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Safra 2025/26 avança com bom desenvolvimento, apesar de irregularidade climática no Brasil

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As lavouras brasileiras seguem com bom desenvolvimento na safra 2025/26, mesmo diante de contrastes climáticos registrados em diferentes regiões do país. É o que aponta o Boletim de Monitoramento Agrícola divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Índices de vegetação indicam desempenho acima da média

De acordo com a Conab, os gráficos do Índice de Vegetação (IV) das principais regiões produtoras de soja e milho segunda safra indicam condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras na maior parte do país.

O resultado positivo ocorre mesmo com a distribuição irregular das chuvas ao longo do período analisado, entre 1º e 21 de março.

Chuvas intensas no Centro-Norte beneficiam lavouras, mas atrasam colheita

Os maiores volumes de chuva foram registrados na região Centro-Norte.

  • As precipitações favoreceram o desenvolvimento das culturas de primeira e segunda safra
  • Por outro lado, causaram restrições pontuais na colheita da soja em algumas áreas
Região Norte mantém boas condições de umidade

Na maior parte da região Norte, as chuvas foram regulares e bem distribuídas.

Apesar de volumes abaixo da média em algumas localidades, o armazenamento hídrico no solo permaneceu estável, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras.

  • No Pará e no Tocantins, houve impactos pontuais do excesso de chuvas na colheita da soja
  • Em Roraima, a ausência de precipitações foi considerada normal para o período
  • Nordeste tem irregularidade de chuvas e restrição hídrica
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No Nordeste, os maiores volumes de chuva ocorreram no início de março, beneficiando áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará.

Entretanto, no semiárido, a irregularidade das precipitações mantém baixos níveis de umidade no solo.

  • Em parte da Bahia, a combinação de chuvas irregulares e altas temperaturas provocou restrição hídrica
  • A situação dificultou o avanço da semeadura do milho e feijão segunda safra no sertão
Região Sul enfrenta baixa umidade no solo

No Sul do país, as chuvas foram irregulares e com baixos acumulados durante o período analisado.

Essa condição resultou em armazenamento hídrico insuficiente para o desenvolvimento das lavouras:

  • Milho segunda safra no Paraná
  • Soja em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul
  • Centro-Oeste registra chuvas frequentes e impactos pontuais

Principal região produtora de grãos do país, o Centro-Oeste apresentou chuvas frequentes em áreas de Mato Grosso e Goiás, o que causou atrasos pontuais na colheita da soja.

Já em Mato Grosso do Sul, os volumes mais expressivos ocorreram na segunda semana de março e contribuíram para a recuperação da umidade do solo no sudoeste do estado, beneficiando áreas de milho segunda safra que enfrentavam restrição hídrica.

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Sudeste tem bons volumes de chuva e recuperação das lavouras

Na região Sudeste, foram registrados bons volumes de chuva ao longo de março.

  • Na segunda semana, as precipitações atingiram o estado de São Paulo, parte de Minas Gerais e o Rio de Janeiro
  • Na terceira semana, as chuvas se intensificaram em Minas Gerais e no Espírito Santo, acumulando volumes significativos

Essas condições favoreceram o desenvolvimento das lavouras na região.

O cenário geral apontado pela Conab indica uma safra com bom potencial produtivo, embora ainda sujeita aos efeitos da irregularidade climática em diferentes regiões do país.

Boletim de Monitoramento Agrícola

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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CMN libera crédito de capital de giro para cooperativas de leite no Pronaf e reforça apoio à agricultura familiar

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CMN autoriza crédito emergencial para cooperativas de leite

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a liberação de uma linha de crédito para capital de giro destinada a cooperativas da agricultura familiar que atuam na produção e processamento de leite.

A medida inclui, de forma temporária, essas cooperativas na modalidade de agroindústria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), permitindo o acesso a recursos para enfrentar dificuldades financeiras no curto prazo.

Objetivo é manter operações e evitar impactos no campo

Segundo o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca garantir a continuidade das operações dessas cooperativas, consideradas estratégicas para o funcionamento da cadeia leiteira.

Sem o apoio financeiro, o setor poderia enfrentar:

  • Atrasos no pagamento aos produtores
  • Redução da captação e processamento de leite
  • Interrupções nas atividades industriais
  • Perda de empregos no meio rural
Cooperativas têm papel central na renda da agricultura familiar

As cooperativas beneficiadas pela medida desempenham funções essenciais na economia rural, como:

  • Compra da produção de pequenos agricultores
  • Processamento de leite e derivados
  • Geração de renda para famílias no campo
  • Sustentação de economias locais
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Quem pode acessar a nova linha de crédito

A linha é destinada a cooperativas que:

  • Participam do Pronaf Agroindústria
  • Comprovem dificuldades financeiras de curto prazo em 2026

Estejam vinculadas a programas de gestão e fortalecimento da agricultura familiar, como os do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Os financiamentos poderão ser contratados em uma ou mais instituições financeiras.

Condições de financiamento: juros, prazos e limites

A linha de crédito apresenta condições específicas para facilitar o acesso e garantir fôlego financeiro às cooperativas:

  • Prazo total: até 6 anos para pagamento
  • Carência: até 1 ano
  • Taxa de juros: 8% ao ano
  • Limite por cooperativa: até R$ 40 milhões
  • Limite por cooperado: até R$ 90 mil
  • Prazo para contratação vai até junho de 2026

A autorização para acesso à linha de capital de giro é temporária. As cooperativas poderão contratar os financiamentos até 30 de junho de 2026.

Impactos esperados no setor leiteiro

Com o reforço de caixa, a expectativa do governo é:

  • Garantir a continuidade da compra de leite dos produtores
  • Evitar interrupções nas operações industriais
  • Preservar empregos no interior
  • Manter o abastecimento de alimentos
  • Sustentar a renda de famílias da agricultura familiar
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A decisão do CMN reforça o papel do crédito rural como instrumento estratégico para estabilizar cadeias produtivas essenciais, como a do leite, assegurando a continuidade das atividades e reduzindo os impactos de curto prazo sobre produtores e cooperativas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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