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Justiça do Acre planeja priorizar processos ambientais de alta complexidade na 2ª Semana da Pauta Verde
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Ação propõe que o Mês do Meio Ambiente seja comemorado com medidas que impactem a realidade local
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou a reunião preparatória para a 2ª Semana da Pauta Verde, que será realizada no próximo mês, em alusão ao Dia do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. O intuito é acelerar o julgamento de processos ambientais passíveis de conciliação, priorizando demandas estruturantes e de alta complexidade com grande impacto social.
A presidente da Comissão Gestora de Logística Sustentável do TJAC, desembargadora Waldirene Cordeiro, conduziu o encontro com as procuradorias jurídicas dos municípios acreanos e o Ministério Público. “Esse é um momento para uma conversa franca sobre os entraves e dificuldades. Essas são questões recorrentes, cujos efeitos vemos todos os anos na saúde pública e ambiental”, declarou a desembargadora.
Duas pautas principais tiveram visibilidade: ações civis públicas relacionadas à ausência de plano de contingência para enchentes e resíduos sólidos. A juíza auxiliar da Presidência do TJAC, Zenice Cardoso, sinalizou que estas totalizam cerca de 30 processos em todo o Acre.




Nesse sentindo, a procuradora-geral do município de Rio Branco, Raquel Eline, chamou atenção para a exigência imposta na contratação de hidrólogo, geólogo e meteorologista, tendo em vista a falta de profissionais especializados para o cumprimento desta demanda. De igual modo, a procuradoria de Santa Rosa, enfatizou a precariedade de servidores com instrução no município isolado e a sazonalidade de profissionais para realizar acompanhamentos constantes.
A promotora de Justiça Manuela Canuto contextualizou o histórico dos Termos de Ajustamento de Conduta e a ausência de adoção de medidas mitigadoras, as quais evidenciam um quadro preocupante. Contudo, consignou a possibilidade de flexibilização sobre o requisito da contratação para todos os municípios, apresentando a sugestão do uso de recursos tecnológicos, bem como o estabelecimento de parcerias ou convênios com universidades ou instituições de ensino para viabilizar as mensurações dos dados técnicos.
O representante de Cruzeiro do Sul, Marcílio de Oliveira, afirmou que não há omissão municipal, porém há pontos de insuficiência, em razão da dotação orçamentária. “O comportamento do rio Juruá neste ano foi atípico. Não foi um período longo de alagação, mas teve vários picos, que exigiram muita logística em cada operação. O fato de mobilizar e desmobilizar várias vezes faz com que haja mais gastos do que se fosse uma única enchente”, assinalou.
Já sobre os resíduos sólidos, houve destaque para os processos que estão em fase de execução, pertencentes a Sena Madureira e Capixaba. O procurador de Capixaba, Lauro Borges, ressaltou a adesão do município ao consórcio intermunicipal de resíduos sólidos do Acre. O consórcio é uma estratégia de tratamento do lixo, onde várias prefeituras se unem para resolver de forma conjunta a destinação final, superando as limitações locais. Apesar disso, descreveu a dificuldade em viabilizar um talude na cidade, em razão da intrafegabilidade da via.
De modo semelhante, Sena Madureira necessita encerrar as atividades do lixão. Houve uma regressão de aterro local para o funcionamento como lixão a céu aberto. A realidade é crítica e faz a paisagem da entrada da cidade ser povoada por urubus. Em Rio Branco, a Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos (Utre) foi planejada para um volume por um período de tempo, por isso há diagnósticos sobre os impactos ambientais atuais.
Na oportunidade, o representante da prefeitura de Porto Acre, Oscar Soares, falou sobre o processo em andamento e a adesão ao consórcio. “O município é um agente para colaborar com a solução. Trouxemos como proposta um plano de trabalho, no qual o dinheiro da multa fosse utilizado em ações em prol do meio ambiente”, pontuou.
No encerramento, a promotora Rita de Cássia reforçou que as pautas ambientais denunciadas necessitam de um conjunto de ações coordenadas para conter as ameaças socioambientais. “A Lei Nacional de Proteção e Defesa Civil é de 2009, então esse não é um assunto recente. A poluição nunca foi uma causa permitida. É preciso que ao menos as medidas mitigadoras sejam cumpridas até a efetividade da solução”, retificou.
O encaminhamento da reunião foi a ampliação da articulação, envolvendo o Estado e os prefeitos, para a consolidação dos resultados prospectados para a Pauta Verde.




Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Centro Cultural do Juruá preserva história centenária com obra de revitalização que entra em fase final
Obra realizada pelo Tribunal de Justiça do Acre reforça a estrutura de um dos prédios públicos mais antigos do estado, preservando suas características arquitetônicas e seu valor histórico
As obras de revitalização do Centro Cultural do Juruá, em Cruzeiro do Sul, avançam para a fase final e a previsão é que sejam concluídas até o fim de agosto. Executada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a intervenção contempla o reforço estrutural da edificação, substituição da cobertura, recuperação de elementos em madeira e pintura completa do imóvel, garantindo mais segurança e preservando o patrimônio histórico.
Durante o período de execução dos serviços, as visitações ao Centro Cultural do Juruá permanecem temporariamente suspensas.
O prédio possui importância singular para a história acreana. A construção foi iniciada em 1904 e concluída em 1911. Ao longo de seus 115 anos, o imóvel abrigou a primeira sede da Prefeitura de Cruzeiro do Sul e também funcionou como sede da comarca, tornando-se um dos principais marcos da memória institucional e cultural da região.




De acordo com o coordenador do museu, Narcelio Generoso, a obra teve início no final de março e representa uma das mais importantes intervenções já realizadas na edificação.
“O nosso objetivo é entregar essa obra até o final de agosto. É um espaço de memória muito importante que necessitava de uma intervenção mais robusta, justamente por se tratar de um prédio centenário e considerado o prédio público mais antigo do Acre”, destacou.
Segundo Narcelio, o principal desafio foi reforçar a estrutura de uma construção erguida em uma época em que os materiais utilizados eram bastante diferentes dos atuais.
“Foi necessário executar um reforço estrutural completo, com novas colunas e elementos metálicos ao redor da edificação para garantir sua estabilidade. O prédio foi construído em um período em que o uso de ferro ainda não era uma realidade em Cruzeiro do Sul. Agora, ele passa a contar com uma estrutura muito mais segura, preparada para preservar esse patrimônio por muitos anos”, explicou.
Além do reforço estrutural, as equipes realizaram a substituição das peças de madeira comprometidas pela ação do tempo e da umidade, comuns ao clima amazônico. Também foram recuperados guarda-corpos e partes da estrutura da cobertura, que passaram a utilizar perfis metálicos de alta resistência, sem alterar as características originais do imóvel.
Outra etapa já em fase de conclusão é a instalação da nova cobertura. As antigas telhas estão sendo substituídas por modelos com acabamento colonial e tecnologia termoacústica, proporcionando maior conforto, leveza e durabilidade, ao mesmo tempo em que preservam a identidade arquitetônica do prédio.



Toda a revitalização segue critérios de preservação do patrimônio histórico, mantendo o estilo colonial que caracteriza o Centro Cultural do Juruá e garantindo que o edifício continue sendo uma referência da história de Cruzeiro do Sul e do Poder Judiciário acreano.
Com a conclusão das obras prevista para agosto, o espaço será reaberto ao público, oferecendo uma estrutura mais segura e preparada para receber visitantes, estudantes, pesquisadores e a população em geral, fortalecendo a preservação da memória e da cultura da região do Juruá.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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