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Política antimanicomial: Justiça que olha para o sujeito e não apenas para o processo

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Saúde mental e o respeito aos direitos humanos foram debatidos para a garantia de fluxos intersetoriais entre saúde, justiça, assistência social e sistema prisional

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Medidas Socioeducativas (GMF), realizou formação entre os dias 29 e 31 de outubro na Escola do Poder Judiciário (Esjud) para a implantação da política antimanicomial no sistema de Justiça do Acre.

O evento é um marco de transição. Um momento de pactuação, articulação institucional e fortalecimento da rede, para que as pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei sejam atendidas com cuidado e dignidade. No último dia, o painel Monitoramento, Indicadores e Responsabilidade Institucional acrescentou outros conhecimentos técnicos ao debate.

A representante do programa Fazendo Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Natália Ribeiro, falou sobre dados e o monitoramento no cenário nacional. Também sobre a atuação dos comitês e apresentou o Manual da Política Antimanicomial: conheça. “É preciso a centralidade no sujeito e não na medida que ele cumpre”, ressaltou.

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A partir do plano estadual encaminhado, o juiz Robson Aleixo afirmou que os prazos fixados para o Acre, até agora, estão sendo cumpridos. O magistrado elencou os principais resultados e avanços até outubro de 2025:  há 16 pessoas em medidas de segurança e todas com Plano de Tratamento de Saúde (PTS) individualizado, houve redução de 27% de redução das internações indevidas e seis indicações de serviços residenciais terapêuticos com moradia assistida. Ele finalizou com a citação da psiquiatra e militante da reforma psiquiátrica brasileira: “Cuidar em liberdade é também vigiar as instituições para que nunca voltem a aprisionar”.

A mesa que encerrou o evento tinha como tema Desafios e Compromissos para a Efetivação da Política Antimanicomial no Acre. O secretário estadual de Saúde Pedro Pascoal palestrou sobre a Reforma Psiquiátrica – Desafios e Compromissos. Ao final da sua fala, o gestor foi questionado sobre a existência de um plano para o fechamento do Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) e outras intervenções necessárias, o que permitiu uma pluralidade de manifestações e o crescimento do debate sobre a realidade local.

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No desfecho, o diretor da Esjud, desembargador Luís Camolez compartilhou a satisfação de ter na escola um palco de discussão para pautas importantes, que impactam a realidade acreana.  

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Roda de conversa reúne juízes e juízas para debater prevenção ao assédio

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Durante o encontro, foram apresentadas estratégias e protocolos para fortalecer ambiente de trabalho seguro; ação integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Assédio e à Discriminação

Em continuidade à programação da Semana Nacional de Combate ao Assédio e à Discriminação, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu uma roda de conversa com juízas e juízes de todas as comarcas do estado. A atividade ocorreu nesta quarta-feira, 6, às 13h, de forma online, como parte do cronograma de ações de conscientização previstas pelo Judiciário acreano.

O encontro teve como objetivo capacitar magistradas e magistrados sobre medidas e estratégias de prevenção e enfrentamento de condutas abusivas no ambiente de trabalho. Durante a reunião, foram apresentadas orientações e os procedimentos adotados pela instituição no combate ao assédio moral, ao assédio sexual e à discriminação.

A atividade foi conduzida pela presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação no âmbito do 1º Grau de Jurisdição (Coped), a juíza Evelin Bueno. Segundo a magistrada, a roda de conversa permitiu difundir entre os membros da magistratura a política de prevenção do TJAC, que busca coibir práticas inadequadas nas relações profissionais dentro da instituição.

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Outras ações ainda estão previstas ao longo da semana. Na quinta-feira, às 11h, ocorre uma palestra sobre o tema voltada a colaboradoras e colaboradores do TJAC; às 13h, a atividade será destinada a servidoras e servidores. Para encerrar a programação, na sexta-feira, 8, está prevista uma ação no Vale do Juruá, no interior do estado, com profissionais da Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul.

As atividades realizadas pelo TJAC, entre os dias 4 e 8 de maio, integram a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Poder Judiciário, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio da Resolução nº 351/2020.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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