RIO BRANCO
Search
Close this search box.

TJ AC

Esjud promove palestra e curso para Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário

Publicados

TJ AC

Ação educacional contribui para o adequado funcionamento da Justiça e para a valorização das pessoas que a integram

Capacitar magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), terceirizados e estagiários(as) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) para a compreensão, prevenção e enfrentamento de práticas de assédio moral, de assédio sexual e da discriminação. Com esse objetivo, a Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) promove nessa quarta-feira, 22, e nesta quinta-feira, 23, palestra e curso sobre a temática.

Importância

A ação educacional está em conformidade com a Resolução nº 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e contribui diretamente ao aprimoramento da governança e da gestão institucional; bem como para a pontuação do Prêmio CNJ de Qualidade 2026. Como forma de garantir a participação do maior número de pessoas possível, o Órgão de Ensino ofereceu a palestra em modalidade on-line, pelo Google Meet.

As atividades assumem relevância porque colaboram para o adequado funcionamento da Justiça e para a valorização das pessoas que a integram. Nesse sentido, o assédio moral, o assédio sexual e as práticas discriminatórias afetam diretamente a dignidade humana, comprometem as relações institucionais, prejudicam o desempenho profissional e impactam negativamente a prestação jurisdicional.

Palestra

A programação começou na quarta-feira (22) com a palestra “Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário”, conduzida por Leandro Soares.

Mestre em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília (UnB), ele elogiou o TJAC e a Escola. “Vocês estão de parabéns, pois avançaram em relação a outras organizações que conhecemos. Tanto pela estruturação, a exemplo dos canais de denúncias, quanto pelas jornadas de reflexão e pelo debate do assunto. Trata-se uma construção gradual, por isso tão importante a realização desta agenda”, disse.

Leia Também:  Servidores do TJAC são atualizados sobre funcionalidades do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões

Presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Sexual e da Discriminação, no âmbito do 1º Grau, a juíza de Direito Evelin Bueno ressaltou que houve avanços consideráveis no Judiciário Estadual. “Temos obtido resultados satisfatórios, como o maior número de reclamações (denúncias), mas o principal é o acolhimento dessas pessoas. E a Esjud tem sido bastante favorável por trazer capacitações que permitam maior conhecimento e conscientização a respeito desse tema”, afirmou.

Leandro Soares assinalou as consequências devastadoras da violência no trabalho às vítimas, à sociedade e às instituições/organizações. Dentre os problemas de saúde que acometem os (as) violentados(as), citou transtornos do sono, apatia, ansiedade, depressão, síndrome de pânico, dificuldades cognitivas e danos à vida social. “Além do ambiente hostil, pressão, exposição a humilhações, constrangimento e tratamento injusto, as práticas de assédio podem levar ao suicídio”, alertou.

Curso

Já nesta quinta-feira ,23, em dois turnos, acontece o curso com o mesmo título. Leandro Soares e Reginaldo Alves Júnior apresentaram diversos exemplos nacionais – como as punições aplicadas a magistrados pelo CNJ –, chamando a atenção para a necessidade de autovigilância.

Leia Também:  Motociclista que se acidentou por causa de fio atravessando via pública deve receber danos materiais e morais

“A Justiça, que é quem garante direitos e repara danos externamente na sociedade, precisa lançar um olhar interno, de atenção, de cuidado, de respeito, de correção, para que seus operadores não sejam vítimas e não propaguem essas práticas de assédio e de discriminação”, ponderou Reginaldo Alves Torres, doutor em Psicologia Clínica e Cultura pela UnB.

Ambos os professores enfatizaram que é necessário alcançar inicialmente as pessoas no plano individual, depois de forma coletiva e, só então, as organizações.

Os formadores explicitaram a violência, a cultura societária e organizacional, os direitos humanos no serviço público, a dignidade da pessoa humana e as relações de trabalho. Depois, apresentaram definições do assédio moral, do assédio sexual e da discriminação, incluindo o detalhamento do que não caracteriza assédio, e a tipologia, com as principais causas, os impactos individuais, coletivos e institucionais.

Por fim, aplicaram estudos de caso para entender os critérios de análise ética e técnica; como extrair lições institucionais e transformar aprendizados em práticas consistentes. E construíram com os cursistas sugestões de boas práticas aplicáveis ao TJAC, a fim de contribuir com a consolidação de um ambiente de trabalho livre de violência.

Fotos: Elilson Miranda e Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

TJ AC

Programa Audiência Pública ouve a sociedade para aprimorar comunicação com linguagem simples

Publicados

em

Por

Comunidade pode preencher formulário formulário quanto ao uso da linguagem simples no programa

Cidadania e Justiça nas ondas do Rádio. Esse é o slogan de um dos programas pioneiros da Rádio Difusora Acreana (104.5 FM), produzido pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), para informar o cidadão sobre os seus direitos e deveres.

