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“Valorize a vida” é o tema de mobilização do Setembro Amarelo no TJAC

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Quando valorizamos a vida, damos mais atenção ao que realmente importa: afeto, saúde, presença, respeito, gratidão e propósito

Suicídio é um tema muito sensível. Com a questão dos gatilhos mentais e até o banimento desse conteúdo nas redes sociais, a pauta da campanha do Setembro Amarelo acaba sendo reduzida a depressão. No entanto, a mobilização realizada hoje no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) reforçou a importância do diálogo aberto sobre emoções, os diferentes tipos de sofrimentos e dores psicológicas.

A atividade foi organizada pela Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) e o tema foi “Valorize a Vida”. Nas boas-vindas, a coordenadora da Cobes, Dala Nogueira, enfatizou o programa de saúde mental que está sendo implantado na instituição: “vivemos um novo momento, com um olhar diferenciado para o servidor e a Cobes está à disposição de todos vocês”.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, relembrou que após a pandemia houve uma fragilização da saúde mental na sociedade. “Os eventos estressantes e o acúmulo de fatores podem gerar a ansiedade e depressão, que impactam a vida das pessoas de uma forma que elas realmente vão perdendo o brilho. Então, se não é dada a devida atenção, elas podem não ter apoio para fugir das angústias que tiram esperança na vida”, ponderou Nogueira.

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Valorizar a vida é reconhecer a preciosidade de cada momento, cada experiência e cada pessoa que cruza os caminhos percorridos. É entender que a vida é frágil, passageira, mas profundamente significativa. Essas reflexões foram estimuladas com as apresentações musicais e dinâmicas realizadas no evento.

A assistente social Milene Moura propôs que pessoas que estavam passando por dificuldades levantassem a mão. Em seguida, para que as pessoas que querem ser canais de apoio e amor, de igual modo, levantassem a mão. Sabe qual o resultado? O número do segundo grupo foi superior ao primeiro, assim semeando uma mensagem valorosa aos presentes.

A psicóloga da Cobes, Josinéia Costa, falou sobre autocuidado e a importância de ter uma rede de apoio. Ela diferenciou as ideações suicidas ativas e passivas, relacionadas a demonstração ou não de sinais. Por fim, motivou a quebra de estigmas ao elencar julgamentos existentes no senso comum. “Cada um conhece seu nível de sofrimento e, quando julgamos, estruturamos exigências e impomos culpa, ambas condutas não colaboram para o equilíbrio e recuperação das pessoas”, enfatizou.

No encerramento, um rolo de barbante foi passado na plateia para ilustrar o “fio da vida”. Além de representar que todos estão interligados, muitos expressaram suas razões para segurar o fio da vida. Assim, a família, a fé, o amor e a gratidão ocuparam o espaço que lhe são devidos, entre os sorrisos e depoimentos pessoais foram tecidos vários motivos para seguir em frente.

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Também estavam presentes o desembargador Luís Camolez, diretor da Escola do Poder Judiciário (Esjud), local onde foi realizada a palestra; e a desembargadora Waldirene Cordeiro, coordenadora da Justiça Restaurativa.

Setembro Amarelo, por que amarelo?

A cor amarela foi escolhida como símbolo da campanha em referência a uma história real dos Estados Unidos. Mike Emme, um jovem de 17 anos que morreu por suicídio em 1994, era conhecido por seu carro amarelo e, após sua morte, amigos distribuíram cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio, iniciando um movimento que ganhou força mundial.

A campanha foi criada em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é divulgado globalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na data 10 de setembro.

Vale lembrar que o Centro de Valorização da Vida (CVV) possui atendimento 24h no telefone: 188.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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No Dia dos Povos Indígenas, TJAC destaca ações de cidadania que garantem direitos à população originária

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Medidas ampliam acesso à documentação, serviços públicos e reconhecimento da identidade indígena; confira a reportagem especial

Os povos originários sempre influenciaram a cultura e a história do Acre. O nome do estado deriva de “Aquiri”, termo da língua dos indígenas Apurinã que habitavam a região e significa “rio dos jacarés”. A culinária também é marcada pela presença de ingredientes nativos, como mandioca, tucupi, jambu e peixes, sempre presentes na mesa dos acreanos.

Essa relação com os povos indígenas é uma característica marcante do Acre, que concentra uma grande diversidade de etnias em seu território. São pelo menos 15 povos diferentes, além de grupos isolados. Segundo o Censo 2022, a população originária corresponde a cerca de 32 mil pessoas. Há 35 Terras Indígenas (TIs), o que representa 14,56% do território estadual.

