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Projeto do TJAC capacita jovens para ajudar a romper o ciclo da violência doméstica
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Estudantes aprendem técnicas restaurativas de resolução de conflitos com base no diálogo e na participação social; iniciativa busca prevenir e reduzir a violência contra a mulher
Estudantes do Colégio Militar Dom Pedro II tiveram um dia diferente na rotina escolar. Em vez das aulas tradicionais de português, matemática ou ciências, participaram de uma formação sobre técnicas restaurativas de resolução de conflitos relacionados à violência doméstica e familiar contra a mulher. A atividade ocorreu nesta terça-feira, 10, em Cruzeiro do Sul, e reuniu alunos e alunas do ensino médio, além de professores da instituição.
Promovida pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a ação integra a programação da 32ª Semana Justiça pela Paz em Casa e tem como objetivo disseminar a cultura de paz, contribuir para a prevenção e a redução da violência no contexto familiar e escolar. A ideia é que os participantes, após a formação, desenvolvam mecanismos próprios de resolução de conflitos, com base no diálogo e na participação social.
Durante a capacitação, os estudantes conheceram aspectos históricos, sociais e culturais da violência doméstica e familiar. Também aprenderam a identificar e classificar as diferentes formas de violência contra a mulher, além de receber orientações sobre a importância da denúncia, os procedimentos legais e os principais canais de apoio às vítimas.



Para a juíza de Direito da Vara de Proteção à Mulher e de Execuções Penais de Cruzeiro do Sul, Marilene Zhu, uma das mediadoras da formação, iniciativas como essa contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, consciente e comprometida com a proteção da dignidade humana. “Quando trazemos esse tema para dentro da escola, reconhecemos que a educação é uma das ferramentas mais poderosas de prevenção”, afirmou.
Segundo a magistrada, a ação permite que professores e estudantes compreendam melhor as características da violência doméstica, seus sinais e consequências, além dos caminhos para buscar ajuda e interromper o ciclo de violência. “Ao capacitar educadores e estudantes, criamos uma rede de proteção e informação. Quando os jovens são sensibilizados sobre esse tema desde cedo, tornam-se agentes de mudança em suas famílias e comunidades”, completou.
A iniciativa do TJAC está alinhada à Política Nacional de Resolução de Conflitos no Poder Judiciário e à Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, bem como vinculada ao Convênio nº 01/2022/CGPGC/GAB-SENAJUS/SENAJUS – Plataforma +Brasil nº 930436/2022, voltado à implementação de ferramentas e estratégias para o tratamento de casos de violência doméstica e familiar.
Participaram da atividade a coordenadora de Apoio a Programas Sociais, Isnailda Silva; a assessora da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Amália Costa; o chefe da Equipe de Monitoramento e Avaliação de Projetos, Franco Souza; e a equipe técnica e pedagógica do colégio.


