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Emerson Jarude critica pagamento de diárias em dólar para servidores que irão à COP-30: “Essa conta quem paga é o povo acreano”

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Durante a sessão desta terça-feira (7), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Emerson Jarude (Novo) usou a tribuna para criticar duramente o decreto publicado pelo Governo do Estado que autoriza o pagamento de diárias em dólar a servidores e representantes oficiais que irão participar da COP-30, conferência do clima que será realizada em Belém (PA) em 2025.

Com tom irônico e indignado, Jarude iniciou seu discurso questionando o critério adotado pelo governo estadual:

“Senhor Presidente, pode parecer boba essa pergunta, mas eu gostaria de saber onde é que fica Belém. Na Dinamarca? Na Finlândia? No Canadá? Onde é que fica Belém?”, questionou o deputado. “O Acre não é para amadores”, completou.

Segundo o parlamentar, o decreto que considera o território onde ocorrerá a COP-30 como “território internacional”, prevê o pagamento de diárias equivalentes às viagens internacionais, o que significa que as diárias serão pagas em dólar.

“A ONU considera o território da conferência como internacional, e o governo do Acre se baseou nisso para pagar as diárias em dólar. Levando em consideração o período da conferência, os ganhos podem chegar a até R$ 30 mil em uma única viagem”, denunciou Jarude.

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O deputado comparou a medida com a realidade enfrentada pelos trabalhadores acreanos, especialmente os que viajam para tratamento de saúde fora do estado (TFD).

“Quem viaja pelo TFD recebe R$ 40 por dia de auxílio. E o mesmo governo que chora para dar reajuste às categorias está agora aumentando consideravelmente seus gastos com diárias para a COP-30. Isso é um absurdo”, criticou.

Jarude afirmou ainda que o decreto demonstra falta de sensibilidade e responsabilidade com o dinheiro público, especialmente em um momento de dificuldades financeiras declaradas pelo próprio governo.

“Não sabemos quantos vão, quantos dias vão passar ou quanto isso vai custar, mas uma coisa é certa: essa conta, mais uma vez, quem vai pagar é o povo acreano”, enfatizou.

Encerrando o discurso, o parlamentar alfinetou o governador Gladson Cameli, sugerindo que ele também deverá participar do evento utilizando transporte de luxo.

“Se o governador for, certamente irá de jatinho também. É lamentável ver o governo gastar tanto enquanto falta recurso para as necessidades básicas da população”, concluiu Jarude.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Tanízio Sá manifesta preocupação com suspensão da estrada de Santa Rosa e reforça apoio às comunidades indígenas

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Durante a sessão desta quarta-feira (3), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB) fez um relato sobre a agenda realizada junto à presidente do Deracre, Sula Ximenes, para tratar da recuperação dos ramais em todo o estado e da situação da estrada que liga o município de Santa Rosa do Purus ao restante do Acre.

O parlamentar destacou o esforço do governo estadual para garantir a trafegabilidade nas áreas rurais, por meio de convênios com os municípios, cessão de maquinário e apoio logístico para a reabertura dos ramais. Segundo ele, a pauta também incluiu discussões sobre o projeto da estrada de Santa Rosa, considerada uma das obras mais aguardadas pela população da região.

Tanízio lamentou a suspensão do processo de licitação da estrada após questionamentos apresentados pelo Ministério Público Federal, que apontou a necessidade de novas audiências públicas e estudos complementares relacionados ao empreendimento.

Mesmo diante das novas exigências, o deputado afirmou que continuará defendendo a obra. Segundo ele, serão necessários cerca de R$ 28 milhões para atender todas as exigências impostas pelos órgãos de controle e viabilizar o projeto.

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“O governo colocou essa obra como prioridade. Estamos falando de brasileiros que vivem isolados e que precisam de condições mínimas de deslocamento, acesso à alimentação, combustível, medicamentos e serviços essenciais”, afirmou.

O emedebista demonstrou ainda preocupação com a possibilidade de agravamento do isolamento dos municípios mais distantes do estado, especialmente diante das dificuldades de navegação enfrentadas durante os períodos de estiagem severa.

De acordo com ele, localidades como Santa Rosa do Purus, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter continuam enfrentando grandes desafios de mobilidade, situação que impacta diretamente a qualidade de vida da população.

“Eu respeito o papel dos órgãos de fiscalização e de proteção ambiental, mas acredito que precisamos encontrar um equilíbrio entre a preservação e a garantia da dignidade das pessoas que vivem nessas regiões. A vida humana também precisa estar no centro desse debate”, ressaltou.

Defesa das comunidades indígenas

Durante o pronunciamento, Tanízio Sá também rebateu críticas relacionadas aos investimentos destinados às comunidades indígenas acreanas. O parlamentar destacou que tem destinado recursos para fortalecer a produção, a segurança alimentar e o transporte nas aldeias.

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Entre as ações mencionadas estão a destinação de R$ 100 mil para aquisição de pintos destinados à criação de aves em comunidades indígenas, além da entrega de kits de casa de farinha, recursos para compra de canoas de alumínio e a aquisição de duas embarcações avaliadas em aproximadamente R$ 300 mil.

“Os povos indígenas são cidadãos acreanos e brasileiros como qualquer outro. Tenho trabalhado para garantir melhorias e oportunidades para essas comunidades, assim como faço em todas as regiões que represento”, declarou.

Ao encerrar sua fala, o deputado reiterou a necessidade de manter o debate sobre a estrada de Santa Rosa nas próximas legislaturas e defendeu a união das bancadas estadual e federal para viabilizar os recursos necessários à execução do projeto, considerado estratégico para a integração e o desenvolvimento das regiões mais isoladas do Acre.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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