RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Preço do feijão dispara com oferta restrita e atraso da safra no Paraná; mercado segue em alta

Publicados

AGRONEGÓCIO

O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com forte sustentação nos preços, refletindo a combinação entre oferta limitada, atraso da segunda safra no Paraná e dificuldades crescentes para reposição de mercadorias. O cenário mantém o feijão carioca em trajetória de valorização, enquanto o feijão preto começa a apresentar reação gradual no mercado interno.

Segundo análise de Safras & Mercado, a entressafra e os problemas climáticos seguem pressionando a disponibilidade de produto de melhor qualidade, principalmente em importantes regiões produtoras do país.

Feijão carioca mantém viés altista

O feijão carioca segue operando em ambiente de firmeza, com baixa disponibilidade de lotes e negociações bastante seletivas. Ao longo da semana, diversas sessões da bolsa registraram pouca movimentação devido à escassez de mercadorias disponíveis e à retração momentânea de compradores.

Mesmo com desaceleração no varejo e menor atuação das grandes empacotadoras, os preços continuaram avançando, especialmente para os lotes de padrão superior.

No interior de São Paulo e no Triângulo Mineiro, as indicações para feijão nota 9 ou superior chegaram a R$ 415 por saca. Já no Noroeste de Minas Gerais, os negócios ficaram próximos ou acima de R$ 400 por saca.

No Sul do Paraná, apesar de ajustes pontuais, as referências permaneceram elevadas, alcançando até R$ 360 por saca.

Leia Também:  Mercado lácteo em Goiás registra nova queda de preços e recuo de 5,9% em novembro

Os feijões comerciais e intermediários também acompanharam o movimento de valorização. No interior paulista, os preços chegaram a R$ 377 por saca, enquanto Mato Grosso manteve sequência de altas, com cotações entre R$ 343 e R$ 345 por saca.

Atraso da safra no Paraná preocupa mercado

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o atraso da segunda safra paranaense. O avanço da colheita segue limitado, próximo de 10% da área, mantendo o mercado dependente de volumes pontuais.

Além da lentidão na colheita, o excesso de chuvas no Paraná amplia os riscos de perda de qualidade, escurecimento dos grãos e problemas fitossanitários, justamente em um momento de forte demanda por feijões de melhor padrão.

Com produtores comercializando de forma cautelosa e compradores trabalhando com estoques reduzidos, o mercado segue ajustado, favorecendo a manutenção dos preços elevados no curto prazo.

Feijão preto busca recuperação gradual

O mercado do feijão preto também encerrou a semana em movimento de recuperação, impulsionado principalmente pela forte valorização do carioca.

A diferença de preços entre as duas variedades começa a estimular substituição parcial em alguns canais de consumo, favorecendo melhora gradual no ambiente de comercialização.

Leia Também:  Reforma Tributária: especialistas alertam que próximos 7 anos serão decisivos para o agronegócio brasileiro

No interior paulista, as indicações para feijão preto extra Tipo 1 já atingem R$ 206 por saca. No Sul do Paraná, as referências buscam R$ 180 por saca, enquanto no Noroeste Mineiro os preços giram próximos de R$ 190 por saca.

Apesar da reação, a liquidez ainda permanece limitada, sem compras agressivas ou formação relevante de estoques por parte dos compradores.

Safra gaúcha entra no radar

O mercado também acompanha o avanço da segunda safra no Rio Grande do Sul. Dados da Emater-RS indicam que mais de 20% das áreas já foram colhidas, com potencial produtivo considerado satisfatório na maior parte das lavouras.

As condições climáticas têm favorecido o enchimento dos grãos e a formação das vagens, embora o aumento da umidade e a queda das temperaturas elevem o risco de doenças fúngicas nas lavouras.

Dessa forma, o setor segue dividido entre a expectativa de maior oferta nas próximas semanas e a sustentação provocada pela valorização acelerada do feijão carioca, que continua sendo o principal vetor de alta do mercado brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Preço do trigo segue firme no Brasil com baixa oferta e incertezas sobre cereal argentino

Publicados

em

Por

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com preços firmes e ritmo lento de negociações. A combinação entre oferta restrita no mercado interno e as incertezas envolvendo a disponibilidade e a qualidade do trigo argentino continua sustentando as cotações no país.

Segundo o consultor e analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, os negócios seguem pontuais, com os moinhos atuando de maneira cautelosa na recomposição de estoques.

“O mercado continua bastante seletivo. Os moinhos buscam apenas reposições pontuais, evitando alongar as compras diante do atual cenário”, avaliou o especialista.