Diante da expressiva presença indígena, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tem adotado estratégias e medidas para garantir a proteção dos direitos dos povos originários. Neste 19 de abril, data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, confira, nesta reportagem especial, as ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário acreano em prol da população ancestral.

Corrigir documentos é reparação histórica

Historicamente, os indígenas enfrentam preconceito para registrar nome e identidade étnica. Ciente disso, em abril de 2025, a Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) aprovou uma norma que possibilita a retificação da certidão de nascimento sem a necessidade de ação judicial. A medida se baseia em uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A ideia do Judiciário acreano é agilizar a alteração do nome e sobrenome, a inserção da etnia e a correção nos documentos de pessoas autodeclaradas indígenas. A instituição entende ser necessária uma reparação histórica com os povos ancestrais do estado, ainda alvos de preconceito e discriminação.

Por isso, o procedimento foi facilitado. Anteriormente, era necessário ajuizar uma ação para realizar qualquer alteração no registro. Agora, o processo ficou mais fácil, rápido e barato. Basta solicitar ao cartório extrajudicial mais próximo, caso a mudança seja para corrigir equívocos históricos, como a ausência da etnia ou do sobrenome na certidão de nascimento.

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Cidadania para todos

O TJAC também tem realizado ações que facilitam o reconhecimento da diversidade cultural e da autodeterminação dos povos indígenas no Acre. A principal delas é o Projeto Cidadão, trabalho social que facilita o acesso gratuito à documentação e a serviços públicos. Desde 2021, a instituição realiza edições direcionadas à população originária, sendo os atendimentos promovidos dentro das próprias comunidades.

A medida permite superar as barreiras logísticas no atendimento à população indígena, especialmente em áreas remotas. Até o momento, uma variedade de etnias do estado foi beneficiada, como os Puyanawa, Huni Kuin, Kulina, Kampa, Madja, Nukini, Nawa, Shanenawa, Ashaninka e Manchineri. Essa lógica aplicada pelo Judiciário acreano rompe com o histórico de exclusão ao descentralizar os serviços públicos e garantir acesso equitativo.

Entre os serviços mais buscados estão a retificação de documentos, como certidão de nascimento e identidade, bem como a formalização da união por meio do casamento coletivo. Como novidade da atual gestão, foram incluídos atendimentos da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) e da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv).

Compromisso com as pessoas

Em 2025, a primeira edição do Projeto Cidadão realizada na administração do desembargador Laudivon Nogueira ocorreu na Aldeia São Vicente, do povo Huni Kuin, em Tarauacá. De acordo com o chefe do Judiciário acreano, o propósito da ação foi demonstrar o compromisso do Tribunal de Justiça com a inclusão social, principalmente das populações indígenas: “Mostrar que é uma instituição parceira da sociedade, não só no julgamento das causas, mas na construção de uma cidadania ativa”.

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O cacique da aldeia São Vicente, Amẽ Huni Kuin, falou da satisfação em não precisar sair por horas ou até dias para obter atendimento: “Estou falando diretamente da minha casa, do meu povo, da minha aldeia, dentro da floresta. Esse é um sonho realizado”. O líder indígena acrescentou sobre a sensibilidade do Poder Judiciário às necessidades específicas dos povos originários: “Somos parceiros para virem fortalecer a nossa união, fortalecer a nossa cidadania”, afirmou.

Ibatsei Huni Kuin aproveitou o projeto do TJAC e solicitou a documentação de seus quatro filhos, três garotos e uma menina. “É muito longe para eu ir para a cidade daqui. É importante virem aqui para a gente poder tirar documento”, explicou. Em Santa Rosa do Purus, o casal Manoel e Josefa, ambos indígenas, disseram “sim” oficialmente e selaram a união de mais de 30 anos no casamento coletivo.

Continuidade dos serviços à população indígena

Este ano, o TJAC já garantiu a emissão de documentos básicos a sete povos indígenas. Foram mais de 140 pessoas atendidas — um esforço contínuo da instituição para combater a invisibilidade social dessa população. Nesta primeira ação, o Tribunal ofertou uma vasta gama de serviços públicos, em especial nas áreas da saúde e da assistência social.

O Tribunal de Justiça prevê, ainda, ao menos cinco edições do Projeto Cidadão voltadas aos povos originários em 2026. Conforme o calendário de ações, o primeiro atendimento está previsto para junho, com a etnia Katukina; em agosto, na cidade de Feijó; em novembro, na Terra Indígena Nukini e na Comunidade São Salvador, ambas em Mâncio Lima; depois, em Santa Rosa do Purus; finalizando, em dezembro, no município de Jordão.

Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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