Fotos: cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Reuniões setoriais fortalecem a integração e a gestão dos tribunais em encontro nacional
Diálogos promoveram a troca de experiências e encaminhamentos conjuntos gestão administrativa, comunicação institucional e segurança cibernética, com participação do TJAC
As reuniões setoriais realizada no XXII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça Estaduais e Militares (Consepre), realizado em Curitiba (PR), ampliaram o diálogo entre as equipes responsáveis pela gestão administrativa e operacional dos tribunais. Reunindo juízes auxiliares das Presidências, secretários-gerais, secretários de Finanças, de Comunicação e de Tecnologia da Informação, o evento foi a oportunidade para dialogar sobre desafios comuns, compartilhar boas práticas e identificar oportunidades de cooperação.
A proposta é de fortalecer a atuação integrada, sem desconsiderar as particularidades administrativas e as diferentes realidades regionais de cada tribunal. O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou das atividades com a juíza auxiliar da Presidência, Louise Santana, o secretário-geral, Júnior Martins, e os secretários Elson Corrêa, Andréa Zílio e Jacikley Ribeiro.
Governança e gestão administrativa
A reunião dos juízes auxiliares das Presidências foi dedicada ao diálogo sobre governança e aos desafios enfrentados na condução administrativa dos tribunais. Esses magistrados e magistradas acompanham diretamente a gestão e participam da execução das diretrizes estabelecidas pelas Presidências, o que torna o intercâmbio especialmente relevante para a busca de soluções institucionais.
Durante o encontro, foram compartilhadas experiências e discutidas questões comuns às Presidências, com atenção às diferenças de estrutura, às necessidades de cada instituição e à diversidade regional. A troca contribui para ampliar a compreensão sobre os desafios da gestão e identificar práticas que possam ser adaptadas a diferentes contextos.
Já a reunião dos secretários-gerais e secretários de Finanças teve como foco o fortalecimento das relações institucionais e a construção de propostas de atuação conjunta. As discussões destacaram a importância de manter as áreas administrativas e operacionais alinhadas, com objetivos comuns e planejamento integrado.
Entre as experiências compartilhadas, tiveram destaque as práticas da Secretaria-Geral do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), que podem contribuir para o aperfeiçoamento dos processos administrativos e para a evolução da gestão nos demais tribunais.




Comunicação integrada e pautas nacionais
Participaram do diálogo com os gestores de comunicação, os representantes do CNJ, a conselheira Daiane Nogueira, o a secretária-geral, Clara da Mota, o secretário de Estratégia e Projetos, Paulo Marcos de Farias, e a secretária de Comunicação Social, Gabriela Guerreiro.
Os gestores discutiram estratégias para ampliar a articulação entre as equipes dos tribunais e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), especialmente na divulgação de assuntos de interesse nacional e no fortalecimento da comunicação institucional do Poder Judiciário.
Entre as deliberações, foi criado um grupo de trabalho com a conselheira Daiane e o Comitê de Comunicação da Justiça Estadual, que coordena as pautas e deliberações de ações conjunta da Rede de Comunicação da Justiça Estadual (Redecom), para um trabalho conjunto a partir do diagnóstico das estruturas e das práticas de comunicação dos tribunais, que está sendo feito pelo CNJ. O levantamento deverá contribuir para identificar necessidades, desafios e oportunidades de aprimoramento.
Também foram discutidas formas de compartilhar os resultados do diagnóstico internamente, com apoio do Acompanhamento de Cumprimento de Decisão (Cumpridec), com base na Resolução Nº 640/2025, além da realização de orientações individualizadas e da criação de grupos de trabalho específicos de tribunais, para aprofundar os temas identificados.
Segurança cibernética e proteção institucional
Na área de Tecnologia da Informação, gestores de tecnologia e segurança dos tribunais de Justiça se reuniram para discutir o fortalecimento da segurança cibernética no Judiciário. O encontro destacou a importância da colaboração entre as equipes, do compartilhamento de informações e da disseminação de boas práticas para prevenir riscos e ampliar a capacidade de resposta a incidentes.
A discussão reforçou que a proteção dos sistemas, das informações e dos serviços digitais exige atualização constante e atuação coordenada. A troca de experiências entre os tribunais permite conhecer medidas adotadas por outras instituições e identificar soluções que possam contribuir para o aprimoramento da segurança tecnológica.
As reuniões setoriais ampliam o alcance do Consepre ao aproximar profissionais que atuam diretamente na gestão e na execução das políticas institucionais. Ao compartilhar experiências e discutir desafios comuns, os tribunais fortalecem o diálogo, ampliam as possibilidades de cooperação e constroem referências para aperfeiçoar seus processos de trabalho.
A iniciativa reforça que o desenvolvimento do Poder Judiciário depende não apenas das decisões de cada instituição, mas também da capacidade de aprender coletivamente e transformar experiências em soluções que contribuam para uma Justiça ainda mais eficiente e próxima da sociedade.


Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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