RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Deputados destacam importância de Agenda Transversal para Crianças e Adolescentes

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

Em 2024, o governo federal destinou R$ 262 bilhões a políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes. Pela primeira vez, o país tem um instrumento de controle orçamentário que mostra quanto cada ministério aplica em ações para menores de 18 anos. O Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 criou a Agenda Transversal para Crianças e Adolescentes, responsável por esse acompanhamento.

A pedido da deputada Ana Paula Lima (PT-SC), a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados promoveu reunião com representantes do governo e de entidades da área da infância para discutir o tema. Para a deputada, acompanhar em detalhes a execução do orçamento voltado à infância e à adolescência é essencial para garantir o controle social e parlamentar das políticas públicas.

O secretário da Primeira Infância, Infância, Adolescência e Juventude da Câmara, deputado José Airton Félix Cirilo (PT-CE), afirmou que a agenda representa compromisso, responsabilidade e esperança.

“A Agenda Transversal do PPA é um avanço importante na forma de planejar e acompanhar políticas públicas para crianças e adolescentes. Ela integra ações de diferentes ministérios, evita a fragmentação e garante que cada investimento gere impacto direto na vida da população. Mas, para que funcione, é essencial monitorar com transparência a execução orçamentária, avaliar resultados e estimular a participação social”, disse.

Leia Também:  Motta elogia aprovação de projeto que exige pagamento de piso a professor com contrato temporário

A subsecretária de Temas Transversais da Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento e Orçamento, Elaine de Melo Xavier, explicou que, desde 2024, a Agenda Transversal permite acompanhar detalhadamente a execução orçamentária dos órgãos federais.

Segundo Elaine Xavier, dos R$ 262 bilhões voltados a crianças e adolescentes, 59% foram aplicados pelos ministérios do Desenvolvimento Social, da Educação e da Saúde. Ela destacou que, diferentemente de outras dotações orçamentárias, os recursos destinados a esse público tiveram execução de 98,8% em 2024.

Mais pobres
A técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Enid Rocha, ressaltou a importância de acompanhar a execução orçamentária para garantir os direitos das pessoas menores de 18 anos.

Segundo a pesquisadora, o Brasil tem 49 milhões de crianças e adolescentes, cerca de um quarto da população. Mais da metade (59%) vive entre os 40% mais pobres do país.

“São 29,5 milhões de crianças que enfrentam diversas privações. Essa pobreza tende a persistir, mesmo com a redução do número de crianças e adolescentes”, afirmou.

Leia Também:  Teresa Leitão destaca denúncias de exploração infantil nas redes sociais

De acordo com Enid Rocha, em 2050 o Brasil terá 36 milhões de crianças e jovens, 13 milhões a menos que hoje.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova projeto que permite o afastamento imediato de agressores de crianças

Publicados

em

Por

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 747/25, do deputado Fabio Costa (PP-AL), que permite ao delegado de polícia determinar o afastamento imediato de agressores do convívio com crianças e adolescentes em situação de risco e proibir a aproximação da vítima.

Se não houver delegado na delegacia no momento do registro da ocorrência, o policial presente poderá tomar a decisão. Em qualquer caso, a medida deverá ser analisada por um juiz em até 24 horas.

Rapidez
A proposta altera a Lei Henry Borel para garantir respostas mais rápidas em contextos de violência doméstica e familiar. Hoje, a lei permite que a polícia tome essa decisão apenas quando o município não é sede de comarca (local onde há juiz).

A relatora, deputada Delegada Adriana Accorsi (PT-GO), afirmou que a mudança busca interromper o ciclo de violência logo nas primeiras horas de atendimento.

“A iniciativa aprimora a Lei Henry Borel, nos moldes do que já se observa na Lei Maria da Penha, ao admitir medidas urgentes pela polícia, com apreciação judicial subsequente”, comparou.

Leia Também:  Marcos do Val quer debate sobre denúncias contra planos de saúde

Segundo a deputada, a medida amplia a proteção em locais com menor presença de juízes, pois permite a concessão independentemente de o município ser sede de comarca.

Modificação
A relatora alterou o texto original para reforçar a segurança das vítimas. A mudança estabelece que, se a polícia não conceder a medida, o juiz e o Ministério Público deverão ser comunicados em 24 horas para reavaliar o caso.

“No caso de uma avaliação precipitada da polícia local, o direito de acesso a medidas protetivas será garantido”, afirmou Adriana Accorsi.

O projeto também prevê capacitação dos agentes de segurança pública, desde o registro da ocorrência até a concessão da medida.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e já foi aprovada também pela Comissão de Segurança Pública. O texto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, sancionado pela presidência da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Natalia Doederlein

Leia Também:  CRE vota acordo de defesa com Eslovênia e convenção sobre destroços marítimos

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA