, representantes de frigoríficos e produtores, reforçando a importância da integração entre os segmentos.

O debate destacou a consolidação da carne bovina brasileira como produto competitivo no mercado global, com espaço crescente para diferenciação e valorização de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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