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PSD estuda expulsar prefeito, vice-prefeitos e vereadores eleitos pela sigla no AC por infidelidade partidária

Partido lançou abaixo-assinado para que filiados aprovem expulsão de políticos que foram ‘infiéis’ à candidatura de Petecão nas últimas eleições. Pelo menos 12 vereadores do PSD devem ser expulsos do partido.

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Partido estuda expulsar políticos da sigla com mandato que foram ‘infiéis’ à candidatura de Petecão nas últimas eleições — Foto: Reprodução

O Partido Social Democrático no Acre (PSD-AC) lançou um abaixo-assinado para decidir sobre a expulsão de políticos com mandatos pela sigla que foram ‘infiéis’ à candidatura de Sérgio Petecão ao governo do estado nas últimas eleições.

Conforme o partido, foram recebidas várias denúncias de suplentes, dirigentes partidários, filiados e aliados contra vereadores, prefeito e vice-prefeitos que estariam apoiando outras candidaturas, sobretudo, a reeleição de Gladson Cameli, ao invés do candidato ao cargo majoritário pelo PSD, Petecão, que é presidente estadual do partido.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral apontam que Sérgio Petecão recebeu 27.393 votos no último dia 2 de outubro e ficou em quarto lugar entre os candidatos ao governo do Acre, com 6,42% dos votos válidos. Gladson Cameli, do PP, foi reeleito governador do Acre para os próximos quatro anos.

Mais de 100 filiados já assinaram o documento demonstrando insatisfação pelo ato de infidelidade partidária e traição de alguns políticos e pedindo que a direção estadual do partido tome as providencias administrativas e judiciais cabíveis.

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Entre os políticos que podem ser expulsos do PSD estão:

  • Camilo Silva (Prefeito de Plácido de Castro);
  • Henrique Afonso (Vice-prefeito de Cruzeiro do Sul);
  • Raimundo Maranguape (Vice-prefeito de Tarauacá);
  • Elson José (Vice-prefeito de Feijó);
  • Ney Rabelo (Vice-prefeito de Senador Guiomard);
  • Entre 12 e 14 vereadores do partido com mandato que teriam agido com infidelidade partidária.

O prefeito de Plácido de Castro disse que não sabe nem o que dizer sobre a situação. “Uma turbulência. O cara antes de pleito eleitoral faz ameaças de expulsar, tomar o partido e depois vem cobrar fidelidade”, afirmou. O g1 também entrou em contato com os vices citados, mas não obteve resposta até última atualização desta reportagem.

Ainda segundo o partido, no caso do prefeito Camilo Silva, como se trata de um cargo majoritário, a lei não permite que ele perca o mandato. No entanto, o Conselho de Ética do PSD, além de analisar a possível expulsão dele, vai entrar na Justiça Eleitoral pedindo a perda do mandato. A mesma atitude vai ser tomada em relação aos demais políticos infiéis.

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“No caso dos vice-prefeitos, o partido indicou e eles também cometeram ato de infidelidade. Esses vão ser expulsos do partido e vamos pedir o mandato na Justiça. São dois processos, um interno, que é administrativo, e o outro na Justiça para perda do mandato. Além de 12 a 14 vereadores com mandato. A Comissão de Ética do PSD está analisando as provas”, afirmou Carlos Augusto Coelho, assessor direto de Sérgio Petecão.

Petecão afirmou que foi um pedido dos filiados, que ficaram revoltados com a infidelidade partidária e traições dos detentores de mandatos pelo PSD, mas que também se sentiu traído.

“Deu uma repercussão muito forte, porque a ideia é que a gente possa se organizar. Esse pessoal usa o dinheiro partidário, usa o tempo de televisão do partido e quando o partido precisa os caras traem”, reclamou.

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Edvaldo Magalhães propõe comissão da Aleac para acompanhar apuração sobre desabamento da ponte em Sena Madureira

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O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) defendeu, durante a sessão desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a criação de uma comissão de representação externa para acompanhar as investigações relacionadas ao desabamento da ponte Frei Paulino Baldassari em Sena Madureira.

Ao abordar o tema, o parlamentar destacou os impactos que a interrupção da travessia já provoca na rotina da população e na economia do município, especialmente para moradores e empreendedores do Segundo Distrito, que dependiam da estrutura para o deslocamento e para o desenvolvimento de suas atividades.

“O problema já começa a afetar o cotidiano das pessoas e a economia local. Muitos investiram acreditando no acesso proporcionado pela ponte”, observou.

Edvaldo Magalhães informou que apresentará um requerimento propondo a formação de uma comissão de representação externa da Aleac, instrumento previsto no Regimento Interno da Casa. Segundo ele, o objetivo é permitir que o Poder Legislativo acompanhe de perto o trabalho de apuração conduzido pelos órgãos de controle e pelas instituições responsáveis pelas perícias.

De acordo com a proposta, a comissão seria presidida por um integrante da Mesa Diretora e teria a missão de acompanhar as investigações realizadas pelo Ministério Público do Estado, Tribunal de Contas do Estado, Polícia Civil e, eventualmente, pela Polícia Federal.

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“O Parlamento precisa cumprir seu papel institucional e acompanhar todo esse processo para que os fatos sejam devidamente esclarecidos”, afirmou.

Durante o pronunciamento, o deputado levantou questionamentos sobre a execução da obra e defendeu que as diferenças entre o projeto original e a estrutura construída sejam analisadas com rigor. Para ele, é necessário esclarecer se houve redução de materiais e alterações que possam ter comprometido a segurança da ponte.

 Magalhães também chamou atenção para os custos da obra, que ultrapassaram R$ 45 milhões após aditivos contratuais, e afirmou que a sociedade acreana espera respostas sobre as causas do desabamento e a eventual responsabilização dos envolvidos.

Ao encerrar, o parlamentar reforçou a importância da participação da Assembleia Legislativa no acompanhamento do caso e disse que a população merece uma apuração transparente e completa.

“É preciso desvendar o que aconteceu nessa obra e garantir que toda a verdade venha à tona. Esse é o compromisso que devemos ter com a sociedade acreana”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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