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Serviço gratuito de reconhecimento de paternidade é tema de entrevista do Boletim TJ Acre

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As dúvidas sobre reconhecimento de paternidade envolvem emoção, identidade, direitos da criança e questões jurídicas – saiba mais com a entrevista de hoje

Quem nunca viu na televisão aqueles quadros famosos de exame de DNA, em que famílias buscam respostas sobre a paternidade? O que muita gente ainda não sabe é que a própria Justiça oferece um serviço gratuito para orientar e ajudar no reconhecimento de paternidade. Esse atendimento, que faz parte do programa Pai Presente, foi tema da entrevista do Boletim TJ Acre com a juíza Luana Campos, titular da Vara de Registros Públicos de Rio Branco.

O programa Pai Presente está ativo? Para quem ainda não conhece, como ele funciona?

O Pai Presente é um programa que ajuda a fazer o registro de paternidade nos assentos de nascimento de crianças, adolescentes e até de adultos que não possuem o nome do pai no registro. Na verdade, esse programa surge como uma forma de intensificar o cumprimento da Lei nº 8.560/1992, que prevê a investigação de paternidade oficiosa, ou seja, se alguma criança for levada para ser registrada em qualquer cartório sem que seja indicada a paternidade, o próprio oficial registrador tem a obrigação de remeter essa informação ao Juízo, para que então se inicie o processo de reconhecimento dessa paternidade.

Esse é um serviço gratuito?

Serviço gratuito, não exige pagamento de taxa, nem prévia, nem a posteriori a conclusão do procedimento.

Como pode ser feita a solicitação? Quem pode solicitar o reconhecimento de paternidade?

A mãe, o pai, ou a própria pessoa sem o registro de pai.

Depois que a mãe vai fazer o registro no cartório, quais seriam os próximos passos?

O oficial registrador, verificando que a criança está sendo registrada e o pai não está comparecendo para o registro, ele vai indagar a mãe sobre os dados qualificativos desse pai. Ela vai fazer um termo de indicação, com o nome completo e o endereço. Essa demanda é então encaminhada ao Cejusc, que é o nosso Centro de Resolução de Conflitos e ali se adota um procedimento pré-processual de averiguação. Também a própria mãe pode comparecer no Cejusc e pedir a instauração desse processo. Existem outras formas, que é a ação de reconhecimento judicial mesmo, através da Defensoria Pública, ou a mãe também pode comparecer no Ministério Público.

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Mas, sendo do interesse do pai registrar o seu filho, ele pode comparecer diretamente no Cartório de Registro de Pessoas Naturais, onde a criança foi registrada. Se não for possível, no local aonde a criança foi registrada, ele pode comparecer em um outro cartório e é feito o um Termo de Reconhecimento de Paternidade.

Além da mãe e do pai, nós temos também o reconhecimento da paternidade socioafetiva, que hoje também é uma forma de reconhecimento. O procedimento também é gratuito e voluntário da pessoa que se diz o pai socioafetivo, ou seja, é aquele  que não é o pai biológico, mas é o pai que criou. É o caso dos padastros. Ele também pode e requerer que seja reconhecida a paternidade socioafetiva.

Em média, há a previsão da lei de 45 dias, por quê?

Depois de iniciado, a gente vai notificar o suposto pai. Em seguida, ocorre uma audiência de conciliação. Ele comparecendo, ele pode reconhecer voluntariamente ou dizer não. Se reconhecer, vai ser lavrado um termo, declarando que ele é o pai. Aí, vai para o juiz homologar e já é solicitado a atualização do registro.

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Se o pai não concordar e pedir o exame de DNA, por exemplo, aí já vai demorar mais um pouco. Então, tem o tempo de realização do exame e o resultado. Mas, havendo a anuência do pai, o prazo máximo é 45 dias.

Quais orientações você deixar para nossos ouvintes?

A primeira orientação é que ele procure o cartório de registro de onde a criança ou adolescente nasceu ou o mais próximo do seu domicílio. Mas, não querendo, eles podem procurar o Cejusc. O telefone é o 68 9982-2031 ou 68 9982-2032. Para mais informações, a Vara de Registros Público também está disponível para orientar da forma mais adequada.

Inclusive, eu andei pesquisando e um dado relevante é Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais: em 2024, foi feito um levantamento no nosso país e haviam 91 mil crianças sem indicação de pai no registro.

