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Infância e Juventude entram na era do eproc no Acre
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A partir desta segunda-feira, 27, todos os novos processos dessa competência passam a tramitar exclusivamente no atual sistema de tramitação processual do Judiciário acreano
Chega à nona etapa a implantação do eproc no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), com a expansão do novo sistema de tramitação processual para as competências da Infância e Juventude em todas as comarcas do estado. A partir desta segunda-feira, 27, os processos protocolados nessa área passam a tramitar exclusivamente na ferramenta, assim como os respectivos recursos em segundo grau.
Para marcar esse novo momento, foi realizado um ato solene em formato on-line, que reuniu desembargadores, magistrados e servidores, especialmente das Varas da Infância e Juventude. O encontro teve como objetivo anunciar a chegada do eproc às unidades judiciais e apresentar seus benefícios. Com interface mais fluida e intuitiva, o sistema oferece aos usuários maior controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento contínuo do fluxo de trabalho.

Isso significa que, com a nova ferramenta, o Poder Judiciário acreano aumenta a eficiência e a agilidade do serviço jurisdicional prestado à população. A estimativa é de que a produtividade do tribunal cresça cerca de 20%. Ou seja, as cidadãs e os cidadãos passam a ter seus processos julgados de maneira mais célere e criteriosa.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, parabenizou o empenho de todos os profissionais da Justiça acreana para que a transição de sistema ocorra sem qualquer impacto na produtividade. Também agradeceu o apoio recebido da Corregedoria-Geral da Justiça (Coger) pelas normativas que asseguram segurança jurídica nesse processo e pelo acompanhamento prestado às unidades que já implementaram o eproc.




Segundo o chefe da Corte, “Com a união de todos, está sendo possível consolidar o eproc. Se nós chegamos até aqui, é porque todos se dedicaram, imbuídos de fazer o melhor. Estamos dando grandes passos. Quem ganha é a sociedade, ao saber que oferecemos serviços judiciais rápidos e de qualidade. O que estamos fazendo é um projeto de respeito ao cidadão”.
Para o corregedor-geral da Justiça, desembargador Nonato Maia, a mudança de sistema no Judiciário acreano representa um momento histórico. “Vamos para algo novo, que vai trazer grandes benefícios para nós. Estamos conseguindo concretizar esse sonho. É com muito trabalho e dedicação”, afirmou.
A coordenadora-geral de implantação do eproc e juíza auxiliar da Presidência, Louise Santana, compartilhou os avanços já obtidos. Avaliou que o TJAC caminha a “passos largos” e conduz o processo de implantação de maneira madura e eficiente, para que não haja impacto no dia a dia de magistrados e servidores, nem nos resultados do tribunal.
Conforme o cronograma oficial, a implementação segue para sua etapa final. A previsão é de que o processo seja concluído com a implantação da ferramenta nas unidades criminais de todo o estado, em março. Após isso, a administração do TJAC prevê a migração dos processos do Sistema de Automação da Justiça (e-SAJ) para o eproc.



Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC registra mais de 50 mil processos no eproc um ano após a implantação do sistema
Primeiro ano é marcado pela expansão da ferramenta, qualificação de usuários e avanços na prestação de serviços. Presente em todas as unidades jurisdicionais do estado, o eproc reúne funcionalidades que agilizam a tramitação processual
Há um ano, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tomou uma decisão que transformou a rotina de trabalho e ampliou a produtividade dos serviços prestados. Em 7 de julho de 2025, o eproc entrou em operação na Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis de Rio Branco, a primeira unidade jurisdicional a utilizar o novo sistema.
Desde então, o TJAC concluiu a implantação do eproc em todas as unidades jurisdicionais do Acre, na capital e no interior. No mesmo período, promoveu a integração de instituições do Sistema de Justiça à plataforma e capacitou magistradas, magistrados, servidoras e servidores para sua utilização. Com isso, o Judiciário acreano passou a contar com um modelo mais ágil e eficiente de processamento das ações judiciais.
Atualmente, mais de 51 mil processos tramitam no eproc. Todas as novas ações judiciais e os respectivos recursos em segundo grau são distribuídos exclusivamente pelo sistema. A implantação ocorreu de forma planejada, com suporte técnico e capacitação contínua, o que favoreceu a adaptação das unidades e a incorporação das funcionalidades da plataforma à rotina de trabalho.



