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Com mudança histórica na Justiça do Acre, sistema eproc alcança mais de mil processos em menos de dois meses

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Implementado em janeiro de 2025, a ferramenta tem conferido agilidade à prestação jurisdicional do Acre

Em menos de dois meses, o novo sistema de tramitação processual do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), eproc, tem se consolidado e conferido agilidade à prestação jurisdicional acreana. São mais de mil processos protocolados na ferramenta, que marca a modernização do Poder Judiciário a fim de atender com mais rapidez e qualidade à população.

Implantado em janeiro de 2025, experimentalmente, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o eproc se demonstrou mais funcional do que os demais sistemas de processo judicial, como o SAJ (Sistema de Automação do Judiciário) e o PJe (Processo Judicial Eletrônico), por oferecer múltiplos recursos aos seus usuários, como a personalização da interface e a integração com outros programas.

Para a coordenadora da implantação do eproc, a juíza de Direito Louise Santana, esse período de teste provou a competência da ferramenta. “Não foram identificadas situações que demonstrassem falha no sistema. Isso demonstra o aspecto positivo na configuração e nos trabalhos desenvolvidos”, garantiu.

Expansão

Não tardou para ocorrerem as etapas de expansão do sistema. Em julho deste ano, o eproc foi implantado na primeira unidade judicial: a Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis de Rio Branco. Atualmente, menos de dois meses depois, ele está estabelecido em diversas unidades da capital acreana, como:

  • Juizados Especiais Cíveis
  • Juizado Especial de Fazenda Pública
  • Varas da Fazenda Pública
  • Vara de Execução Fiscal
  • Turmas Recursais
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Agora, todos os novos processos protocolados nessas unidades judiciais tramitam no eproc, bem como seus respectivos recursos em Segundo Grau. Em breve, ele chega à sua quinta etapa de implantação, quando será instituído nas varas cíveis de Rio Branco. A previsão é de que todo Judiciário acreano utilize o sistema até fevereiro de 2026.

Ganhos

Diferentes funcionalidades do eproc têm conferido maior automação e integração aos usuários, e já geram impacto positivo na produtividade da Justiça do Acre. Por exemplo, o processo de retificação de certidões de nascimento, que antes demorava seis meses, agora leva cerca de 20 dias. Isto significa julgamentos mais rápidos e efetivos à sociedade acreana.

A diretora de secretaria da Vara de Registros Públicos de Rio Branco, Leudilene Menezes, em uma visita técnica para acompanhar a operação do sistema, compartilhou como tem sido trabalhar com eproc: “O ganho em termos de tramitação processual será muito significativo. Depois que entendemos bem o funcionamento do sistema, o processo praticamente caminha de forma automática”.

Segundo o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, esses resultados e relatos comprovam os benefícios da ferramenta tanto aos magistrados e profissionais do Poder Judiciário, quanto para a comunidade acreana.  “Não tenho dúvida de que em pouco tempo nós estaremos colhendo frutos e mais produtividade. Vai trazer a satisfação para o nosso usuário, porque tudo que nós estamos fazendo tem como foco o jurisdicionado”, afirmou na solenidade de implantação do eproc nas Varas da Fazenda Pública.

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O desembargador-presidente ainda ressaltou as expectativas para o futuro da Justiça com o uso do eproc: “Esse é um marco de modernização, é uma melhoria concreta na nossa prestação jurisdicional, na valorização do tempo do cidadão. No mínimo, uma redução na demanda de trabalho em 20% e no aumento da produtividade em 20%. Melhorando a qualidade de trabalho no atendimento às pessoas”.

Capacitação e suporte

O Judiciário do Acre atua para que esta transição de sistema ocorra de forma gradual, sem qualquer impacto na produtividade. Em função disso, há meses, iniciativas estão sendo realizadas, como a capacitação de servidoras e servidores. Também desenvolveu o portal eproc, website onde se pode encontrar manuais, notícias, informes e tutoriais acerca da ferramenta para auxiliar no esclarecimento de dúvidas e problemas técnicos.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Juíza Louise Santana representa o TJAC em encontro nacional das Coordenadorias da Mulher

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Evento do CNJ debate ações para fortalecer o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres

A juíza auxiliar da Presidência e coordenadora Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), Louise Santana, representou o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) no Encontro Nacional das Coordenadorias da Mulher, acompanhada da assessora Amália Costa. Promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o evento foi realizado na última terça-feira, 2, em Brasília, e reuniu representantes do Judiciário brasileiro.

A programação contou com a participação de magistradas, magistrados, especialistas e representantes de instituições que atuam na proteção dos direitos das mulheres. O objetivo do evento era compartilhar experiências, discutir desafios e alinhar estratégias voltadas ao fortalecimento das políticas judiciárias de enfrentamento à violência. Assim, promover um espaço de diálogo e construção coletiva de soluções.  

Entre os destaques da agenda esteve a apresentação do Diagnóstico Nacional das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), realizada pelas juízas auxiliares da Presidência do CNJ, Suzana Massako e Camila Pullin. O levantamento busca subsidiar o aperfeiçoamento das ações de proteção às mulheres em situação de violência em todo o país.

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No encerramento do encontro, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou que as coordenadorias locais representam o elo do Judiciário com a vida das mulheres. “Nossa missão é chegar antes que o luto se instaure, para que, no Brasil, o feminicídio deixe de ser uma realidade cotidiana e passe a ser memória de um tempo que este país teve a coragem de superar”, afirmou.

O ministro também ressaltou que a Lei Maria da Penha proporcionou avanços significativos, mas que isso não autoriza a acomodação das instituições. “Temos ainda cerca de 1,3 milhão de processos pendentes de julgamento. Atrás de cada número, há uma história interrompida; uma família em ruptura; uma rede de afetos partida; uma grave violência contra as mulheres”, lembrou.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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