POLÍTICA NACIONAL
CSP debate medidas de segurança contra violência escolar nesta quarta
POLÍTICA NACIONAL
A Comissão de Segurança Pública (CSP) realiza audiência pública na quarta-feira (13), às 14h30, para discutir o projeto que institui diretrizes de segurança contra a violência em escolas. A proposta (PL 5.671/2023) estabelece ações obrigatórias para unidades de ensino públicas e privadas e altera a lei que trata sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública (Lei 13.756, de 2018), para garantir financiamento específico às medidas previstas.
A reunião atende a requerimento (REQ 14/2025 – CSP) do senador Efraim Filho (União-PB). Segundo o parlamentar, o debate busca reunir especialistas e representantes das forças de segurança para aprimorar o texto, considerando a complexidade do tema. O projeto prevê ações como a instalação de câmeras de videovigilância e “botões do pânico”, além do treinamento de pessoal e a criação de planos de prevenção a incidentes com múltiplas vítimas.
“É fundamental estipular padrões de resposta e de preparação da comunidade escolar, já que a janela de ação nesses casos costuma ser de cerca de cinco minutos. O objetivo é fortalecer uma cultura de proteção e evitar o chamado efeito copycat, quando novos ataques são inspirados em casos anteriores”, explica Efraim na justificativa do requerimento.
Foram convidados para a audiência:
- Presidente da Associação Brasileira de Resposta à Violência Escolar (Abrevesc), Fernanda Barros;
- Diretora de Comunicação da ASIS Capítulo São Paulo, Ana Flávia Bello;
- Pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da USP (CEPED-SP), Elaine Alves;
- Gerente sênior de Segurança da Avenues: The World School, Rodrigo Zuh;
- Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Guilherme Boldrini;
- Agente da Polícia Federal e integrante do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), Igor Cavalcante;
- Representante do coronel Carlos Olimpio Menestrina, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Roberto Lúcio Corrêa Bueno.
Vinícius Gonçalves, sob supervisão de Rodrigo Baptista
Como participarO evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis. |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Grupo de trabalho apresenta nesta terça-feira relatório sobre crimes motivados por misoginia
O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados sobre crimes motivados por misoginia (ódio ou aversão às mulheres) reúne-se, nesta terça-feira (16), para a apresentação e votação do relatório final.
A reunião será realizada às 17 horas, em plenário a ser definido.
O colegiado analisa o Projeto de Lei 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo, tornando a prática inafiançável e imprescritível.
A coordenadora do grupo, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), afirma que o objetivo é aperfeiçoar o texto para evitar interpretações equivocadas e enfrentar práticas que podem estar associadas a crimes mais graves contra as mulheres.
Uma das mudanças sugeridas por Tabata Amaral é a punição de grupos que disseminem ódio contra mulheres na internet.
“Uma das atualizações que estou propondo em relação ao projeto do Senado é olhar para a questão da monetização, da articulação em grupos de ódio em rede, mas também a questão da influência. Está muito claro para a gente que o ódio às mulheres é uma forma que muitos influenciadores encontraram de atrair a atenção para vender seus cursos. E isso é ainda mais grave”, disse.
Na versão apresentada pela deputada, quem induzir ou incitar a misoginia em ambiente virtual poderá receber pena de um a três anos de prisão, além de multa. Se houver intenção de obter vantagem econômica, a pena será aumentada. A proposta também prevê a suspensão da conta utilizada para cometer o crime.
Da Redação/AC
Fonte: Câmara dos Deputados
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