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Afonso Fernandes pede esclarecimentos sobre desaparecimento de documentos do caso Edmundo Pinto

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Durante a sessão desta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes (Solidariedade) utilizou a tribuna para tratar de um tema que, segundo ele, caiu no esquecimento da história acreana: o assassinato do ex-governador Edmundo Pinto de Almeida Neto, ocorrido em 17 de maio de 1992, na cidade de São Paulo.

O parlamentar apresentou um requerimento à Mesa Diretora da Aleac solicitando que a Casa encaminhe pedido formal de informações à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo sobre o possível desaparecimento dos arquivos e inquéritos relacionados ao caso.

“Recentemente, eu vi pela imprensa que um órgão tentou buscar informações sobre o assassinato do ex-governador e não encontrou nenhum arquivo a respeito do assunto. É triste saber que, depois que se parte desta vida, não se tem mais nenhum tipo de valor. Não é possível que nenhuma informação ou documento tenha sido encontrado”, declarou o deputado.

Afonso Fernandes lembrou que o crime de Edmundo Pinto é um dos episódios mais marcantes da história política do Acre e lamentou que, passadas mais de três décadas, ainda persistam dúvidas sobre as circunstâncias da morte e a eventual perda ou extravio de dados relevantes para as investigações.

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“Nós, o povo acreano, não podemos ficar calados diante disso. Estamos falando de um acreano que se dedicou a este estado, que foi governador e que teve a vida ceifada de forma brutal. Pior ainda é o sumiço dos inquéritos e dos documentos sobre o caso. É inadmissível uma situação dessa, ainda mais considerando que, há trinta anos, São Paulo já trabalhava com tecnologia suficiente para preservar essas informações”, reforçou.

O deputado destacou ainda que a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) mantém relações de cooperação institucional com órgãos congêneres de outros estados, o que torna possível a solicitação formal de esclarecimentos.

Afonso encerrou sua fala pedindo o apoio dos colegas para aprovação do requerimento e reafirmando o compromisso de manter viva a memória de um dos momentos mais impactantes da história recente do Acre.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Comissão da Aleac para acompanhar investigações sobre desabamento da ponte em Sena Madureira alcança número de assinaturas e deve ser instalada na próxima semana

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deu mais um passo para acompanhar de perto as investigações sobre o desabamento da ponte Frei Paolino, em Sena Madureira. O requerimento que cria a comissão especial de representação alcançou as assinaturas necessárias e foi aprovado automaticamente após ser lido na abertura dos trabalhos desta quarta-feira (17).

Autor da proposta, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) informou que o apoio dos parlamentares superou o mínimo exigido pelo Regimento Interno da Casa. Segundo ele, o documento encerrou o dia de terça-feira com nove assinaturas e, ao longo desta quarta, recebeu novas adesões, totalizando 18 deputados favoráveis à criação da comissão.

“Ontem fechamos o dia com nove assinaturas e hoje houve uma movimentação positiva. Neste momento já temos 18 assinaturas e o requerimento acaba de ser lido na abertura dos trabalhos e, portanto, aprovado automaticamente, porque atingiu o limite mínimo, que seriam oito assinaturas, e temos dez a mais. Estamos trabalhando para que, na próxima terça-feira, na primeira sessão da semana, haja essa instalação e, com ela, já possamos definir um cronograma de trabalho”, destacou Edvaldo Magalhães.

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A próxima etapa será a instalação formal da comissão. Conforme prevê o Regimento Interno, caberá à Mesa Diretora indicar o presidente do colegiado, enquanto os demais integrantes serão escolhidos pelas bancadas parlamentares. O prazo para a instalação é de cinco dias úteis.

A comissão terá a missão de acompanhar os desdobramentos do caso, fiscalizar as informações relacionadas à obra e contribuir com os esclarecimentos à sociedade, em conjunto com os órgãos de controle e fiscalização.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior (União/Progressista), destacou que a criação da comissão demonstra o compromisso institucional do Parlamento com a transparência e com a busca por respostas para a população acreana.

“A Assembleia tem o dever de cumprir seu papel fiscalizador e contribuir para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. Essa é uma questão que mobiliza toda a sociedade e o Parlamento estará acompanhando de perto, com responsabilidade e serenidade, todo esse processo”, afirmou.

A criação da comissão recebeu apoio de parlamentares da base do governo e da oposição, evidenciando a união da Casa em torno do acompanhamento das investigações sobre um dos episódios que mais impactaram a população de Sena Madureira e de todo o Acre.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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