No ar há 25 anos, o Programa Audiência Pública, apresentado pelo juiz de Direito Cloves Ferreira, é transmitido todas as segundas-feiras, às 15h, ao vivo, sem um roteiro fixo, mas a equipe, que já possui ampla experiência na área, segue uma estrutura básica com abertura, leitura de notícias do site do Tribunal e entrevistas. Tudo de forma espontânea e sem edições.

O programa, nessas mais de duas décadas, é uma ferramenta importante de diálogo direto com a população, especialmente sobre temas jurídicos do cotidiano que afetam as comunidades mais vulneráveis. Sempre usou uma linguagem mais adequada ao público ouvinte, mas para aprimorar essa comunicação, divulgou formulário para avaliação da sociedade quanto ao uso da linguagem simples. Acesse aqui e participe.

O setor de Comunicação do TJAC também fez a reformulação da página para uma linguagem popular e com contatos para o cidadão ou a cidadã ter participação no programa.

A cada edição, o programa apresenta orientações e esclarecimentos sobre um tema de interesse da sociedade. O programa promove debates, apresenta orientações e responde às dúvidas enviadas pelos ouvintes. Também recebe convidados para explicar assuntos jurídicos e sociais de interesse da população.

O juiz-apresentador enfatiza que Audiência Pública conta com o apoio do servidor e jornalista do TJAC, Marcio Bleiner, juntamente com o advogado Marco Aurélio Flores e que o programa já se consolidou como um dos principais canais de orientação jurídica voltada à população do estado, seja em Rio Branco ou mesmo nos locais mais distantes das capital do Acre.

Leia Também:  Judiciário do Acre alcança índice histórico de produtividade e fica entre os 10 tribunais mais eficientes do país

“É um espaço de diálogo e de orientação jurídica para aqueles que, muitas vezes, não têm acesso a outros meios de informação, senão o rádio. Importante que, quem tiver meios de preencher o formulário, o preencha. Queremos sempre aprimorar em prol da comunidade. Queremos oferecer serviços compreensíveis para todas as pessoas, especialmente aquelas que têm mais dificuldade de interpretar a linguagem jurídica. Afinal, uma Justiça que se comunica de forma clara e acessível também se aproxima mais da sociedade e fortalece o exercício da cidadania”, disse.

História do programa

O Audiência Pública foi criado em agosto de 2001 como um canal de comunicação entre a magistratura e a sociedade.

A iniciativa foi inspirada no programa Vagalume, criado em 1997 e transmitido pela Rádio Verdes Florestas, em Cruzeiro do Sul. Participaram dessa experiência os juízes Cloves Augusto e Luís Camolez (atualmente desembargador), os promotores de Justiça Álvaro Pereira e Alessandra Marques e o defensor público Alberto Gomes.

Em 2011, quando completou dez anos, o Audiência Pública foi institucionalizado pelo Tribunal de Justiça do Acre. A medida também contribuiu para o cumprimento da Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça, que incentivava a realização de ações destinadas a explicar à população as funções, as atividades e a estrutura do Poder Judiciário.

Leia Também:  Motociclista que se acidentou por causa de fio atravessando via pública deve receber danos materiais e morais

Desde então, o programa mantém um espaço permanente de diálogo, orientação e aproximação entre o Poder Judiciário e a sociedade acreana.

Em agosto de 2026, o Audiência Pública completa 25 anos de atividade, mantendo seu compromisso de levar informação jurídica de forma clara e aproximar o Poder Judiciário da população.

Outras ações

Entre algumas ações sobre linguagem simples desenvolvidas pelo Poder Judiciário do Acre destaca-se o glossário de termos técnicos utilizados na área de TI, produzido pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic); na Vice-Presidência da Corte de Justiça, até então exercida pelo desembargador Luís Camolez, coordenador do Programa de Simplificação da Linguagem no âmbito do TJAC, a medida veio sido colocada em prática de maneira pioneira, antes mesmo do lançamento do Pacto Nacional, pelo CNJ.

O Laboratório de Inovação e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Lapis), hoje Inova, por exemplo, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AC), promoveu oficinas, rodas de conversa e campanha para orientar e sensibilizar os servidores sobre a necessidade da linguagem simples. A Escola do Poder Judiciário (Esjud) ofereceu ao público interno a palestra “Linguagem simples é acessibilidade” , e o setor de Comunicação segue com diversos vídeos nas redes sociais mostrando a dificuldade do público em entender termos técnicos e outros com a participação de servidores exemplificando alguns termos jurídicos para conscientizar o quanto é importante uma linguagem simples e acessível ao público que mais precisa.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA