POLÍTICA NACIONAL
Comenda Missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren é entregue a líderes religiosos e sociais
POLÍTICA NACIONAL
Em sessão solene, o Senado entregou nesta terça-feira (11) a Comenda Missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, que presta reconhecimento a personalidades e instituições de destaque em ações religiosas, sociais e filantrópicas.
Seis agraciados foram reconhecidos no Plenário pela contribuição ao país:
- o pastor Carlos Natalino Brito de Andrade, da Igreja Assembleia de Deus em Bragança, no Pará;
- o pastor Flávio Henrique de Oliveira, presidente da Igreja Adventista de Alagoas;
- o Lar Davis, da cidade de Aquiraz, no Ceará;
- o bispo primaz das Assembleias de Deus Ministério de Madureira, Dr. Manoel Ferreira, do Rio de Janeiro;
- o pastor Flávio de Castro Marinho, presidente da Convenção Evangélica das Assembleias de Deus do Estado do Rio de Janeiro;
- o reitor do Santuário do Cristo Redentor, padre Omar Raposo, do Rio de Janeiro.
Participaram da sessão especial as senadoras Eliziane Gama (PSD-MA), Damares Alves (Republicanos-DF), Dra. Eudócia (PL-AL) e Leila Barros (PDT-DF), além dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
— Estamos muito felizes porque o Brasil tem grandes homens, grandes mulheres e instituições que fazem a diferença na vida das pessoas. O Senado parou hoje para agradecer às religiões e instituições filantrópicas que chegam aonde o Estado não chega e cuidam da nação de um jeito tão peculiar — afirmou a senadora Damares Alves, que presidiu a sessão.
“Papel essencial”
Autora da proposta que criou a comenda em 2023, Eliziane Gama destacou a importância do reconhecimento a alguns dos pioneiros da fé evangélica no Brasil.
— Quando idealizamos essa medalha, lembramos de Daniel Berg e Gunnar Vingren, que iniciaram uma história do Evangelho com muita luta e dedicação. Eles abriram caminho para tantas outras pessoas e igrejas que hoje cumprem papel essencial nas comunidades — afirmou, referindo-se aos missionários suecos que fundaram a Assembleia de Deus no Brasil, em 1911.
Dra. Eudócia enfatizou o significado da homenagem.
— Esta honraria está entre as mais importantes para quem tem a missão de evangelizar e levar os ensinamentos de Jesus Cristo pelo país — declarou.
Para Leila Barros, a Comenda entregue pelo Senado reforça o papel das igrejas como agentes de acolhimento.
— Falar de fé é falar de algo que une todas as crenças. As igrejas cuidam das pessoas, muitas vezes onde o Estado não chega, para promover cidadania e amparo aos mais vulneráveis — declarou.
Já Eduardo Girão destacou o caráter plural da cerimônia.
— Fico feliz por ver este Plenário cheio de gente do bem, de diferentes religiões, que promovem a cultura da paz, da caridade e da harmonia. É a união da fé que nos fortalece como nação — disse.
A comenda
Criada em 2023 por meio do projeto de resolução (PRS 2/2023), a Comenda Missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren reconhece pessoas e instituições com atuação de destaque em causas religiosas, sociais e filantrópicas.
A honraria leva o nome dos missionários suecos que chegaram ao Brasil em 1910 e fundaram no ano seguinte, em Belém do Pará, a igreja Assembleia de Deus, hoje apontada como a maior denominação evangélica do país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Especialistas defendem visão integral e novos avanços nos dez anos do Marco Legal da Primeira Infância
Em debate na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (12), gestores e parlamentares defenderam que as políticas para crianças de 0 a 6 anos devem ser integradas, unindo saúde, educação e assistência social.
A audiência pública foi promovida em conjunto por duas comissões: a de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família e a de Saúde, e marcou os dez anos do Marco Legal da Primeira Infância, legislação que estabelece princípios para a proteção e o desenvolvimento das crianças pequenas.
Os debatedores destacaram que a primeira infância é uma “janela de oportunidades” devido à capacidade de a criança aprender e responder a estímulos.
“Os aprendizados estão mais facilitados, o que é um alerta para a importância de investimentos nessa fase da vida”, observou a diretora de Gestão do Cuidado Integral do Ministério da Saúde, Karina Wengerkievicz. “O que a gente investe na primeira infância repercute no curso da vida dessa pessoa, da comunidade, da família.”
Ações dos ministérios
Representantes do governo federal apresentaram avanços na consolidação da lei.
Na área da assistência, o coordenador de Programas Intersetoriais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Ikaro Flávio de Freitas, ressaltou o reordenamento do programa Criança Feliz e o adicional do Bolsa Família para a primeira infância como formas essenciais de proteção. “A atenção à primeira infância é segurança de proteção social e de convívio familiar”, afirmou.
Na Educação, o subsecretário da Política Nacional Integrada da Primeira Infância Alexsandro do Nascimento Santos informou que o ministério está organizando as filas de creches no país por meio de uma plataforma digital, após identificar 600 mil crianças aguardando vagas. “Para proteger, o Estado precisa assegurar que os serviços conversem entre si”, defendeu.
Já o Ministério da Saúde trabalha na redução da mortalidade infantil e no fortalecimento da atenção primária e da vacinação.

Desafios
Apesar dos progressos, os dados apresentados por Verônica Teixeira Glória, analista da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, revelam que 63,2% das crianças brasileiras de 0 a 6 anos, ou mais de 11 milhões de crianças, vivem em famílias de baixa renda. “A primeira infância brasileira é pobre. Estamos falando de famílias que necessitam de muita atuação do poder público”, alertou.
Verônica ainda trouxe um dado sobre a segurança das crianças: 70% dos casos de violência sexual contra essa faixa etária ocorrem dentro de casa.
Sugestões
O deputado Osmar Terra (PL-RS), autor do Marco Legal, defendeu a ampliação das visitas domiciliares como ferramenta para identificar invisibilidades. “Não tem outra maneira de chegar à família mais pobre se não for indo à casa dela”, sugeriu. “Indo à casa, você vê a violência doméstica, a miséria e a falta de alimentos”, listou.
Já a deputada Amanda Gentil (PP-MA) propôs que a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1 seja encarada como uma pauta de cuidado infantil.
“Quando a gente traz uma perspectiva de mais tempo de convívio com a primeira infância, com as nossas crianças e adolescentes, a gente coloca a família presente todos os dias, com mais disposição, ajudando no desenvolvimento das nossas crianças”, argumentou Amanda.
Os participantes da audiência defenderam ainda um orçamento estável, a fim de transformar as ações de governo em estratégias permanentes de Estado.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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