Saúde
Lote com 11,7 mil doses da vacina contra covid-19 chega ao Acre
No total foram encaminhadas pelo Ministério da Saúde 11,7 mil doses, que serão distribuídas conforme a necessidade de cada município.
SAÚDE
Chegou a Rio Branco nesta segunda-feira, 9, mais um carregamento contendo lotes da vacina Pfizer, para reforço da imunização contra a covid de adultos entre 18 e 59 anos. No total foram encaminhadas pelo Ministério da Saúde 11,7 mil doses, que serão distribuídas conforme a necessidade de cada município.
Com quase dois anos de execução da campanha, mais de 290 mil pessoas ainda não se vacinaram sequer com uma das doses reforço indicadas para a prevenção da doença. Com o recebimento de novas doses, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) reitera a necessidade de se completar o esquema vacinal, comparecendo às unidades de saúde.
“Existe uma grande resistência da população em tomar as doses adicionais, em função da melhora no cenário da pandemia. Os percentuais de aplicação essenciais para manter a proteção contra o vírus não estão em patamares satisfatórios, o que pode contribuir para eventuais novas ondas da doença. Com o esquema vacinal em dia, conseguiremos manter os índices de internações e mortes em baixa. Temos vacinas, falta a conscientização das pessoas”, destaca a enfermeira Renata Quiles, do Plano Nacional de Imunização (PNI).

As vacinas estão disponíveis nos postos de saúde da capital e municípios do interior. Foto: Diego Gurgel/Secom
Quando tomar a dose de reforço
Seguindo a determinação do Ministério da Saúde (MS) e as novas atualizações do órgão federal, a dose de reforço passou a ser válida a toda população acima dos 5 anos que tenha completado o esquema primário (D1 + D2 ou DU) no intervalo de 4 meses.
Entretanto, para cada grupo há definições específicas, como a seguir:
– Idosos acima dos 60 anos: está definida a vacinação da dose de reforço, obedecendo o intervalo de quatro meses (120 dias) após complementação do esquema primário (D1 + D2 ou DU);
– População de 18 a 59 anos: após 4 meses da complementação do esquema primário (D1 + D2 ou DU);
– Trabalhadores da saúde: após 4 meses da complementação do esquema primário (D1 + D2 ou DU);
– Imunossuprimidos: a vacinação com a dose adicional se dá após 28 dias da complementação do esquema primário (D1 + D2);
– Vacinados com dose única (DU) da Janssen: a dose de reforço para esse esquema deverá ser de forma homóloga, ou seja, com mesmo imunizante da Janssen, segundo publicado pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB) na resolução nº222/2021.
Para idosos acima dos 60 anos, o intervalo é de 4 meses, bem como para população de 18 a 59 anos. Em caso de gestantes e puérperas que receberam a DU da Janssen, a dose de reforço será feita com a Pfizer.
E, caso o cidadão que tomou a DU da Janssen tenha recebido a dose de reforço anteriormente com outro imunizante, tem-se o esquema vacinal encerrado.
ACRE
Aleac recebe mães atípicas e convocará audiência pública para garantir terapias a crianças com transtornos e síndromes
Assessoria
Um grupo formado por mães atípicas se reuniu com o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Luiz Gonzaga, e o presidente da Comissão de Saúde da Aleac, deputado Adailton Cruz, na quinta-feira (5), para buscar amparo do Legislativo para evitar a suspensão do tratamento a centenas de crianças portadoras de autismo, síndromes e outros transtornos em Rio Branco.
As mães explicaram ao presidente da Aleac e da Comissão de Saúde que o Centro Especializado em Reabilitação (CER) foi descredenciado pelo Unimed/AC e a partir de 12 de setembro mais de 500 pessoas beneficiárias do plano de saúde ficarão sem tratamento, os quais dependem das terapias para seu desenvolvimento e qualidade de vida.
As mães pediram que a Aleac solicite uma audiência pública para debater com pais e mães, direção da Unimed, Ministério Público do Estado, Defensoria Pública, Secretaria de Saúde e outros órgãos competentes uma solução para a supensão das terapias.
A mãe Vanessa Machado conta que já tiveram uma reunião com o Ministério Público e pedem que a Aleac organize uma audiência pública para debater o tema.
“Pedimos uma audiência pública com os parlamentares, Ministério Público, Unimed e outros órgãos para buscarmos uma solução definitiva para não termos que acionar a Unimed na Justiça”, disse Vanessa.
O presidente da Aleac se colocou à disposição para intermediar juntamente com a Unimed e órgãos competentes uma solução para evitar a suspensão no tratamento dessas crianças. Gonzaga garantiu que a audiência pública será realizada para discutir o assunto.
“A Aleac sempre atendeu as pessoas que buscam essa casa de solução para seus problemas e com as mães atípicas não seria diferente. Recebemos todas aqui, ouvimos as reivindicações e decidimos, eu e o deputado Adailton, presidente da Comissão de Saúde, fazer a audiência Pública para trazer todos os entes para discutir o assunto e encontrar uma solução para manter o atendimentos a essas crianças”, disse.
De acordo com Cesária Edna, mãe de uma criança com síndrome rara e que há seis anos é atendida pela Clínica CER, somente a clínica tem profissionais capacitados para realizar a terapia do seu filho. Ela conta ainda que a Unimed não comunicou as mães sobre o desecredenciamento e que a informação partiu da própria clínica.
“Quando houve o descrendenciamento da Clínica CER em agosto fomos na Unimed e abrimos um protocolo pedindo informações para sabermos em qual clínicas as crianças seriam atendidas, mas não tivemos respostas e não consegui vaga para meu filho em outra clínica. A partir do dia 13 de setembro não temos mais para onde levar nossos filhos para tratamento e pedimos encaricidamente o apoio do Legislativo para ajudar essas mais de 500 pessoas, entre elas 300 crianças que ficarão sem atendimento”, disse Edna.
O presidente da Comissão de Saúde da Aleac, Adailton Cruz, agradeceu Gonzaga pelo empenho em atender as mães e afirmou que a audiência servirá para solucionar o problema.
“Quero agradecer as mães pela visita à Aleac e parabenizar o presidente Luiz Gonzaga pelo empenho e atender as mães. A reunião foi muito esclarecedora e encaminhamos convocação de audiência pública para debatermos juntamente com a mães, Unimed e outros ógãos a melhor saída para esse problema”, disse Adailton.

Fonte: ASCOM ALEAC
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