Oferta reduzida fortalece preços no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional do cereal, os preços permaneceram sustentados ao redor de R$ 1.300 por tonelada no FOB interior.

Em determinados momentos da semana, as pedidas chegaram a variar entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada, refletindo a baixa disponibilidade de trigo no mercado interno.

Segundo Bento, a restrição de oferta tem fortalecido a posição dos produtores nas negociações.

“Existe pouca oferta disponível, e isso acaba dando mais poder ao produtor para sustentar preços mais elevados”, destacou.

Mercado do trigo no Paraná também registra baixa liquidez

No Paraná, o mercado também operou de forma travada ao longo da semana.

As indicações para o trigo ficaram próximas de R$ 1.400 por tonelada no CIF moinho, enquanto nos Campos Gerais os preços FOB interior giraram em torno de R$ 1.350 por tonelada.

Já no norte paranaense, as referências se aproximaram de R$ 1.400 por tonelada.

Apesar disso, agentes do mercado avaliam que negócios com maior fluidez poderiam ocorrer em níveis próximos de R$ 1.450 por tonelada CIF moinho.

Leia Também:  Goiás lidera produtividade do agronegócio brasileiro com soja rendendo quase 4 toneladas por hectare
Falta de trigo argentino de qualidade pressiona indústria brasileira

Um dos principais fatores de sustentação do mercado doméstico continua sendo a dificuldade de acesso ao trigo argentino com qualidade adequada para produção de farinha panificável.

De acordo com Safras & Mercado, a oferta de trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% permanece limitada, cenário que tem levado moinhos brasileiros a buscar alternativas no mercado internacional.

Entre elas, ganha espaço o trigo hard dos Estados Unidos, embora os custos sejam significativamente mais elevados.

As indicações nominais do trigo argentino de maior qualidade ficaram próximas de US$ 250 por tonelada nos portos de origem.

Já o trigo norte-americano encerrou a semana ao redor de US$ 299 por tonelada, além de apresentar custos logísticos superiores, o que aumenta a pressão sobre a indústria moageira brasileira.

Plantio do trigo avança no Paraná, aponta Deral

O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que o plantio da safra 2025/26 de trigo no Paraná avançou para 17% da área prevista.

Na semana anterior, os trabalhos atingiam apenas 5% da área cultivada.

Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira (5), as lavouras apresentam 100% em boas condições.

Atualmente, as áreas implantadas estão distribuídas entre:

  • germinação: 79%;
  • crescimento vegetativo: 21%.
Produção de trigo no Paraná deve cair 15%

Para a temporada 2025/26, o Deral projeta produção de 2,436 milhões de toneladas no Paraná, representando queda de 15% em relação às 2,863 milhões de toneladas colhidas na safra anterior.

A retração também deve atingir a área cultivada, estimada em 746 mil hectares, volume 10% inferior aos 826,4 mil hectares registrados em 2024/25.

Leia Também:  Reforma Tributária: especialistas alertam que próximos 7 anos serão decisivos para o agronegócio brasileiro

A produtividade média foi projetada em 3.266 quilos por hectare, abaixo dos 3.473 quilos por hectare obtidos anteriormente.

Produtores gaúchos demonstram cautela para safra 2026

No Rio Grande do Sul, a cultura do trigo ainda se encontra em período de entressafra, conforme relatório semanal divulgado pela Emater-RS.

A semeadura ainda não começou, e os produtores seguem focados no planejamento da próxima safra.

Segundo o relatório, a tendência é de redução da área cultivada no estado, influenciada principalmente pelo aumento dos custos de produção e pelos riscos climáticos.

Entre os fatores econômicos apontados pelos triticultores estão:

  • alta nos preços dos fertilizantes;
  • aumento dos custos com operações mecanizadas;
  • maior cautela na contratação de crédito rural;
  • dificuldades relacionadas ao seguro agrícola.
Clima preocupa produtores de trigo no Sul do Brasil

Além das questões econômicas, os produtores também acompanham com atenção os prognósticos climáticos para o inverno e a primavera de 2026.

De acordo com a Emater-RS, a previsão de maior frequência de chuvas ao longo do ciclo aumenta os riscos para fases sensíveis da cultura, como florescimento e enchimento de grãos.

Diante desse cenário, muitos produtores têm adotado estratégias mais conservadoras, incluindo:

  • redução do investimento tecnológico;
  • diminuição do uso de insumos;
  • substituição parcial do trigo por culturas alternativas de inverno.

Com oferta limitada, incertezas climáticas e dificuldades no mercado internacional, o trigo segue sustentado no Brasil, enquanto produtores e indústrias acompanham de perto os desdobramentos da próxima safra no Mercosul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA