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Presidente do TJAC entrega revitalização do Fórum de Acrelândia

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Obra reforça o compromisso do Judiciário acreano com a oferta de um serviço mais eficiente e humanizado, especialmente nas comarcas do interior

Com o compromisso na melhoria da infraestrutura e na modernização das instalações judiciais no interior do estado, o presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, entregou nesta terça-feira, 16, o Fórum Dr. João Oliveira de Paiva, no município de Acrelândia, totalmente revitalizado.

O prédio agora possui melhorias na acessibilidade, climatização adequada, modernização das instalações elétricas e tecnológicas, além de novos espaços de atendimento ao público. A reforma também contemplou a reorganização dos ambientes internos, garantindo mais funcionalidade e conforto para magistradas, magistrados, servidoras, servidores, advogadas, advogados e jurisdicionados (as).

Os atos protocolares iniciaram com o hasteamento das bandeiras nacional, estadual e municipal com as presenças do desembargador-presidente, do TJAC, da diretora do Foro da Comarca de Acrelandia, juíza Rayane Gobbi, e do prefeito Olavinho Boiadeiro. Logo depois, houve o descerramento da placa de entrega da revitalização do Fórum no qual somaram-se ao ato a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari e o corregedor-geral Nonato Maia, além das demais autoridades presentes.

O compromisso do Judiciário

Durante a entrega, o desembargador-presidente destacou que a obra reforça o compromisso do Judiciário acreano com a oferta de um serviço mais eficiente e humanizado, especialmente nas comarcas do interior. Ele ressaltou ainda que investimentos dessa natureza fortalecem a presença institucional do Tribunal e contribuem para um ambiente de trabalho mais seguro e adequado ao desenvolvimento das atividades judiciais. A solenidade contou com a participação de autoridades locais, representantes do sistema de Justiça e da comunidade.

“Hoje é um dia de significado especial para o Judiciário acreano e, em particular, para a Comarca de Acrelândia. A obra simboliza o compromisso da gestão com o jurisdicionado e a dignidade do ambiente de trabalho. A reforma com um espaço organizado, funcional e bem cuidado, é uma expressão de respeito. A entrega dessa revitalização representa o uso consciente e eficiente dos recursos públicos. O resultado alcançado decorre da dedicação de muitas mãos, do diálogo institucional e do planejamento responsável. Seguimos firmes no propósito de construir um judiciário cada vez mais próximo das pessoas, mais eficiente e mais digno”, disse o presidente.

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A diretora do Fórum, juíza de Direito Rayane Gobbi iniciou seu discurso agradecendo tanto a gestão administrativa do TJAC quanto aos servidores da Comarca, além das autoridades presentes.

Ela enfatizou que a revitalização do Fórum da Comarca de Acrelândia representa um marco de dignidade para o município, ao entregar à população um espaço moderno, acessível e preparado para acolher com qualidade o jurisdicionado acrelandense.

“A obra é fruto da perseverança do Tribunal de Justiça, que enfrentou atrasos, relicitações e adequações de projeto, sempre com o objetivo de oferecer a melhor infraestrutura para a prestação jurisdicional”, enfatizou.

Ela destacou as melhorias e ressaltou a valorização dos servidores do Judiciário, agradecendo à equipe técnica envolvida na execução da obra e aos servidores da comarca pela paciência e colaboração durante o período de transição, reforçando a expectativa de que o novo espaço contribua para uma Justiça mais célere, humana e eficiente em Acrelândia.

O prefeito Olavinho destacou a grata honra de participar do momento e afirmou estar feliz em acompanhar a entrega de uma obra dessa relevância no Centro da cidade. Segundo ele, iniciativas como essa engrandecem a beleza urbana e reforçam o compromisso com o desenvolvimento do município. O gestor ressaltou ainda que o Executivo Municipal tem buscado atuar de forma parceira, enfatizando que os órgãos precisam caminhar de mãos dadas para promover melhorias contínuas para a cidade.

A obra, executada pela Empresa Asus Engenharia, teve um custo de R$ 2.013.725,95 e duração de sete meses. O Tribunal do Júri, que é o espaço físico onde cidadãos comuns (jurados) julgam crimes dolosos contra a vida (homicídio, etc.), decidindo sobre a culpa ou inocência do réu, sob a presidência de um juiz, com debates entre acusação e defesa, e votação secreta na Sala Secreta para definir o veredito, garantindo a soberania popular no julgamento, foi ampliado e recebeu um novo layout, garantindo mais conforto, acessibilidade e melhores condições para a realização das sessões de julgamento.

O prédio, seguindo o padrão adotado nos demais fóruns, recebeu um Espaço de Memória do Servidor, dedicado a preservar a história do município, da criação da Comarca e da própria unidade judiciária. Além disso, houve a modernização de rede lógica e elétrica; adequação das salas de audiência para o novo padrão da gestão; implantação de sala de conciliação e sala de acolhimento; ampliação de copa e ambiente para os servidores; sustentabilidade predial com economia de energia e água; cela adequada conforme normativa do CNJ e geradores para independência do prédio.

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Para a servidora Maria Vanda de Souza, que soma 20 anos de atuação no Poder Judiciário acreano, sempre na Comarca de Acrelândia, também celebrou a conquista. Ela relembrou o início da carreira, quando o prédio era recém-inaugurado, os processos eram físicos e havia escassez de equipamentos, o que exigia revezamento de horários entre os servidores. Para ela, o novo prédio representa um avanço significativo.

“É muito bom, excelente. Estamos de parabéns. É um sonho realizado, algo que todo servidor desejava. Estamos felizes com essa nova estrutura”, finalizou.

Saiba mais

A Comarca de Acrelândia foi instalada em 28 de junho de 1996, durante a gestão do desembargador Jersey Pacheco Nunes, então presidente do TJAC.

O Fórum da Comarca homenageia o juiz de Direito João Oliveira de Paiva, nascido em Brejo da Cruz (PB), em 18 de março de 1927. Nomeado juiz substituto pelo Decreto nº 09/75, tomou posse em 2 de maio de 1975 e iniciou sua carreira na Comarca de Cruzeiro do Sul.

Em 23 de dezembro de 1982, foi promovido, por antiguidade, a titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco. Também atuou, por designação, nas Comarcas de Sena Madureira, Feijó e Xapuri.

O magistrado faleceu em 17 de janeiro de 1987, deixando um legado de dedicação e compromisso com a Justiça acreana.

A Comarca de Acrelândia possuía uma residência oficial destinada a magistrados, posteriormente desativada para abrigar as serventias extrajudiciais até o processo de privatização. Atualmente, o imóvel funciona como sede do arquivo judicial da comarca.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Duas mães celebram a chegada do filho através da entrega voluntária

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Nove meses de espera, uma vida inteira de amor – conheça a chegada do primeiro filho para um casal homoafetivo do Acre

“As pessoas dizem que amor é uma coisa que leva tempo para nascer. Eu acho que nunca senti um sentimento tão forte, tão verídico, tão único como quando peguei ele no colo. Acho que não tem como explicar o que você sente, só transborda”, conta Manueli Lima sobre o primeiro encontro com seu filho.

Francisca Rarianne e Manueli Lima adotaram o Luís Antônio com apenas 15 dias de idade. A duas mães descrevem com intensidade os sentimentos gerados pela maternidade: “O Antônio é a luz das nossas vidas. Respostas das nossas orações. A certeza de que a nossa escolha foi a melhor decisão. Ele é a confirmação de que nosso amor está aqui”.

Nove meses de espera

O mito de achar que adoção de crianças é complicada e demorada também fazia parte do imaginário dessas pretendentes. “É muito complicado, é difícil, vai demorar, precisa de muito documento. Nós já estamos com 34 anos de idade e ainda vai demorar uns cinco ou seis anos na fila – Era o que a gente pensava. Ainda mais, porque quando se quer um bebezinho, dizem que demora muito. Só que, a gente ficou exatamente nove meses na fila”, narrou Manueli.

No perfil no Cadastro Nacional de Adoção, tinham escolhido que a criança fosse um menino com até seis meses de idade: “Desde que nos inscrevemos, fomos comprando algumas coisas. Depois a gente pensava –  acho que estamos ficando doida, porque vai demorar muito. Não vamos comprar mais nada não –  Aí quando entrava no site e tinha abaixado na fila de espera mudava de ideia – Então vamos comprar!” , descreveu os momentos de ansiedade.

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Apesar disso, a surpresa foi inevitável. “Um dia estávamos saindo para trabalhar e recebemos a ligação da 2ª Vara da Infância e Juventude. A moça disse que havia uma criança com mais ou menos sete dias e perguntou se tínhamos interesse. A gente só se arrumou e veio direto para a Cidade da Justiça. Na outra semana fomos ao Educandário [Santa Margarida]. Fomos lá duas vezes e na terceira já levamos ele para casa”, contou Rarianne.

Entrega voluntária

Antônio acabou de completar cinco meses. O recém-nascido encontrou um lar rapidamente, porque ele veio de uma entrega voluntária. “Acho que essa mensagem é importante: Ao invés de só abandonar, só deixar por aí. A Justiça tem um programa tão bom, um acompanhamento tão bacana. Façam a doação! Entreguem voluntariamente, porque tem muita gente na fila que quer um bebezinho. Tem tanto amor esperando uma criança. Então façam, porque foi assim que o Antônio chegou para a gente”, ela termina a frase olhando para o filho em seu colo e com tom infantil completa: “eu só vim para minhas mães!”.

A entrega voluntária é um ato de responsabilidade. A genitora buscou a Justiça quando ainda estava grávida. Qualquer gestante que tenha interesse em entregar o filho para adoção é amparada pelo artigo 19-A do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Entrega voluntária de crianças não é crime. Contudo, o abandono de incapaz, quando por exemplo um recém-nascido é deixado em local desprotegido, como calçadas e lixeiras é crime, previsto no artigo 133 do Código Penal.

Veja a cartilha sobre a Entrega Voluntária para a adoção

Família homoafetiva

As mães estão juntas há seis anos e a adoção era algo que ambas consideravam, mesmo antes de estarem no relacionamento. “Nunca pensei em ter um filho por via natural. Nunca gostei muito da ideia e sempre achei que se fosse mãe, seria dessa forma: pela adoção”, disse Manueli.

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A opinião é compartilhada por sua companheira. “Quando a gente começou a conversar sobre formar uma família, ou melhor aumentar a família, nenhuma das duas pensava em engravidar e foi consenso adotar. A inseminação artificial apesar de ser uma alternativa, nunca foi nosso plano, o plano era mesmo adotar”, explica.

É importante reforçar que na lei não há impedimentos da adoção ser efetuada por duas mães. Desde a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente, não há no texto uma menção direta a gênero para os adotantes. A redação original de 1990 já dizia que a adoção conjunta podia ser feita por cônjuges (casados) ou concubinos (expressão que era utilizada para definir casais que moravam juntos sem se casar).

Em 2009, esses termos foram modernizados. Na Lei n° 12.010, consta: “Para adoção conjunta, é indispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável”. Em 2011, a união estável homoafetiva foi reconhecida, assim o Cadastro Nacional de Adoção foi atualizado para que casais homoafetivos pudessem se inscrever de forma conjunta.

Até então, era possível apenas a adoção monoparental, mas com o status de entidade familiar, todos os direitos do Estatuto da Criança e do Adolescente que se aplicavam aos casais heteroafetivos, passaram a ser aplicados aos homoafetivos.

No Acre, houve 28 adoções de crianças em 2025. Destas, quatro foram adoções homoafetivas. Neste primeiro semestre de 2026, há outras quatro adoções homoafetivas em andamento.

Fotos: Gleilson Miranda/ Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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