O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou os avanços proporcionados pelo eproc para magistradas, magistrados, servidoras e servidores. Segundo ele, o sistema reúne funcionalidades como controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento do fluxo de trabalho, fatores que contribuem para o aumento da produtividade e da eficiência na prestação jurisdicional.
Para o chefe do Judiciário acreano, a escolha do eproc como sistema de tramitação processual se confirmou acertada. De acordo com o desembargador, os recursos da plataforma conferem mais celeridade ao serviço judicial e permitem que a população receba respostas em menos tempo.



Trabalho de muitas mãos
Desde 2023, o Judiciário acreano buscava um novo sistema de tramitação processual. Ao longo desse período, realizou estudos e debates até definir a adoção do eproc. Desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o sistema atendeu aos critérios técnicos e estratégicos da instituição, principalmente por dispensar o uso de papel e simplificar o trâmite processual.
Nos meses que antecederam a implantação, o TJAC estruturou os fluxos de trabalho, definiu as etapas de implantação e estabeleceu as estratégias de capacitação para garantir o suporte necessário a todos os usuários. Ao final desse processo, mais de 55 profissionais atuaram diretamente na implementação do eproc no Judiciário acreano, distribuídos em cinco eixos: gestão, apoio estratégico, negocial, desenvolvimento e infraestrutura.
Para que a implantação ocorresse da melhor forma, o TJAC buscou a experiência de tribunais que já utilizavam o eproc, com o objetivo de consolidar suas bases e adotar soluções adequadas à realidade local. O compartilhamento de conhecimentos, experiências e boas práticas permitiu antecipar medidas e evitar dificuldades durante a transição, como a resistência inicial de parte dos usuários em conhecer o novo sistema.





Assim, o Tribunal investiu na formação de seus profissionais. Em pouco mais de um ano, promoveu 44 treinamentos voltados a magistradas, magistrados, servidoras e servidores das unidades judiciais. A proposta era criar familiaridade com o eproc e garantir que a mudança de sistema não comprometesse a produtividade. A estratégia alcançou o objetivo. Os dados demonstram que a prestação jurisdicional se mantém eficiente, mesmo com a coexistência temporária do eproc e do Sistema de Automação da Justiça (SAJ).
A coordenadora-geral de implantação do eproc, juíza auxiliar da Presidência Louise Santana, ressaltou a dedicação das equipes até a atual fase do projeto. Ao longo desse período, foram atendidas mais de 1.600 demandas técnicas e solucionados cerca de 2.400 chamados. Segundo a magistrada, o objetivo foi oferecer respostas rápidas e suporte contínuo para evitar ruídos e garantir uma transição segura.
Agora, a juíza comemora os resultados alcançados. Ela afirma estar satisfeita com a trajetória construída durante a transição de sistema, principalmente ao constatar que os esforços já refletem na rotina da instituição e na prestação jurisdicional. “A gente está muito contente com os resultados. Os números estão aí para todos verem, as estatísticas demonstram, os nossos servidores e magistrados também estão muito satisfeitos. Agora é só avançar até o final”, afirmou.







O futuro é eproc
A principal etapa da implantação foi concluída, mas o trabalho continua. Uma equipe do TJAC segue dedicada à migração dos processos que ainda tramitam no SAJ para o eproc. A previsão é que essa transferência tenha início nos próximos meses e ocorra de forma gradual até a unificação do acervo processual.
As capacitações seguem. Em junho, magistradas, magistrados, servidoras e servidores do segundo grau participaram do curso “Noções Básicas e Gestão de Processos no eproc”, uma vez que os recursos já começam a chegar à instância. A qualificação busca assegurar que a nova etapa ocorra sem impacto na tramitação dos processos. O intercâmbio de experiências entre tribunais permanece, inclusive o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, participa nesse instante do 4º Encontro Interinstitucional do eproc.
Criado em meados de 2002, o eproc conquistou espaço nos tribunais brasileiros por virtualizar e automatizar a tramitação processual. No Acre, a plataforma passou a integrar a rotina do Judiciário. De um lado, facilita o trabalho nas unidades judiciais com ferramentas que tornam as atividades mais ágeis e organizadas; de outro, a população passa a contar com uma prestação jurisdicional mais célere.




Fotos: Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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