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57º Fonaje traz juristas do Brasil, Bolívia e Peru para conduzir debates e palestras

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Com 17 palestrantes, mediadores, painelistas e ainda comitiva de integrantes das Cortes de Justiça da Bolívia e Peru, o evento, realizado entre os dias 27 a 29 de maio, em Rio Branco, vai debater a melhoria na prestação jurisdicional nos Juizados Especiais

Mais de 350 participantes de todo o país vêm para o 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje) em Rio Branco, realizado na próxima semana, de 27 a 29, na Universidade Federal do Acre (Ufac). O evento contará com 17 autoridades jurídicas que serão palestrantes, mediadoras, mediadores, painelistas e duas comitivas de integrantes das Cortes de Justiça do Departamento de Pando, na Bolívia, e da Província de Madre de Dios, no Peru. Além disso, três autores farão o lançamento de livros.

A abertura do Fórum será com uma conferência magna com a ministra Nancy Andrighi, na quarta-feira, 27, às 17h30. Natural de Soledade (RS), a magistrada é doutoranda em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí e é a segunda mulher a tornar-se ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ingressando em 1999. Nancy é reconhecida pelo profundo conhecimento jurídico, com publicações sobre vários temas.

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Quando foi membro da Terceira Turma do STJ, a posição adotada pelo Colegiado determinou que a guarda compartilhada fosse regra, em respeito ao melhor interesse da criança, um julgamento que virou referência para outras decisões. Ela também relatou precedentes importantes no campo do direito processual civil.

Outros nomes de destaque no cenário nacional que estão na programação são o professor e juiz de direito da Justiça paulista, Fernando da Fonseca Gajardoni, considerado autoridade em processo civil, com pesquisas sobre eficiência no sistema de justiça e precedentes judiciais; bem como o desembargador José Henrique Torres, do mesmo tribunal, com trabalho acadêmico e jurisdicional voltado aos direitos humanos e às ciências criminais.

Entre os 17 nomes de palestrantes, painelistas e mediadores, o 57º Fonaje tem mais três mulheres juristas além da ministra Nancy Andrighi: as juízas de direito Admarcia Machado, da Justiça acreana; Fabiana Peregrino, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA); e Patrícia Ceni, da Justiça mato-grossense. Somadas a esses nomes, vêm as comitivas de magistradas e magistrados dos países vizinhos do Brasil (Bolívia e Peru), com o objetivo de debater a melhoria dos serviços prestados no âmbito dos juizados, compartilhar boas práticas e avançar na missão de garantir justiça para a paz social.

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Veja abaixo a lista completa de palestrantes e profissionais de mediação:

  1. Ministra Nancy Andrighi
  2. Fernando Gajardoni – Secretário Judicial da Presidência do STJ
  3. Rosalvo Augusto Vieira da Silva – Presidente – mediador
  4. Fernando Swain Ganem – ex-presidente do Fonaje
  5. Valmir Alaércio dos Santos – ex-presidente do Fonaje
  6. José Cícero Alves da Silva – ex-presidente do Fonaje
  7. Gustavo Alberto Gastal Diefentãler – ex-presidente do Fonaje
  8. Desembargador José Henrique Torres (TJSP)
  9. Giordane Dourado (TJAC)
  10. Adamarcia Machado (TJAC) – mediadora
  11. Gilberto Matos (TJAC) – mediador
  12. Fabiana Peregrino (TJBA)
  13. Marcos Pagan (TJSP)
  14. Patrícia Ceni (TJMT)
  15. Fabrício Reale Zia (TJSP)
  16. Angelo Vettorazzi (TJCE)

Fotos: Gustavo Lima (STJ), Paulo Santana e Klaus Silva (TJSP)

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC apresenta uso de inteligência artificial na atermação durante Fórum dos Juizados Especiais no Espírito Santo

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Desembargador Júnior Alberto mostrou como a ADA auxilia na transformação do relato do cidadão em minuta processual e contribui para um atendimento mais ágil e humanizado

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) apresentou, nesta sexta-feira, 18, uma de suas experiências de inovação tecnológica durante o II Fórum Estadual dos Juizados Especiais (Foestajes), realizado na Escola da Magistratura do Espírito Santo (Emes), em Vitória. O desembargador Júnior Alberto, coordenador dos Juizados Especiais Cíveis do TJAC, participou do painel “Boas Práticas dos Juizados Especiais”, apresentando a experiência acreana com o uso da Inteligência Artificial na atermação.

Durante a exposição, o desembargador apresentou a ADATermação, módulo da Assistente Digital Ampliada (ADA) desenvolvido pelo TJAC para apoiar o atendimento inicial de cidadãos que procuram os Juizados Especiais.

A ferramenta utiliza recursos de Inteligência Artificial para auxiliar na transcrição e organização do relato apresentado pelo cidadão, contribuindo para a elaboração da minuta processual. A proposta, conforme destacada na apresentação, é enfrentar desafios históricos da atermação, como a alta demanda, equipes reduzidas, rotatividade de estagiários, demora na elaboração dos termos e dificuldades relacionadas à padronização técnica dos documentos.

Tecnologia para ouvir melhor o cidadão

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Ao apresentar o ADATermação, Júnior Alberto destacou que a inovação tecnológica deve estar associada à solução de problemas concretos e ao aprimoramento da prestação jurisdicional.

A apresentação mostrou que, no modelo tradicional, a necessidade de digitação individualizada dos relatos poderia tornar o atendimento mais demorado, enquanto a rotatividade de estagiários exigia treinamento constante e podia gerar oscilações na qualidade técnica dos termos.

Com o uso da ADA, o relato do cidadão pode ser transcrito e estruturado pela ferramenta, permitindo que o servidor concentre sua atenção na pessoa que está sendo atendida. A tecnologia atua em segundo plano, enquanto o profissional mantém o contato direto e a escuta ativa.

Por isso, um dos conceitos apresentados no fórum foi “Tecnologia que transcreve, humano que acolhe”, sintetizando a proposta de utilização da inteligência artificial nos Juizados Especiais do Acre.

A Assistente Digital Ampliada (ADA) foi desenvolvida pelo Tribunal de Justiça do Acre como uma solução de Inteligência Artificial voltada ao apoio de atividades administrativas e jurisdicionais. Suas ferramentas atendem aos primeiro e segundo graus e incluem funcionalidades específicas para os Juizados Especiais.

No caso da atermação, a tecnologia permite reduzir atividades repetitivas, como a digitação de longos relatos, e contribui para estruturar as informações desde o início do processo. Entre os resultados esperados estão maior celeridade, melhor aproveitamento do tempo dos servidores, elaboração de minutas pré-estruturadas e fortalecimento da escuta durante o atendimento.

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Experiência acreana em debate nacional

O II Foestajes reuniu magistrados, integrantes do sistema de Justiça e profissionais ligados aos Juizados Especiais para compartilhar experiências e discutir iniciativas voltadas ao aprimoramento da prestação jurisdicional.

O painel “Boas Práticas dos Juizados Especiais” teve a participação, além do desembargador Júnior Alberto, do juiz de Direito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Fabrício Reali Zia e da coordenadora-geral dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Fernanda Chuahy de Paula. A atividade foi presidida pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Pedro Ivo de Sousa.

Ao levar o ADATermação para o debate com outros tribunais, o TJAC compartilhou uma experiência que une inovação, tecnologia e humanização, tendo como objetivo simplificar o acesso do cidadão aos Juizados Especiais sem abrir mão da escuta e da atuação dos profissionais.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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