Qual é a importância de ter o nome do pai na Certidão de Nascimento?

Isso traz cidadania. Isso traz os vínculos familiares. Isso traz direito para a pessoa que foi registrada. É uma forma de que o Estado brasileiro e o Poder Judiciário encontraram de garantir os direitos dessa pessoa em ter o nome do seu pai na sua Certidão de Nascimento, que é o primeiro documento civil, que a gente tem ao nascer.

O atendimento da Vara de Registros Públicos de Rio Branco está disponível na Cidade da Justiça, mas também pode entrar em contato pelo Whatsapp: (68) 3212-8724.

A íntegra da entrevista foi transmitida na Rádio Aldeia e Difusora Acreana, mas você também pode conferir no nosso site e nas plataformas de áudio.

Fotos:  Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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No Mês do Meio Ambiente, TJAC lança novas ações de proteção à Amazônia

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As iniciativas têm foco no engajamento coletivo, para comemorar o Mês do Meio Ambiente com práticas sustentáveis e contínuas

Comemorando o Mês do Meio Ambiente, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) lançou nesta quinta-feira, 11 a Cartilha Sustentável, realizou a instalação do Ponto Verde e a premiação dos vencedores do Selo Verde no auditório da Escola do Poder Judiciário.

A coordenadora de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental do TJAC, desembargadora Waldirene Cordeiro, ressaltou o fortalecimento das políticas institucionais. “É um grande desafio planejar, mobilizar, sensibilizar e convencer as pessoas sobre a temática ambiental. Mas isso significa investir na nossa qualidade de vida e em uma gestão pública de excelência. É necessária a capacidade de unir pessoas e buscar instituições para conectar a um propósito comum de proteger a Amazônia ”, ressaltou.

“Muitas mãos, Único Destino: Um Planeta em Equilíbrio” é o título da cartilha lançada, que possui como protagonista uma cutia, roedor fundamental para o ecossistema amazônico. O animal possui a capacidade de romper com seus dentes os ouriços das castanheiras e os estoca em esconderijos para se alimentar posteriormente. Essa dispersão natural é responsável por parte da sobrevivência e regeneração da floresta. Portanto, o mascote ganhou o título de agente ambiental.

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Contudo, a cartilha também apresenta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), curiosidades, dicas de consumo consciente, além de informações sobre gestão e redução dos resíduos sólidos, coleta seletiva, descarbonização e bem-estar.

Acesse a cartilha

Já o Ponto Verde é uma iniciativa voltada a melhoria da separação do lixo orgânico e reciclável. Simplificando a destinação correta dos resíduos em duas opções, a ideia é ampliar a adesão dos servidores a correta separação, assim favorecendo o encaminhamento dos recicláveis e dos orgânicos para decomposição. Conheça a boa prática.

Em seguida, foi apresentada a extensão do projeto Plantando o Futuro: “Vamos Tomar um Café em 2027?”. Além da entrega de mudas, ocorreu a homenagem aos colaboradores da iniciativa.

Confira a lista de homenageados:

  • Adão Rocha da Silva
  • Alexandre Rabelo da Silva
  • Antônio Divino Pereira de Sousa
  • Chrystian Brasil
  • Edilson Araújo de Souza
  • Erick Vitor Cavalcante da Costa
  • Francisco de Castro de Souza
  • Gelsimar Ferreira Mendes
  • Gilson Monteiro Mariano
  • Laceandro Carneiro Souza
  • José Ferreira do Nascimento

Em seu pronunciamento, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a importância de espalhar sementes de engajamento. “Hoje nós temos que fazer uma reflexão muito importante: A melhor época para plantar uma árvore foi há 20 anos. A segunda melhor época é hoje. Então, sempre é tempo de plantar e construir um legado para as gerações futuras”, declarou.

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No encerramento, as três práticas vencedoras do Selo Verde foram premiadas.

1º Lugar – “Trilha da Sustentabilidade”, de autoria da servidora Bruna Fonseca de Souza

2º Lugar – “O Curupira Digital”, de autoria do servidor Allan Diego Almeida

3º Lugar – “Gamificação e Sustentabilidade”, de autoria de Bono Luy Maia

Também estavam presentes o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos, Carlos Maia; as defensoras públicas Flávia Nascimento e Juliana Caobianco; e o secretário estadual de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho. O evento contou com recursos de acessibilidade, por meio da tradução de Libras.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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