TJ AC
Estudantes de Santa Rosa do Purus aprendem como identificar e denunciar casos de violência doméstica com palestra educativa do TJAC
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Durante atendimentos do Projeto Cidadão na cidade, a equipe da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) buscou conscientizar estudantes sobre o tema
Proibir a namorada de conversar com amigos, controlar o celular, reprovar as roupas que ela veste, gritar e humilhar são exemplos de situações consideradas abusivas e que podem ser enquadradas como violência doméstica e familiar. Esses exemplos e orientações foram apresentados pela equipe da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) a um grupo de estudantes do 1° ano do Ensino Médio da Escola Estadual Padre Paolino Maria Baldassari, em Santa Rosa do Purus, na quinta-feira, 4, durante a última edição deste ano do Projeto Cidadão.
A coordenadora de Apoio aos Programas Sociais (Coaps), Isnailda Silva, conversou com as estudantes e os estudantes sobre os tipos de violência e relacionamentos abusivos, alertando os jovens para a responsabilidade de cada um no combate a esses crimes: “É preciso ter consciência dos direitos para não se submeter a relacionamentos abusivos”, disse Silva.
Também contribuíram com o debate as servidoras Amália Costa, da Cosiv, e Josinéia Costa, da Coordenadoria de Bem-estar e Saúde (Cobes) do TJAC, além da representante do Ministério Público do Acre (MPAC), Rosa Martins. Elas buscaram esclarecer dúvidas e reforçar que a violência doméstica e familiar é um crime grave, que pode ser combatido com educação, promoção da igualdade de gênero e respeito às mulheres.
A estudante Emiliy Vitória, 16 anos, aprovou a iniciativa, que faz parte do programa “Conscientização pela Paz no Lar”, da Cosiv. “Foram abordados muitos temas sobre os quais não tínhamos conhecimento. O tema da violência doméstica foi aprofundado, com dicas, conselhos e orientações sobre como podemos denunciar esses crimes”, afirmou Vitória.





Fotos Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Plano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena
Plano de trabalho prevê iniciativas de qualificação profissional, parcerias com instituições e medidas para facilitar o acesso ao mercado de trabalho.
O Comitê de Políticas Penais (Compp) realizou nesta sexta-feira, 9, nova reunião do Grupo de Trabalho (GT) Emprega Lab para discutir a empregabilidade de pessoas privadas de liberdade. O encontro, que ocorreu no Palácio da Justiça, foi conduzido pelo juiz trabalhista Daniel Gonçalves, membro do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
O Emprega Lab integra as ações do Plano Pena Justa, política pública criada a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, que reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro.
Em setembro, o grupo reuniu-se para analisar o cenário atual e discutir estratégias para ampliar o acesso de pessoas privadas de liberdade ao mercado de trabalho formal, conforme estabelece o Plano Pena Justa. O documento reúne mais de 300 metas nacionais e estaduais para superar o Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional.




Na reunião de hoje, por exemplo, o grupo reuniu dados, estatísticas e planos de trabalho relacionados à empregabilidade no sistema prisional, além de discutir propostas para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.
Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas voltadas à geração de trabalho e renda, como a implantação de uma malharia, uma fábrica de artefatos de cimento e uma unidade de produção de fraldas e absorventes.
Também foi abordada a participação de instituições do Sistema S, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), na oferta de cursos de capacitação profissional e na certificação das pessoas privadas de liberdade, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e a preparação para o mercado de trabalho.
Outro ponto discutido foi a atuação do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que pode contribuir para aproximar pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional das empresas, facilitando o acesso às oportunidades de emprego e fortalecendo a articulação entre as instituições envolvidas.
Como encaminhamentos, para nova reunião, ficou definida a formalização do plano de trabalho, após a revisão e correção de dados pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Também será avaliada a possibilidade de capacitação dos profissionais do Sine para oferecer atendimento individualizado às pessoas privadas de liberdade e às egressas do sistema prisional. Outro encaminhamento prevê a articulação de uma agenda com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a Polícia Civil e o Iapen para viabilizar a emissão de documentos de identificação às pessoas custodiadas, facilitando o acesso às oportunidades de trabalho já existentes e àquelas que serão criadas a partir da implementação do plano de trabalho.




Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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