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TJAC apresenta dados sobre atendimentos do Projeto Cidadão ao Ministério da Justiça e Segurança Pública

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No ano passado, o Projeto Cidadão atendeu mais de 52 mil pessoas com serviços de documentação, jurídicos, saúde, assistência social e palestra educativas

Só em 2025, o Projeto Cidadão do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) atendeu mais de 52 mil pessoas com serviços de emissão de documentação, jurídicos, saúde, assistência social e palestras educativas. Esses dados foram apresentados pela equipe administrativa do TJAC a integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Ao longo dos anos, o TJAC firmou convênios com o órgão federal, captando recursos para realizar edições do programa. Então, com o objetivo de ampliar esse aporte e prestar contas, o secretário-geral, José Carlos Martins, a chefe do Gabinete da Presidência, Ana Lúcia Felisberto, o secretário de Governança e Gestão Estratégica, Hélio Carvalho, a chefe da Divisão de Planejamento Institucional, Thays de Souza, a coordenadora de Apoio aos Programas Sociais (Coaps), Isnailda Silva, e o servidor da Equipe de Apoio a Programas e Projetos, William Abud, receberam o chefe da Divisão de Monitoramento, Raul Sales, e o chefe da Divisão de Monitoramento de Projetos de Engenharia, Cesar Augusto Silva, do Fundo de Direitos Difusos do MJSP.

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O secretário-geral do TJAC, José Carlos, ressaltou a relevância da ação social que completou 30 anos de existência no ano passado: “É um programa institucionalizado e não temos recurso para atender a toda a demanda. O Projeto Cidadão simboliza a presença da Justiça junto às pessoas; é uma ação que se iniciou em Rio Branco e hoje atende aos 22 municípios”.

Terras indígenas, reservas extrativistas, comunidades ribeirinhas, municípios com acesso por via fluvial ou aérea e bairros periféricos: o Judiciário do Acre vai até esses locais, mobilizando operações logísticas e diversos parceiros, além de atender a população acreana com cidadania e direitos básicos.

Além disso, atendimentos focados em grupos vulneráveis são promovidos pelo Projeto Cidadão, com edições voltadas para a população carcerária, povos indígenas, mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, pessoas em situação de rua e famílias desabrigadas pelas cheias dos rios na região. Toda essa diversidade e abrangência foi apontada durante a reunião.

“Nós estamos visitando o Acre para verificar os projetos para os quais realizamos transferência de recursos aqui. Nós temos várias modalidades de transferência de recursos e uma delas é essa realizada com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio de convênio. E nós verificamos que esse convênio tem tido vários resultados, atende a diversas políticas públicas e estamos satisfeitos com os resultados”, avaliou Raul Sales.

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Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud

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A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel

Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.

Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.

Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

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“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.

A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.

“Agora quero estudar”

A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.

Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.

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Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.

“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.

Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.

Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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